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Mato Grosso sedia encontro nacional sobre sistema de gestão hospitalar

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Gestores e especialistas de todo o Brasil se reuniram nesta quinta-feira (4.12), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, para debater o futuro da Saúde Digital e da gestão da saúde no Brasil. O “III Encontro Nacional AGHUse” foi realizado pela comunidade formada por 22 instituições do país, que utilizam o sistema AGHUse (Sistema de Gestão em Saúde).

O AGHUse é um sistema gratuito, considerado referência em gestão hospitalar, que registra os procedimentos administrativos e assistenciais de forma integrada para melhorar o atendimento ao paciente. A ferramenta permite a criação de um prontuário eletrônico único e compartilhado.

“Nós estamos sediando esse encontro da comunidade que desenvolve esse sistema de gerenciamento hospitalar, com a participação hoje de mais de 20 hospitais de renome no Brasil, hospitais federais, hospitais do Exército, da Aeronáutica. O Hospital Central vai ser o primeiro hospital no Brasil que já nasce com o funcionamento desse sistema”, destacou o secretário de Estado de Saúde de Mato Grosso, Gilberto Figueiredo.

Segundo o secretário, o Hospital Central de Alta Complexidade de Mato Grosso, que será inaugurado no dia 19 de dezembro, vai entrar para a história.

“Não só o Hospital Central, mas vamos implantar esse sistema em todos os demais hospitais do Estado para que a gente consiga ter um gerenciamento único, uma central de comando na Secretaria de Estado que vai permitir termos todas as informações das nossas ocupações de hospitais, dos pacientes que estão internados.”

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O presidente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), Brasil Silva Neto, explicou que a unidade desenvolveu o software livre e se disse orgulhoso da construção coletiva com o aprimoramento da ferramenta pela comunidade AGHUse.

“O AGHUse é uma ferramenta muito completa, muito ampla e que atende uma estrutura hospitalar bastante robusta, como é o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, um hospital universitário que tem 890 leitos, que tem um número de atendimentos bastante grande, predominantemente na alta complexidade. E o AGHUse dá todo esse suporte para o funcionamento do hospital, que além da parte assistencial tem toda a parte de ensino, pesquisa e a gestão”, explicou.

Na Rede Estadual de Saúde de Mato Grosso, a implementação do sistema começou no Hospital Metropolitano, em Várzea Grande, em abril de 2024. Atualmente, o sistema também está em operação no Hospital Estadual Santa Casa e nos Hospitais Regionais de Rondonópolis e de Sinop. Em breve, ele entrará em funcionamento no Hospital Central e no Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac).

As discussões e atividades no “III Encontro Nacional AGHUse” buscam fortalecer a comunidade, permitindo a absorção de conhecimento sobre modelos e soluções práticas.

Nesta quinta-feira (4.12), foram realizadas as palestras “IA com o Avanço das Ferramentas em Cloud”, “Cases de Sucesso na Governança de Projetos AGHUse no HCPA” e “RNDS e Plataformas SUS Digital”, “Certificação de Softwares Hospitalares e o impacto Positivo desse Processo. “Tecnologias para a Saúde”, “Agilizando a Movimentação de Pacientes com Qualidade e Segurança”, “Saúde Pública” e “Saúde Digital”.

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Nesta sexta-feira (5.12), haverá uma reunião dos Comitês da comunidade AHGUse.

Saiba mais sobre a comunidade AGHUse

Os membros que fazem parte da comunidade AGHUse são: Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA), as Secretarias Estaduais de Saúde da Mato Grosso, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins, a Força Aérea Brasileira, a Marinha, o Exército Brasileiro, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), a Fundação Hospitalar e Hemoterapia do Amazonas (HEMOAM), a Unimed Central do Brasil e a Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Albert Einstein.

Para utilizar o sistema, é necessário que a instituição interessada faça seu ingresso na Comunidade AGHUse, por meio de um instrumento de cooperação ou prestação de serviços com o Hospital de Clínicas de Porto Alegre, com outros membros já integrantes da comunidade ou com empresas credenciadas.

Ao ingressar na comunidade, a instituição compromete-se a contribuir com o desenvolvimento de melhorias para o sistema e, em contrapartida, recebe continuamente as novas versões atualizadas colaborativamente pelos integrantes.

Fonte: Governo MT – MT

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Politec constata crimes ambientais em operação contra a comercialização ilegal de cobre em Cuiabá

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Peritos da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) constataram impactos ambientais decorrentes do descarte e processamento irregular de cabos, fios e materiais metálicos em três estabelecimentos comerciais e industriais no bairro Novo Colorado, em Cuiabá, que foram fiscalizados durante a Operação Integrada Via do Cobre, deflagrada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp).

A operação reuniu equipes de órgãos estaduais e municipais para combater furtos, roubos e receptação de cabos, fios e outros materiais que contenham cobre, além de fiscalizar estabelecimentos que atuem na compra, venda, armazenamento, reciclagem ou processamento de metais.

As vistorias resultaram em notificações e advertências aos responsáveis das três sucatas no bairro Novo Colorado, enquanto os estabelecimentos foram interditados em ação conjunta com a Secretaria Municipal de Ordem Pública, da Prefeitura de Cuiabá.

Além disso, os três proprietários foram encaminhados à delegacia, sendo que um deles recebeu voz de prisão por receptação, adulteração de sinais identificadores de veículo e furto de energia elétrica.

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Durante os exames, os peritos encontraram armazenamento e posse de grandes quantidades de cobre e alumínio sem comprovação de origem, vestígios de queima de plástico para extração de cobre e desperdício e vazamento de óleo diretamente em solo sem impermeabilização.

Também foram localizadas ligações clandestinas de energia, a operação de atividades sem licenças ambientais e placas de veículos que ainda estão em circulação em outros estados, com a localização de motor automotivo desmontado e sem documentação legal.

O coordenador de Perícias Externas da Politec, George de Lamônica, explica que, após os registros e coleta dos materiais, os resultados e análises serão detalhados nos laudos periciais que irão compor os inquéritos policiais.

“A Politec identificou infrações graves em três frentes distintas, sendo elas: crimes ambientais, contra o patrimônio e engenharia legal, durante fiscalização a um estabelecimento comercial/industrial, que irão contribuir para as investigações e responsabilização dos infratores, com respostas qualificadas aos crimes relacionados à cadeia ilícita do cobre”, completou.

Fonte: Governo MT – MT

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