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Projeto do MP fortalece saúde mental de servidores do sistema prisional

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Com foco na valorização da saúde mental, no fortalecimento das relações interpessoais e na conscientização sobre os impactos do adoecimento psíquico na rotina profissional e pessoal, servidores do Centro de Ressocialização de Várzea Grande (CRVG) participaram da apresentação do projeto “Profissionais do Sistema Penitenciário – Promovendo Saúde Mental e Bem-Estar”. A iniciativa é do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT), em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça (Sejus). Realizada na terça-feira, 17 de junho, a atividade marcou o encerramento da etapa de escuta dos servidores, cujo objetivo foi colher depoimentos, sugestões e contribuições sobre a temática, visando à construção de um ambiente de trabalho mais humano, seguro e acolhedor. A apresentação contou com a presença da procuradora de Justiça e coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal (CAO da Execução Penal), Josane Fátima de Carvalho Guariente. Também participaram, representando o CAO, a policial penal Waldicele Maria de Arruda Duarte e a auxiliar ministerial e psicóloga Vitória Harumi Pinheiro Yoshida, ambas integrantes da equipe executora do projeto. Pela Sejus, estiveram presentes a coordenadora da Coordenadoria de Aplicação, Desenvolvimento, Saúde e Segurança, Alcedina Tereza Pedroso de Arruda Alves; a superintendente de Gestão de Pessoas, Aline Parminode Palma; e a gerente de Saúde e Segurança, Mara Magri. As representantes destacaram a importância do cuidado com a saúde integral dos servidores e reafirmaram o compromisso da Secretaria com políticas de valorização humana. A direção do CRVG também prestigiou o evento e manifestou apoio à iniciativa. O diretor da unidade, localizada atualmente em Cuiabá, Wendy Alves da Cruz, reforçou a disposição da equipe para colaborar com o desenvolvimento contínuo das ações. O projeto segue com programação em outras unidades prisionais do Estado, consolidando-se como uma estratégia inovadora e necessária para o cuidado com os profissionais que atuam em um dos contextos mais desafiadores do serviço público.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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