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Vira o mundo

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Só uma cambalhota, apenas uma cambalhota! Isto é o que alguns viram quando o menino girou no solo, no chão do nosso projeto para enfrentar o crime organizado violento de um jeito diferente. As facções não se cansam de cooptar menores para os mais diversos crimes aqui na fronteira. Meu irmão sempre me falou das revelações que as crianças nos trazem. E quando aquele menino saiu de dentro daquela pirueta, havia uma coisa nele diferente que não tinha visto antes da acrobacia: um sorriso com o corpo inteiro. Perceba, amigo leitor, uma cambalhota é um movimento em que o corpo dá uma volta sobre si mesmo. E essa coisa de volta sobre si mesmo muda as coisas. Na cambalhota o mundo fica de cabeça para baixo. Céu vira chão, esquerda vira direita, o normal torna-se diferente. Não cria um novo mundo, muda a nossa posição em relação ao mesmo mundo. A realidade permanece, o olhar se transforma. Um pequeno movimento, uma mudança aparentemente simples, já é suficiente para aprender algo novo e encontrar a alegria. Às vezes, muitas vezes – ah! – quase todas as vezes, não são necessárias grandes conquistas. Uma cambalhota vira o mundo, muda a perspectiva e ensina. Querer uma resposta nova implica virar o mundo de cabeça para baixo, ainda que por um instante. Pareceu para mim que naquele instante da cambalhota brotou uma inversão de perspectiva, uma ruptura com o estado anterior, quiçá um pequeno ritual de passagem.A felicidade não é grandiosa, não é ter muito dinheiro, ter muito poder, provocar medo, ostentar grandes correntes douradas, portar um fuzil, ter carros ou grandes casas. Ela é acessível, cotidiana e corporal – de corpo inteiro. Nietzsche diz que o estágio mais elevado do espírito é a criança. A cambalhota é um gesto infantil. Mas aqui a infância não é falta de saber: é a sabedoria do recomeço. A cambalhota do menino no projeto me mostrou que não é preciso uma grande revolução para aprender. Às vezes, um giro breve já basta para revelar algo essencial.Só uma cambalhota, apenas uma cambalhota! Isto é o que alguns viram quando o menino girou no solo, no chão do nosso projeto para enfrentar o crime organizado violento de um jeito diferente. As facções não se cansam de cooptar menores para os mais diversos crimes aqui na fronteira. Meu irmão sempre me falou das revelações que as crianças nos trazem. E quando aquele menino saiu de dentro daquela pirueta, havia uma coisa nele diferente que não tinha visto antes da acrobacia: um sorriso com o corpo inteiro. Perceba, amigo leitor, uma cambalhota é um movimento em que o corpo dá uma volta sobre si mesmo. E essa coisa de volta sobre si mesmo muda as coisas. Na cambalhota o mundo fica de cabeça para baixo. Céu vira chão, esquerda vira direita, o normal torna-se diferente. Não cria um novo mundo, muda a nossa posição em relação ao mesmo mundo. A realidade permanece, o olhar se transforma. Um pequeno movimento, uma mudança aparentemente simples, já é suficiente para aprender algo novo e encontrar a alegria. Às vezes, muitas vezes – ah! – quase todas as vezes, não são necessárias grandes conquistas. Uma cambalhota vira o mundo, muda a perspectiva e ensina. Querer uma resposta nova implica virar o mundo de cabeça para baixo, ainda que por um instante. Pareceu para mim que naquele instante da cambalhota brotou uma inversão de perspectiva, uma ruptura com o estado anterior, quiçá um pequeno ritual de passagem.A felicidade não é grandiosa, não é ter muito dinheiro, ter muito poder, provocar medo, ostentar grandes correntes douradas, portar um fuzil, ter carros ou grandes casas. Ela é acessível, cotidiana e corporal – de corpo inteiro. Nietzsche diz que o estágio mais elevado do espírito é a criança. A cambalhota é um gesto infantil. Mas aqui a infância não é falta de saber: é a sabedoria do recomeço. A cambalhota do menino no projeto me mostrou que não é preciso uma grande revolução para aprender. Às vezes, um giro breve já basta para revelar algo essencial.

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Emanuel Filartiga Escalante Ribeiro é promotor de Justiça do MPMT

Fonte: Ministério Público MT – MT

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Membros discutem aplicações da IA no Tribunal do Júri

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Ferramentas capazes de resumir processos, organizar provas, elaborar apresentações e auxiliar na construção de teses para o Tribunal do Júri estiveram no centro dos debates do colóquio “IA no Júri”, realizado nesta sexta-feira (9) pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).O encontro reuniu membros do Ministério Público Brasileiro para compartilhar experiências sobre o uso da inteligência artificial como aliada da atuação ministerial, sem abrir mão da supervisão humana e dos cuidados éticos exigidos pela atividade.Promovido pelo Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, em parceria com o Centro de Apoio Operacional (CAO) Júri e a Confraria do Júri, o evento teve como palestrante o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto, que apresentou aplicações práticas da inteligência artificial na atividade ministerial, especialmente na preparação de julgamentos perante o Tribunal do Júri.Na abertura, o coordenador do CAO Júri, promotor de Justiça César Danilo Ribeiro de Novais, ressaltou a importância do compartilhamento de conhecimento e destacou os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia.Segundo o promotor de Justiça, a inteligência artificial tem reduzido significativamente o tempo necessário para a preparação dos casos. “Tenho reduzido de forma considerável o tempo de estudo e melhorado muito a qualidade dos meus júris”, afirmou.Ao longo da exposição, o promotor de Justiça Leoni Carvalho Neto demonstrou como diferentes plataformas podem ser utilizadas para analisar processos, organizar elementos probatórios, gerar apresentações para plenário, elaborar documentos e apoiar a construção de estratégias argumentativas. Para o palestrante, o avanço da tecnologia exige adaptação dos profissionais do Direito. “A inteligência artificial veio para ficar. Temos que nos adaptar”, destacou.O promotor também enfatizou que a utilização dessas ferramentas representa uma oportunidade para otimizar o trabalho dos membros do Ministério Público sem substituir a análise humana.“É um ganho imensurável de tempo, que é o nosso bem mais precioso”, observou. Ele ainda alertou sobre a necessidade de revisão constante dos conteúdos produzidos pelas plataformas. “Por mais confiável que a IA seja, sempre faço uma revisão do texto”, ressaltou.Durante o debate, também foram abordados aspectos relacionados à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), à segurança das informações e aos limites éticos para o uso da inteligência artificial na atuação ministerial. A discussão reforçou a importância de que as ferramentas tecnológicas sejam empregadas como apoio ao trabalho jurídico, sempre sob supervisão dos membros do Ministério Público.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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