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Campanha contra abuso infantil é divulgada no Aeroporto de Cuiabá

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A campanha de conscientização contra o abuso infantil “Não é só na rua que seu filho pode encontrar estranhos”, promovida pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) por meio do projeto Diálogos com a Sociedade, passou a ser veiculada no Aeroporto Internacional de Cuiabá – Marechal Rondon. Com a mensagem “O abuso infantil no mundo virtual é real”, a ação está sendo exibida em painéis de LED (mídia digital) em parceria com a empresa Kallas Mídia OOH. A veiculação teve início em 15 de junho e segue até 15 de julho de 2025.A campanha foi desenvolvida a partir da constatação de que os jogos online, as redes sociais e outras plataformas digitais passaram a ocupar um papel central na rotina de crianças e adolescentes, tornando-se importantes espaços de interação, entretenimento e socialização. No entanto, esse novo cenário também tem ampliado a exposição de jovens a situações de risco, incluindo casos de aliciamento, exploração e abuso sexual praticados por meio de contatos virtuais. Diante dessa realidade, a iniciativa do MPMT busca conscientizar pais, responsáveis e a sociedade sobre a necessidade de supervisão, diálogo e denúncia de condutas suspeitas.O conceito da campanha parte de uma reflexão sobre as mudanças nos ambientes de risco enfrentados pelas crianças. Se antes a orientação preventiva era para não conversar com estranhos nas ruas, hoje muitos desses contatos ocorrem dentro de casa, por meio de jogos online, aplicativos de mensagens e redes sociais. Ao explorar esse contraste, a campanha procura atualizar o olhar dos adultos sobre os desafios da proteção infantil na era digital, reforçando a importância do acompanhamento das atividades online e da prevenção como ferramentas essenciais de proteção.Além do aeroporto, a mensagem também está sendo divulgada em outdoors instalados em pontos estratégicos de Cuiabá e Várzea Grande, bem como em banners publicados no portal do MPMT e em sites de notícias parceiros.De acordo com a concessionária Centro-Oeste Airports (COA), administradora do Aeroporto Marechal Rondon, o terminal possui capacidade para atender até 5,7 milhões de passageiros por ano e registra fluxo diário estimado de 8.967 pessoas, entre passageiros e colaboradores das empresas que atuam no sistema aeroportuário.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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