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Educação patrimonial e combate ao bullying são abordados em palestra

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A educação patrimonial e o combate ao bullying foram temas de uma palestra realizada pelo Promotor de Justiça Jacques de Barros Lopes nesta terça-feira (29), na Escola Estadual Bertoldo Freire, em São José dos Quatro Marcos (a 309 km de Cuiabá). Durante o encontro, que contou com a participação de mais de 220 alunos, o membro do Ministério Público de Mato Grosso falou sobre a importância da participação da comunidade escolar no controle social e na preservação do patrimônio público.“O nosso objetivo hoje aqui foi incentivar os alunos a ajudarem a gerir o patrimônio público e participar do controle social, fortalecendo a participação ativa da comunidade escolar na construção de caminhos que incentivem a atuação cidadã e a fiscalização dos recursos públicos”, destacou o promotor.A educação e a gestão patrimonial fazem parte dos projetos “Canoa” e “Colmeia”, que integram o Planejamento Estratégico Institucional (PEI) do Ministério Público de Mato Grosso, e visam a introdução do tema no cotidiano da população de maneira simples e didática.Outro assunto abordado pelo promotor de Justiça foi o bullying e os mecanismos de proteção às vítimas. “O bullying é uma forma de violência que pode causar danos profundos e duradouros às vítimas. Dentro do ambiente escolar, é essencial que vocês compreendam a gravidade desse problema e se mobilizem para combatê-lo”, afirmou.Jacques de Barros Lopes ainda orientou os alunos sobre como agir. “Caso algum de vocês passe por uma situação de bullying, saiba que existem diversos mecanismos de proteção disponíveis, como programas de apoio psicológico e ações legais contra os agressores. É fundamental que as vítimas saibam que não estão sozinhas e que podem contar com a ajuda de profissionais capacitados para enfrentar essa adversidade. Juntos, podemos construir um ambiente mais seguro e acolhedor para todos”, apontou.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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