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Reconstruindo Sonhos inicia terceira turma na penitenciária feminina

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A terceira turma do Projeto Reconstruindo Sonhos foi aberta na Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, em Cuiabá. Nesta edição, o projeto reúne 20 mulheres privadas de liberdade, todas oriundas da ala LGBT da unidade, com o objetivo de promover a ressocialização e reintegração social por meio de atividades reflexivas e qualificação profissional.
O projeto, realizado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) em parceria com a Secretaria Estadual de Justiça (Sejus), é estruturado em duas fases: a primeira foca na ampliação da compreensão do sentido da vida, com rodas de conversa sobre valores humanos, vínculos familiares, trabalho e planejamento futuro; a segunda oferece cursos de qualificação profissional, adaptados ao perfil das participantes e às demandas da unidade prisional.
A cerimônia de abertura contou com a presença da procuradora de Justiça Josane Fátima de Carvalho Guariente, coordenadora do Centro de Apoio Operacional da Execução Penal (CAO-Execução Penal) do MPMT, da diretora da penitenciária, Cristiane Matucari Lara; da subdiretora Cristiany Bruno; do coordenador da Educação, Trabalho e Alternativas Penais, Leonardo da Silva Ferreira e da superintendente do Sistema Prisional Regional Leste da SEJUS, Waldicele Maria de Arruda Duarte;
Com foco na inclusão e no respeito à diversidade, o projeto oferece às participantes não apenas capacitação, mas também esperança para a reconstrução de suas vidas após o cumprimento da pena.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Réu é condenado a 21 anos e 8 meses por homicídio de agente prisional

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O Tribunal do Júri da Comarca de Cuiabá condenou Márcio Ribeiro Moreira, conhecido como “Márcio Cabelo”, a 21 anos e 8 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo homicídio qualificado do agente prisional Ivan Fernandes. O julgamento foi realizado nesta segunda-feira (20), e o Conselho de Sentença reconheceu a materialidade do crime, a autoria e a qualificadora do motivo fútil. A acusação em plenário foi sustentada pelo promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues.De acordo com a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o crime ocorreu na noite de 28 de agosto de 2013, em frente ao Bar P2, no bairro CPA IV, em Cuiabá. Na ocasião, Ivan Fernandes e outras pessoas assistiam a uma partida de futebol quando solicitaram ao acusado que diminuísse o volume do som de seu veículo. Inconformado com o pedido, Márcio Ribeiro Moreira retornou ao carro, pegou uma arma de fogo, aproximou-se novamente do local e efetuou um disparo que atingiu a vítima na região do abdômen.O caso chamou atenção pela longa luta da vítima pela sobrevivência. Após ser baleado, Ivan Fernandes permaneceu hospitalizado por quase um ano, período em que foi submetido a mais de dez procedimentos cirúrgicos em razão das graves complicações decorrentes do ferimento. Apesar dos esforços médicos, ele não resistiu e morreu em 11 de agosto de 2014. Com o óbito, o Ministério Público promoveu o aditamento da denúncia, que passou de tentativa de homicídio para homicídio consumado.Durante o julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram que o crime foi cometido por motivo fútil, uma vez que a reação do acusado decorreu de um simples pedido para que reduzisse o volume do som automotivo. A sentença também destacou que a vítima não contribuiu para a ocorrência do fato, tendo apenas solicitado, de forma educada, que o som fosse abaixado.Na dosimetria da pena, foram consideradas circunstâncias desfavoráveis ao réu, entre elas a elevada culpabilidade, os maus antecedentes, as circunstâncias do crime e as graves consequências da conduta. A decisão ressalta ainda que Ivan Fernandes era jovem e deixou uma filha de apenas três anos de idade à época dos fatos.Além da condenação a 21 anos e 8 meses de reclusão, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira determinou a prisão imediata do réu para o início do cumprimento da pena, negando-lhe o direito de recorrer em liberdade.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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