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Construção de delegacia é viabilizada com recursos destinados pelo MPMT

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A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso foi decisiva para a entrega da nova Delegacia de Polícia de Guarantã do Norte, inaugurada na última sexta-feira (27), com a presença de diversas autoridades. A obra foi viabilizada graças à articulação do MPMT, que resultou na destinação de aproximadamente R$ 2,5 milhões provenientes de Termos de Ajustamento de Conduta (TACs) e de acordos judiciais, incluindo cerca de R$ 1,3 milhão via Banco de Projetos, Fundos e Entidades (Bapre). Os valores foram repassados ao Conselho Comunitário de Segurança, responsável pela execução da obra e pela gestão dos recursos.A nova delegacia, localizada na área central do município, possui mais de 700 m² e substitui instalações antigas que já não atendiam às necessidades da unidade policial. Planejada para ampliar a capacidade de atendimento à população e garantir melhores condições de trabalho aos servidores da segurança pública, a estrutura inclui ambientes administrativos, salas de investigação, espaços de custódia e um fluxo interno mais seguro e eficiente. Um dos destaques é a Sala da Mulher, área exclusiva para atendimento humanizado a mulheres vítimas de violência doméstica e a pessoas em situação de vulnerabilidade, como crianças, idosos e pessoas com deficiência. O espaço, independente da circulação geral da delegacia, foi projetado para garantir acolhimento reservado, protegido e sensível, reduzindo a possibilidade de revitimização e fortalecendo as políticas de enfrentamento à violência.O promotor de Justiça Marcelo Mantovani Beato, titular da 1ª Promotoria de Justiça de Guarantã do Norte, destacou que a obra é um marco para a cidade. “O Ministério Público tem o compromisso permanente de fortalecer as políticas públicas e de assegurar que a população tenha acesso a mais segurança, dignidade e um atendimento verdadeiramente qualificado. E a aplicação responsável dos recursos provenientes de TACs e acordos judiciais demonstra, na prática, que o MPMT é capaz de transformar realidades, impulsionar melhorias estruturais e contribuir de forma efetiva para o desenvolvimento de toda a região”, afirmou, reforçando que a delegacia é resultado de um esforço coletivo e do trabalho articulado entre instituições.(Com informações da PJC).
Foto: PJC.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 21 anos e 8 meses por homicídio de agente prisional

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O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou Márcio Ribeiro Moreira, conhecido como “Márcio Cabelo”, a 21 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo homicídio qualificado do agente prisional Ivan Fernandes. O julgamento foi realizado nesta segunda-feira (20), e o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade do crime, a autoria e a qualificadora do motivo fútil. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues.De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu na noite de 28 de agosto de 2013, em frente ao Bar P2, no bairro CPA IV, em Cuiabá. Na ocasião, Ivan Fernandes e outras pessoas assistiam a uma partida de futebol quando solicitaram ao acusado que diminuísse o volume do som de seu veículo. Inconformado com o pedido, Márcio Ribeiro Moreira retornou ao carro, pegou uma arma de fogo, aproximou-se novamente do local e efetuou um disparo que atingiu a vítima na região do abdômen.O caso chamou atenção pela longa luta da vítima pela sobrevivência. Após ser baleado, Ivan Fernandes permaneceu hospitalizado por quase um ano, período em que foi submetido a mais de dez procedimentos cirúrgicos em razão das graves complicações decorrentes do ferimento. Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu e morreu em 11 de agosto de 2014. Com o óbito, o Ministério Público promoveu o aditamento da denúncia, que passou de tentativa de homicídio para homicídio consumado.Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram que o crime foi cometido por motivo fútil, uma vez que a reação do acusado decorreu de um simples pedido para que reduzisse o volume do som automotivo. A sentença também destacou que a vítima não contribuiu para a ocorrência do fato, tendo apenas solicitado, de forma educada, que o som fosse abaixado.Na dosimetria da pena, foram consideradas circunstâncias desfavoráveis ao réu, entre elas a elevada culpabilidade, os maus antecedentes, as circunstâncias do crime e as graves consequências da conduta. A decisão ressalta ainda que Ivan Fernandes era jovem e deixou uma filha de apenas três anos de idade à época dos fatos.Além da condenação a 21 anos e 8 meses de reclusão, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira determinou a prisão imediata do réu para o início do cumprimento da pena, negando-lhe o direito de recorrer em liberdade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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