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Promotor de Justiça destaca papel social e preventivo do MPMT

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Em mais uma edição do projeto Diálogos com a Sociedade, realizado no Rondon Plaza Shopping em Rondonópolis (a 212 km de Cuiabá), o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) reforçou seu compromisso com a população ao apresentar, em entrevista com o promotor de justiça Marcelo Rodrigues Silva, a amplitude de sua atuação para além da esfera acusatória.Durante a entrevista, o promotor de Justiça compartilhou sua trajetória profissional e destacou o papel multifacetado do Ministério Público, que vai muito além da imagem tradicional de órgão acusador. “O Ministério Público é fiscal da lei, defensor da ordem jurídica e protetor dos direitos individuais e coletivos. Sem ele, a sociedade não é devidamente representada”, afirmou.Titular da primeira promotoria criminal de Jaciara, Marcelo atua também nas comarcas de Dom Aquino, Juscimeira e São Pedro da Cipa. Ele explicou que a atuação regionalizada permite maior efetividade na fiscalização e na defesa dos direitos da população. “Os problemas são semelhantes entre essas cidades, e o Ministério Público precisa estar presente e acessível”, disse.O promotor ressaltou que o Ministério Público não apenas reage aos crimes, mas também atua preventivamente. “Fazemos palestras em escolas, buscamos conscientizar desde cedo. A prevenção começa com a educação”, contou.Além disso, o promotor de Justiça defendeu a importância da atuação restaurativa, aproximando vítima, sociedade e acusado. “É preciso restaurar a confiança nas instituições e garantir que o infrator compreenda o impacto de seus atos”, explicou.A proteção às vítimas também foi destaque. O promotor relatou casos em que atuou para garantir medidas protetivas e reparações, como o de um trabalhador que perdeu a perna em um acidente causado por um condutor embriagado. “Conseguimos bloquear o veículo do réu para garantir uma indenização mínima à vítima. Isso é justiça”, afirmou.Encerrando a entrevista, Marcelo Rodrigues Silva lembrou a importância da população acionar o MPMT. “Busquem o Ministério Público. Se não puderem ir até nós, liguem, mandem mensagem. O Ministério é público, está aqui para defender a sociedade. A participação da comunidade é essencial para que nós existamos”, concluiu.Assista à entrevista na íntegra aqui. O projeto Diálogos com a Sociedade conta com o apoio de parceiros institucionais como Amaggi, Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão (Ampa), Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja-MT), Águas Cuiabá, Bom Futuro, Energisa, Instituto da Madeira do Estado de Mato Grosso (Imad), Nova Rota do Oeste, Oncomed-MT, Rondon Plaza Shopping e Unimed Mato Grosso.Fotos: Joicy Souza

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Condenações por assalto em fazenda somam 146 anos de prisão

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Quatro pessoas foram condenadas a penas que somam 146 anos, um mês e sete dias de prisão por participação em um assalto a uma fazenda em Terra Nova do Norte (a 675 km de Cuiabá). A sentença foi proferida em ação penal ajuizada pela 1ª Promotoria de Justiça da comarca e reconheceu a prática dos crimes de roubo majorado, extorsão qualificada e corrupção de menores. Pelo envolvimento no caso, um adolescente também foi responsabilizado em procedimento separado e submetido à medida socioeducativa de internação.L.A.S.C. foi condenado a 40 anos e 22 dias de prisão, além de 182 dias-multa. Já G.R.P., T.N.V.A. e L.A.G.O. receberam penas de 35 anos, quatro meses e 15 dias de prisão cada um, acrescidas de 166 dias-multa. Todos deverão cumprir a pena em regime inicial fechado.A sentença também fixou indenização mínima às vítimas pelos prejuízos causados durante a ação criminosa. Os condenados deverão ressarcir R$ 51.275,43 referentes a valores transferidos ou subtraídos no assalto, além do pagamento de R$ 6 mil por danos morais a cada uma das seis vítimas. Os réus responderão solidariamente pelos valores, acrescidos de correção monetária e juros legais.Conforme a denúncia do Ministério Público, o crime ocorreu em abril de 2026, na Fazenda Mata Verde, localizada na zona rural de Terra Nova do Norte. Armados, os envolvidos invadiram a propriedade durante a madrugada, renderam seis pessoas e mantiveram as vítimas sob grave ameaça por várias horas, enquanto recolhiam dinheiro, celulares, armas de fogo e outros bens.A investigação demonstrou que a ação foi planejada e executada com divisão de tarefas entre os participantes. Durante toda a madrugada, as vítimas permaneceram sob o domínio dos criminosos, que utilizaram ameaças para obter informações sobre valores e patrimônios existentes na propriedade.Na fuga, duas vítimas foram levadas como reféns e obrigadas a realizar uma transferência bancária de R$ 50 mil. Outra vítima também foi constrangida a efetuar uma transferência via PIX. As condutas resultaram na condenação pelos crimes de roubo majorado e extorsão qualificada, além da corrupção de menores em razão da participação do adolescente.Em procedimento na Vara da Infância e Juventude, o adolescente foi responsabilizado por atos infracionais análogos aos crimes de roubo e extorsão. Em razão da gravidade dos fatos e das circunstâncias da ação criminosa, a Justiça determinou a aplicação de medida socioeducativa de internação, com reavaliação periódica, nos termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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