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Prevenção ao câncer de próstata é tema de roda de conversa no MPMT

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) promoveu, nesta quinta-feira (27), a Roda de Conversa “Novembro Azul: Cuidar é prevenir”, com o objetivo de conscientizar sobre a importância da prevenção do câncer de próstata e da saúde integral do homem. O encontro ocorreu no auditório da Procuradoria-Geral de Justiça, com transmissão pelo Microsoft Teams para todas as comarcas do estado.A iniciativa integra as ações do Núcleo de Qualidade de Vida no Trabalho – Vida Plena, coordenado pela promotora de Justiça Gileade Maia, que destacou a relevância do tema. “Estamos falando de um problema que tira vidas. O câncer de próstata é o mais comum entre os homens, só perde para o câncer de pele, e é também um dos mais letais. A cada oito minutos, um homem é diagnosticado, e a cada 40 minutos, um homem morre no Brasil. Por isso, precisamos falar sobre prevenção e cuidados”, afirmou.A subprocuradora-geral de Justiça Administrativa, Januária Dorilêo, reforçou a importância da campanha para a saúde dos membros e servidores da instituição. “As instituições são formadas por seres humanos, e todos nós podemos enfrentar doenças inesperadas. A prevenção é essencial. Pesquisas mostram que ela é o melhor caminho para garantir sucesso no tratamento”, ressaltou.O procurador de Justiça Wagner Cezar Fachone alertou para os impactos emocionais e familiares da doença. “Quando um paciente é diagnosticado, toda a família sofre junto. Há ansiedade, angústia, incerteza e também redução da renda familiar. Em muitos casos, a descoberta só ocorre por meio de exames de rotina. Por isso, é fundamental manter o acompanhamento médico”, destacou.Durante o evento, foi realizada também uma palestra do médico urologista Carlos Bouret, presidente da Unimed Cuiabá, que abordou tabus, sintomas, sinais de alerta e cuidados preventivos. Com mais de 40 anos de experiência, Bouret explicou que o câncer de próstata é rastreável e pode ser identificado precocemente.“O exame anual é essencial. Quando detectado no início, as chances de tratamento e cura são muito maiores. É preciso quebrar tabus e entender que cuidar da saúde é um ato de responsabilidade e amor próprio”, enfatizou. Ele também alertou para os fatores de risco: idade, histórico familiar e etnia, além de hábitos alimentares e sedentarismo. “Não é possível prevenir totalmente, mas é possível reduzir riscos com dieta equilibrada, atividade física e, principalmente, diagnóstico precoce”, completou.A campanha Novembro Azul, criada como movimento mundial em 2003 e adotada oficialmente no Brasil em 2011, hoje vai além da prevenção do câncer de próstata, abrangendo também a saúde integral do homem, incluindo saúde mental, prevenção de doenças crônicas e incentivo a hábitos saudáveis.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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