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MPMT atualiza Carta de Serviços e amplia acesso ao cidadão

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) disponibilizou a versão atualizada da sua Carta de Serviços ao Cidadão, documento que reúne, de forma clara e acessível, todas as informações sobre os serviços prestados pela instituição, incluindo formas de acesso, prazos, requisitos e canais de atendimento.A iniciativa integra o projeto estratégico 2024/2026 “MPMT Conecta: Serviços ao Cidadão com transparência”, conduzido pela Subprocuradoria-Geral de Planejamento e Gestão (Subplan) e pelo Departamento de Planejamento (Deplan), por meio da Gerência de Processos. O trabalho envolveu a participação de diversas unidades do MPMT, que atuaram no mapeamento, revisão e validação dos serviços, além da atualização dos contatos responsáveis pelos atendimentos.Com a nova versão, o Ministério Público busca garantir que a população tenha acesso a informações precisas e confiáveis em um único ambiente, fortalecendo a transparência institucional e facilitando o relacionamento com o cidadão e com o público interno.A Carta de Serviços é um instrumento previsto na Lei nº 13.460/2017 e orientado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), com o objetivo de informar a sociedade sobre os serviços disponíveis, os canais de atendimento e as orientações necessárias para o exercício dos direitos.O documento também apresenta, de forma didática, o papel do Ministério Público, instituição permanente e essencial à justiça, responsável por defender a ordem jurídica, o regime democrático e os interesses sociais e individuais indisponíveis.Entre os serviços destacados estão o recebimento de denúncias em diversas áreas como saúde, educação, meio ambiente, patrimônio público e direitos de grupos vulneráveis, a consulta a procedimentos extrajudiciais, emissão de certidões e cadastro de projetos e entidades. A população pode acessar esses serviços por diferentes canais, como site institucional, ouvidoria, aplicativo, atendimento presencial e telefone.A versão atualizada da Carta de Serviços já está disponível no site oficial do MPMT e no Portal Foco, garantindo amplo acesso tanto ao público externo quanto aos servidores e membros da instituição.Clique aqui e confira a íntegra da Carta de Serviço

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Projeto FloreSer retoma atividades na Escola Raimundo Pinheiro

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O projeto FloreSer, desenvolvido pelo Núcleo das Promotorias de Enfrentamento da Violência Doméstica e Familiar – Espaço Caliandra, iniciou uma nova etapa de rodas de conversa com estudantes da rede pública estadual. A Escola Estadual Raimundo Pinheiro, localizada no bairro Shangri-lá, em Cuiabá, foi incluída na programação e deverá receber atividades com 14 turmas dos 1º e 2º anos do Ensino Médio.A iniciativa, que conta com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), promove diálogos com adolescentes sobre violência contra a mulher, prevenção e relacionamentos abusivos, especialmente entre jovens que estão iniciando suas primeiras relações afetivas.Nesta sexta-feira (24), 39 estudantes participaram de uma roda de conversa com a equipe técnica do Espaço Caliandra. A promotora de Justiça Claire Vogel Dutra também esteve presente e alertou os adolescentes sobre a importância de reconhecer, desde o início de um relacionamento, os sinais de violência psicológica e moral.“É importante que, desde o início do relacionamento, saibam identificar os sinais de violência psicológica e moral, que são formas de violência tão ou mais graves do que a física e que, em muitos casos, podem levar ao feminicídio”, alertou.Machismo e influência das redes sociais – Durante o encontro, a promotora de Justiça destacou que a equipe do FloreSer tem identificado, nas atividades realizadas nas escolas, a presença de comportamentos machistas entre adolescentes, além da influência de discursos misóginos disseminados nas redes sociais.“Temos percebido que a atual geração é mais machista do que a anterior. Há estudos que mostram isso, e temos verificado a disseminação de discursos machistas e misóginos nas redes sociais, que exercem uma influência muito grande sobre os nossos jovens, além da dificuldade de lidar com a rejeição”, afirmou.Claire Vogel Dutra ressaltou ainda que comportamentos de controle e posse podem começar a ser reproduzidos ainda na adolescência e, posteriormente, contribuir para a escalada da violência nos relacionamentos.“Grande parte dos feminicídios ocorre porque o agressor não se conforma com o término do relacionamento e enxerga aquela pessoa como uma propriedade, como alguém que não tem vontade própria. Esse comportamento não começa na idade adulta. Ele se inicia muito cedo, dentro de casa, na forma como os pais se relacionam e educam os filhos, e acaba sendo reproduzido”, explicou.A inclusão da Escola Estadual Raimundo Pinheiro nas atividades do FloreSer ocorreu a partir de uma solicitação da Seduc, que identificou a necessidade de ampliar a abordagem sobre a violência de gênero entre os estudantes, especialmente adolescentes com idade entre 15 e 17 anos.A professora de Matemática Letícia Brito de Souza cedeu parte do horário de sua aula para a realização da roda de conversa e acompanhou o diálogo entre os estudantes e a equipe do Espaço Caliandra. Para ela, a abordagem preventiva é fundamental, principalmente porque muitos adolescentes convivem com situações de violência sem saber reconhecer os sinais ou buscar ajuda.“Desde cedo, eles precisam saber identificar situações que podem representar riscos à própria segurança e entender como evitá-las. Muitos deles vivem em contextos de violência dentro de casa e não sabem a quem pedir ajuda ou mesmo reconhecer os sinais”, destacou.A professora também ressaltou a proximidade dos educadores com os estudantes e a importância de criar espaços seguros para o diálogo. “Nós, como professores, convivemos bastante com eles e ouvimos relatos, principalmente das meninas, sobre situações de machismo e violência nos relacionamentos”, frisou.O projeto FloreSer busca contribuir para a prevenção da violência contra a mulher por meio da educação e da conscientização de adolescentes, promovendo reflexões sobre respeito, igualdade, masculinidades e relações saudáveis. A proposta é estimular os jovens a reconhecer comportamentos abusivos e romper, ainda na adolescência, com padrões de violência e de desigualdade de gênero.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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