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Estudantes aprendem sobre direitos e deveres no esporte com MPMT

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Eliza França, aluna do 1º ano do ensino médio da Escola Estadual Militar Dom Pedro II (Presidente Médici), só tinha assistido ao show de humor da dupla Nico e Lau pela internet. Na manhã desta quinta-feira (21), ela teve a oportunidade de vê-los ao vivo, rir, dançar, se divertir e, acima de tudo, aprender mais sobre cultura de paz, respeito e cidadania nos ambientes esportivos. Eliza integrou o grupo de estudantes com as melhores notas da escola, selecionados para participar do evento “Cidadania em Campo: direitos, deveres e convivência no esporte”, promovido pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em Cuiabá.A ação marcou o lançamento da cartilha “Torcida, fica esperta!”, desenvolvida pelo MPMT em colaboração com Nico & Lau Produções e Ric Milk Estúdio. “Achei muito divertido, amei demais tê-los aqui. Foi uma experiência inesquecível. O que mais me chamou a atenção foram as consequências dos crimes no estádio. Muitas vezes as pessoas não pensam, mas precisam saber que existem regras”, contou Eliza. A amiga dela, Júlia Ribeiro, também do 1º ano, aprovou a iniciativa: “Achei incrível como eles trouxeram informações importantes em uma linguagem informal pra gente”, afirmou.O estudante Weiny de Souza, também do 1º ano, agradeceu ao MPMT pela oportunidade. “Foi um conteúdo muito importante, que precisa ser falado com a sociedade. Gratidão ao Ministério Público por nos fornecer esses conhecimentos. E o show com Nico e Lau foi maravilhoso”, disse. Frequentador da Arena Pantanal, ele acrescentou: “Antes havia algumas regras com as quais eu não concordava, mas agora entendo o motivo de existirem”.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT, em parceria com a 25ª Promotoria de Justiça Criminal, o evento teve como objetivo esclarecer aspectos legais do Estatuto do Torcedor e reforçar o papel do cidadão na construção de um esporte mais justo e democrático. A programação incluiu um café da manhã especial, a palestra “O Esporte e a Educação como Instrumento de Inclusão e Cidadania”, apresentação da cartilha educativa e show artístico com Nico e Lau.Esporte x educação – O procurador de Justiça Paulo Roberto Jorge do Prado, titular da Procuradoria Especializada na Defesa da Criança e do Adolescente, iniciou explicando que o Ministério Público é a instituição responsável por defender os direitos dos cidadãos, atuando na proteção do meio ambiente, da infância e juventude, da pessoa idosa, além de promover a responsabilização criminal de quem infringe a lei. Durante a palestra, o procurador apresentou os conceitos de inclusão social e cidadania e destacou que “o esporte e a educação contribuem diretamente para a formação de valores, para a construção da identidade e para o fortalecimento do senso de pertencimento, especialmente em comunidades marcadas por desigualdades sociais”.Paulo Prado destacou o papel essencial da educação e do esporte na formação de cidadãos. “Quando caminham juntos, esporte e educação potencializam seus efeitos sociais. Juntos, promovem inclusão, cidadania e assumem um papel estratégico na transformação de realidades. Investir nessas áreas é investir no futuro, pois significa criar condições para que os indivíduos não apenas exerçam seus direitos, mas também assumam responsabilidades sociais, fortalecendo o tecido democrático da coletividade”, afirmou. Ele reforçou ainda que ambos são aliados no combate às desigualdades e na construção de uma sociedade mais justa e pacífica.Cartilha – Antes de apresentar a cartilha aos estudantes, o promotor de Justiça André Luís de Almeida, da 25ª Promotoria Criminal de Cuiabá, compartilhou uma lembrança pessoal com os estudantes. Ele revelou que, em 1991, atuou como professor interino de Química na antiga Escola Presidente Médici, incentivando os alunos a acreditarem em seu potencial. “É possível para cada um de nós, desde que haja esforço, estudo e empenho”, disse.Ele ainda contou que o projeto da cartilha teve início em julho de 2024 e que o intuito da publicação é orientar o público sobre comportamentos adequados nos ambientes esportivos, utilizando uma linguagem simples e lúdica. Segundo o promotor, a Lei Geral do Esporte (Lei nº 14.597/2023) funciona como um verdadeiro “manual de instruções” para garantir a segurança e o bom funcionamento dos eventos esportivos.Entre os direitos estão venda antecipada de ingressos, lugar marcado, segurança, higiene, qualidade dos alimentos e acessibilidade. Em casos de descumprimento, o promotor orienta que os cidadãos procurem o Juizado Especial do Torcedor (JET). Com relação aos deveres, estão proibidos comportamentos como portar cartazes ou cantar músicas ofensivas, incitar ou praticar violência, levar objetos que possam ser usados como armas, invadir o campo, lançar objetos no gramado e estar embriagado ou sob efeito de drogas.André Luís de Almeida também abordou os crimes que podem ocorrer em ambientes esportivos, como o racismo e a prática de cambismo, explicando as penalidades previstas em lei. “O sucesso do espetáculo depende de você. A polícia, os bombeiros, o Ministério Público e o Judiciário estão presentes para garantir a paz. Mas o principal agente da paz é você, torcedor e torcedora! Com respeito