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Projeto Luz do MPMT ganha destaque em evento nacional

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O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) teve participação de destaque no “Webinário 18 de Maio – Cuidando em Rede”, promovido pelo Comitê Estadual de Gestão Colegiada da Rede de Cuidado e Proteção Social do Rio Grande do Norte, realizado nos dias 20 e 21 de maio de 2026.A iniciativa integrou as ações alusivas ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes e teve como objetivo fortalecer a articulação interinstitucional e qualificar as práticas da rede de proteção.Na programação, o MPMT foi representado pela promotora de Justiça Ana Carolina Rodrigues Alves Fernandes Fleury de Oliveira, que atuou como palestrante em painel voltado à construção de fluxos de atendimento e à organização dos serviços destinados a crianças e adolescentes vítimas ou testemunhas de violência.A participação ocorreu a convite do comitê organizador, que reconheceu a relevância da atuação da integrante do MPMT na temática e sua contribuição para o aprimoramento das políticas públicas voltadas à proteção infantojuvenil.Durante o webinário, a promotora de Justiça apresentou o Projeto Luz, iniciativa desenvolvida no âmbito do Ministério Público de Mato Grosso com foco no fortalecimento da rede de proteção, na integração entre instituições e na qualificação do atendimento prestado às vítimas.“Mais do que protocolos, estamos falando de vidas que precisam ser protegidas e de trajetórias que podem ser transformadas por um atendimento qualificado. Fortalecer a rede de cuidado é investir em prevenção, em escuta qualificada e na construção de respostas mais humanas e eficazes”, destacou a promotora, titular da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Nova Mutum.A experiência compartilhada evidenciou práticas bem-sucedidas e estratégias voltadas à construção de fluxos eficientes e humanizados, contribuindo para o debate nacional sobre o tema.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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