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Cuiabá recebe IV Encontro Nacional da Rede Recupera em outubro

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Com o objetivo de fortalecer as unidades responsáveis pela recuperação de bens oriundos de atividades criminosas e ampliar a cooperação entre órgãos federais e estaduais do Sistema de Justiça e das forças de segurança, Cuiabá será sede do IV Encontro Nacional da Rede Nacional de Recuperação de Ativos (Recupera), nos dias 2 e 3 de outubro. A Conferência Recupera MT será realizada no Espaço Justiça, Cultura e Arte Desembargador Gervásio Leite, localizado na sede do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.O evento é promovido por meio de uma parceria entre o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), a Corregedoria-Geral do Poder Judiciário, a Escola Superior da Magistratura de Mato Grosso (Esmagis-MT), a Polícia Civil e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).“A reunião representa uma oportunidade estratégica para o intercâmbio de experiências e boas práticas entre as instituições participantes, além de reforçar ações voltadas ao enfraquecimento financeiro das organizações criminosas. Durante a Conferência, serão discutidas estratégias de identificação, apreensão, administração, alienação e destinação de bens adquiridos com recursos ilícitos”, explica o promotor de Justiça Renee do Ó Souza, titular da 26ª Promotoria de Justiça Cível da Capital – especializada em Fazenda Pública e Fundações.“O evento da Rede Recupera – Recuperação Nacional de Ativos reveste-se de enorme importância, pois consolida um espaço de integração entre instituições comprometidas com o enfrentamento à corrupção, ao crime organizado e à criminalidade econômica. Mais do que debater teorias, ele promove a troca de experiências práticas e o alinhamento de estratégias voltadas à recuperação de bens e valores desviados, assegurando que recursos obtidos de forma ilícita retornem à sociedade”, acrescenta o procurador de Justiça Antonio Sergio Cordeiro Piedade, coordenador da Escola Institucional do MPMT. A programação da Conferência Recupera MT inclui palestra de abertura, oito painéis temáticos e a elaboração de um documento final com os principais resultados do evento. A abertura será realizada no dia 2 de outubro (quinta-feira), às 9h, seguida da palestra “Rede Recupera – Contextualização”, conduzida por Getúlio Monteiro de Castro Teixeira, coordenador-geral de Operações Integradas e Combate ao Crime Organizado da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP).Quatro promotores de Justiça do MPMT participarão como palestrantes da Conferência Recupera MT. No dia 2, às 14h, o promotor João Batista de Oliveira estará no painel 2, debatendo o tema “Alienação Antecipada”. Mais tarde, às 16h30, Mauro Zaque de Jesus abordará “A Execução dos Leilões pelo Estado de MT” no painel 4. No dia 3, às 9h, o painel 5 terá como um dos palestrantes Renee do Ó Souza, que tratará do tema “Confisco Alargado”. E, às 16h20, Adriano Roberto Alves estará no painel 8 sobre “Recuperação de Ativos como Ferramenta de Enfrentamento ao Crime Organizado, com Foco na Investigação Patrimonial”.Além das palestras, a subprocuradora-geral de Justiça de Planejamento e Gestão do MPMT, Anne Karine Louzich Hugueney, atuará na coordenação dos trabalhos durante a elaboração do documento final da conferência, ao lado do corregedor-geral do PJMT, desembargador José Luiz Leite Lindote, e do delegado-geral adjunto da Polícia Judiciária Civil de Mato Grosso, Rodrigo Bastos da Silva.Confira a programação completa do evento aqui. Rede Recupera – Instituída pela Portaria do MJSP nº 533/2023, a Rede Recupera é uma instância de articulação institucional para fins de identificação, apreensão, administração, alienação e destinação de ativos relacionados à prática ou ao financiamento de infração penal. Ela tem como objetivo potencializar o processo de recuperação de ativos, além de estabelecer um ambiente seguro para o compartilhamento de experiências, metodologias de trabalho, boas práticas, capacitação integrada, protocolos, dentre outras possibilidades de fortalecimento das unidades de Recuperação de Ativos das Polícias Civis e Federal. Os encontros da Rede Recupera já foram realizados em Brasília, em abril e outubro de 2024, e em Fortaleza, em maio de 2025.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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MP ajuíza medida para proteger criança contra exposição indevida

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A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.

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Foto: Imagem ilustrativa | Magnific.

Fonte: Ministério Público MT – MT

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