e cordialidade, a festa está garantida para todos, independentemente do resultado do jogo. Leiam a cartilha”, finalizou.Aproximação – Conforme o coronel BM Caillava, diretor da Escola Estadual Militar Dom Pedro II, a visita do Ministério Público à unidade representa o fortalecimento dos laços entre a comunidade escolar e o poder público. “É uma grande satisfação receber o Ministério Público em nossa escola. É fundamental estreitarmos essa distância que ainda existe entre o poder público e a comunidade escolar, para que nossos alunos compreendam melhor como funciona o processo de governança de um estado e de um país. Os estudantes presentes hoje são os 180 que obtiveram as melhores notas no segundo bimestre deste ano. Parabenizo o MP pela iniciativa, que contribui diretamente para a redução da violência. Sejam sempre bem-vindos. Espero que este seja apenas o primeiro passo de uma caminhada conjunta”, declarou.Após as apresentações, a plateia se divertiu com o show da dupla Nico e Lau, que também reforçou o conteúdo da cartilha entre os estudantes.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Justiça determina regularização do Aeroporto Municipal de Juína

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A Justiça acolheu o pedido de tutela provisória de urgência formulado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) em ação civil pública ajuizada contra o Município de Juína para promover a regularização físico-operacional e administrativa do Aeroporto Municipal. A decisão foi proferida pela juíza substituta Gabriella Andressa Moreira Dias de Oliveira e reconhece a necessidade de adoção de providências imediatas para garantir maior controle administrativo, preservação patrimonial e avaliação técnica das condições do aeródromo. A ação foi proposta pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Juína, por meio do promotor de Justiça Dannilo Preti Vieira, após a instauração de inquérito civil, que apurou uma série de irregularidades relacionadas à infraestrutura, acessibilidade, segurança operacional, conservação, controle de acesso, organização administrativa e utilização patrimonial do aeroporto.Durante as investigações, o Ministério Público reuniu informações da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e do Relatório Técnico nº 735/2026, elaborado pelo Centro de Apoio Técnico à Execução (CAEx/MPMT), que apontou problemas como ausência de rota acessível contínua entre estacionamento, terminal e área de embarque, inexistência de sanitários adaptados, deterioração de estruturas, falhas no cercamento e no controle de acesso, além da falta de mecanismos adequados para registro das operações e formalização da ocupação das áreas aeroportuárias.Conforme destacado na ação, também foram identificadas deficiências na gestão patrimonial do aeroporto, sem comprovação da existência de sistema confiável para controle das operações particulares, identificação dos ocupantes dos hangares e formalização jurídica da utilização das áreas públicas. O Ministério Público defendeu que essas situações comprometem a segurança, a transparência administrativa e a adequada conservação do patrimônio público. Na decisão, a magistrada considerou presentes os requisitos para a concessão parcial da tutela de urgência, especialmente diante da necessidade de preservação do patrimônio público, da organização administrativa do serviço e da obtenção de um diagnóstico técnico atualizado sobre as condições do aeroporto.Entre as determinações impostas ao Município de Juína está a proibição de autorizar novas ocupações exclusivas, renovar ocupações informais ou ceder gratuitamente hangares, pátios, salas, terminais ou outras áreas do aeroporto a pessoas físicas ou jurídicas privadas, salvo hipóteses legalmente autorizadas. Também foi determinada a preservação integral de todos os documentos e registros relacionados às operações aeroportuárias e à utilização das áreas do aeródromo. A Justiça ainda determinou que, no prazo de 30 dias, o município apresente a estrutura administrativa responsável pela gestão do aeroporto, identificando os responsáveis pelas áreas operacional, manutenção, emergência, segurança, meio ambiente, acessibilidade e gestão patrimonial, além de informar como é realizado o controle das operações.No prazo de 60 dias, deverá ser apresentado inventário preliminar dos hangares e demais áreas ocupadas, contendo informações sobre usuários, aeronaves, instrumentos de ocupação, pagamentos eventualmente realizados e despesas relacionadas ao consumo de água e energia.Já em até 90 dias, o Município deverá entregar avaliação técnica atualizada das condições do terminal de passageiros, das instalações elétricas e sanitárias, da estrutura do reservatório de água, dos sistemas de proteção contra incêndio e descargas atmosféricas, do cercamento, do controle de acesso, da acessibilidade e da drenagem, com identificação dos riscos existentes e indicação das providências consideradas necessárias pelos profissionais responsáveis.Outra medida determinada pela Justiça é a comunicação ao juízo, em até 10 dias após sua realização, dos resultados da visita técnica prevista para setembro no âmbito do Programa AmpliAR, acompanhada dos relatórios e documentos produzidos durante a atividade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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