Ministério Público MT

Gaeco faz operação contra facção criminosa que extorquia produtores

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O Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), com apoio da Polícia Militar, deflagrou, na manhã desta sexta-feira (27), a Operação Agroseguro, com o objetivo de desarticular uma facção criminosa que atuava no distrito de Garça Branca, no município de Pedra Preta (MT).As investigações apontaram que a organização criminosa exercia amplo controle na região, praticando crimes como tráfico de drogas, extorsão contra produtores rurais e receptação. Os criminosos realizavam cobranças para oferecer falsa “proteção” no distrito, além de interferirem diretamente nas relações de trabalho e intimidarem proprietários e administradores de fazendas.A região é considerada um importante polo de produção de sementes no estado de Mato Grosso, concentrando extensas propriedades rurais e empresas que movimentam a cadeia produtiva agrícola local e estadual.As investigações também revelaram que a organização possuía uma estrutura hierárquica bem definida, com divisão de funções entre seus integrantes, incluindo a infiltração de membros em propriedades rurais, onde atuavam como trabalhadores para realizar vigilância e coletar informações estratégicas.Os criminosos mantinham base operacional no distrito e utilizavam diversos imóveis para o armazenamento de entorpecentes, ocultação de bens ilícitos e guarda de equipamentos de comunicação clandestina.Esses locais também eram usados como pontos de encontro e planejamento das ações, contando com um sistema de vigilância formado por “olheiros”, suspeitos cooptados para monitorar a movimentação policial.Durante a operação, 60 policiais militares do 4º e do 11º Comando Regional deram apoio no cumprimento de 15 ordens judiciais de busca e apreensão.O Gaeco é uma força-tarefa permanente constituída pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Judiciária Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.O Ministério Público do Estado de Mato Grosso orienta que denúncias relacionadas à atuação de organizações criminosas podem ser feitas de forma anônima pelos canais 127 (Ouvidoria do MPMT) e 190 (Polícia Militar).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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