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MPMT reforça compromisso inegociável com a proteção das mulheres

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A procuradora de Justiça Elisamara Sigles Vodonós Portela, coordenadora do Centro de Apoio Operacional sobre Estudos de Violência Doméstica e Familiar Contra a Mulher e Gênero Feminino, representou o Ministério Público de Mato Grosso na cerimônia de lançamento da Operação Integrada Shamar 2025. O evento, promovido pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp-MT), foi realizado na quinta-feira (7), no Parque das Águas, em Cuiabá.“A presença do Ministério Público nesta cerimônia traduz nosso compromisso inegociável com a proteção integral das mulheres, com a prevenção da violência e com a responsabilização dos agressores. Integrar esta força-tarefa é também dar concretude ao Plano Estadual de Defesa da Mulher 2025-2035 e ao Protocolo de Intenções celebrado com a Corregedoria Nacional, que fortalecem a atuação interinstitucional em todo o estado”, afirmou a procuradora de Justiça na solenidade. A procuradora de Justiça Elisamara Portela destacou que o feminicídio representa o desfecho extremo de uma escalada de violências. Por isso, segundo ela, toda ação de enfrentamento deve ser antecipatória, integrada e fundamentada em dados e evidências. Para a procuradora, a Operação Shamar simboliza um Estado que não se omite, que se organiza e age.Ela também ressaltou que o fato de Mato Grosso liderar o ranking nacional de feminicídios está diretamente relacionado ao trabalho rigoroso das forças de segurança, que atuam com excelência na aplicação do protocolo de investigação de feminicídio. “Nenhum caso fica oculto ou perdido em estatísticas obscuras”, afirmou.Por fim, parabenizou todos os envolvidos na coordenação da iniciativa e expressou o desejo de que a Operação Shamar “seja um marco de transformação, proteção e esperança para todas as mulheres e meninas mato-grossenses”.Ao abordar as recentes inovações legislativas, que tornaram o feminicídio um crime autônomo e ampliaram o uso de monitoramento eletrônico de agressores, o secretário-adjunto de Integração Operacional da Sesp-MT, coronel Fernando Augustinho de Oliveira Galindo, destacou que, apesar dos avanços legais, os indicadores de violência ainda persistem.Segundo o coronel, a pauta é complexa e transversal, envolvendo questões que extrapolam a atuação das forças de segurança. Ainda assim, ele reforçou a necessidade de atuação contínua e incansável. Nesse contexto, ressaltou a importância da Operação Shamar, que também tem como missão a prevenção por meio de orientações e palestras, conscientizando mulheres sobre a importância de denunciar a violência doméstica e romper o ciclo de agressões dentro dos lares.A capitã PM Narjara, comandante da Patrulha Maria da Penha de Cuiabá, falou sobre a atuação do braço especializado da Polícia Militar no atendimento às vítimas de violência doméstica. “Atuamos diariamente com o coração atento e o olhar vigilante sobre uma realidade que, infelizmente, ainda tem vitimado mulheres em todo o país. Atendemos casos reais, complexos, de mulheres que, muitas vezes, vivenciam o medo dentro do próprio lar. Nossa missão não se resume ao policiamento ostensivo. Nós acolhemos, orientamos, fiscalizamos, acompanhamos, agimos com firmeza, mas também com empatia; com técnica, mas também com humanidade, porque sabemos que a violência doméstica deixa marcas que vão além das visíveis. E sabemos, sobretudo, que a presença do Estado pode ser a diferença entre a vida e a morte”, salientou.Saiba mais – O evento marcou o “Dia D” da mobilização nacional de combate à violência contra mulher, com a participação das polícias Militar e Civil, Corpo de Bombeiros, Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), e Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec). Coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), a Operação Shamar ocorre em todo o país tradicionalmente no mês de agosto. A ação faz alusão ao aniversário da Lei Maria da Penha, que completou 19 anos no dia 7, e integra a campanha Agosto Lilás.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Operação Salve Geral desarticula núcleo criminoso em Sinop

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O Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) deflagrou, nesta quinta-feira (23), a Operação Salve Geral para desarticular a atuação de integrantes da facção criminosa Comando Vermelho que exerciam a função de “disciplina”. Os investigados são apontados como responsáveis por coordenar e determinar a prática de crimes tanto no interior da Penitenciária Regional Osvaldo Florentino Leite Ferreira, conhecida como “Ferrugem”, quanto em diferentes regiões do município de Sinop.As investigações apontam que os alvos ocupavam posições relevantes na estrutura da organização criminosa, sendo responsáveis por ordenar e executar ações voltadas à manutenção do poder da facção. Entre os crimes investigados estão tortura, extorsão, latrocínio e tráfico de drogas, além de outras infrações praticadas em benefício do grupo criminoso.Foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão contra os principais investigados. Durante a operação, as equipes apreenderam entorpecentes, munições, aparelhos celulares e outros materiais de interesse para a investigação. Os itens serão submetidos à perícia e utilizados no aprofundamento das apurações, podendo contribuir para a identificação de outros envolvidos.As ordens judiciais foram cumpridas em diferentes endereços de Sinop e também no interior da Penitenciária Regional “Ferrugem”. A ação reforça o enfrentamento à criminalidade organizada, especialmente à atuação de lideranças criminosas que continuam exercendo influência mesmo durante o cumprimento de pena.
A operação contou com a atuação integrada do Gaeco, com apoio do 3º Comando Regional da Polícia Militar, do 11º Batalhão da Polícia Militar, por meio das equipes do GAP e do Raio, da 26ª Companhia Independente de Força Tática, do Serviço de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal, de policiais penais de Sinop, da Polícia Civil e do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer).As investigações prosseguem com a análise do material apreendido, não sendo descartadas novas medidas investigativas e judiciais.O Gaeco é uma força-tarefa permanente coordenada pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) e integrada pela Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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