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MP reforça compromisso com a cidadania no Mutirão Pop Rua Jud/MT

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) participou ativamente do Mutirão Pop Rua Jud/MT, realizado nesta quinta-feira (18), no Ganha Tempo da Praça Ipiranga, no Centro de Cuiabá. A iniciativa, promovida pelo Poder Judiciário em parceria com a Defensoria Pública, Justiça Federal, Justiça do Trabalho e diversas instituições públicas e da sociedade civil, tem como objetivo garantir o acesso à justiça e aos direitos fundamentais às pessoas em situação de rua.Durante o mutirão, os promotores de Justiça Rodrigo de Araújo Braga Arruda e José Jonas Sguarezi Júnior, e a promotora de Justiça Élide Manzini de Campos, em conjunto com as equipes da Ouvidoria-Geral do MPMT, sob a coordenação da procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos, realizaram atendimentos voltados especialmente à população em situação de vulnerabilidade social e jurídica, com foco nos recuperandos em cumprimento de pena nos regimes aberto e semiaberto.A procuradora de Justiça Eliana Cícero de Sá Maranhão Ayres Campos destacou a importância da escuta ativa da população e reforçou o compromisso da Ouvidoria com esse público: “Aliás, é um trabalho que nós da Ouvidoria gostamos de fazer e participar. Somos chamados para todo esse tipo de evento, até porque nossos eventos são direcionados a esse público carente. Esse evento é exatamente o público-alvo que nós costumamos atender.”A promotora de Justiça Élide Manzini de Campos ressaltou o papel do Ministério Público na regularização de penas e na promoção da dignidade humana. “Hoje, aqui no Pop Rua, nós estamos fazendo atendimento especificamente aos moradores de rua que estão em cumprimento de pena. Então, todo o pessoal em situação de rua que tem pena a cumprir, que está no regime semiaberto, aberto, que usa a tornozeleira, nós estamos atendendo e verificando a situação de pena e o que pode ser feito para regularizar, dar seguimento, com relação às penas de multa”, explicou.Já o promotor de Justiça José Jonas Sguarezi Júnior falou sobre quão significativa é essa atuação conjunta. “É importante deixarmos os gabinetes e virmos para onde a população efetivamente está. Nesse caso, mesmo se tratando de uma população egressa do sistema prisional no regime semiaberto, é importante que a gente também garanta os direitos, a dignidade humana, pois eles estão numa situação de enorme vulnerabilidade. Certamente uma das piores situações, que é a situação de rua.”O juiz da 2ª Vara da Execução Penal Geraldo Fidelis também reconheceu a importância da atuação do MP: “Nós temos que enxergar o problema não com os nossos olhos de juízes, promotores, defensores, mas com os olhos deles, da pessoa que está em condição de rua. Eles têm em nós pessoas intocáveis que estão nos nossos fóruns, nossos palácios. Nós temos que sair de lá, vir para a realidade deles aqui, numa parceria inédita. O Ministério Público manifesta nos autos, analisando, verificando pedido da Defensoria Pública. Saímos daqui arrepiados de emoção, de pessoas que estão resgatando suas vidas.”O Mutirão Pop Rua Jud/MT é uma estratégia prevista na Política Nacional de Atenção às Pessoas em Situação de Rua e suas interseccionalidades, instituída pela Resolução 425/2021 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A ação reafirma o compromisso do Ministério Público com a promoção da cidadania, da dignidade humana e da justiça social.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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