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Oficina sobre a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência reúne mais de 100 participantes em Cuiabá

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT), em parceria com o Ministério da Saúde, deu início, nesta quinta-feira (18.9), a “Oficina da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência do Estado de Mato Grosso”, no Hotel Fazenda Mato Grosso, em Cuiabá.

No primeiro dia, o evento reuniu mais de cem participantes, entre gestores e equipes técnicas das Secretarias Municipais de Saúde e dos Centros Especializados em Reabilitação (CER), representantes do Centro de Reabilitação Integral Dom Aquino Corrêa (Cridac) e dos Escritórios Regionais de Saúde (ERS), além de servidores das áreas técnicas da SES e do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Mato Grosso (Cosems).

Segundo a secretária adjunta de Unidades Especializadas da SES, Patrícia Neves, a oficina tem o objetivo de fortalecer toda a rede de cuidado à Pessoa com Deficiência, para que os desafios sejam superados na gestão dos serviços habilitados pelo Ministério da Saúde em Mato Grosso.

“Nós estamos aqui imbuídos com as trocas de experiências nessa comunicação que vamos tentar agregar mais, construir mais para quem mais precisa”, disse Patrícia na abertura do evento.

O diretor executivo da Superintendência Estadual do Ministério da Saúde, Pedro Dias, informou que essa é a terceira etapa da formação, que começou em julho com todos os serviços habilitados em Mato Grosso, para que mostrem suas dificuldades e desafios, e busquem o conhecimento.

“Vamos usufruir deste espaço para o amadurecimento, para o fortalecimento do nosso profissional e também da nossa rede. E que a gente consiga pactuar tudo que for discutido aqui, tudo que for elaborado entre nós e para nós, que ao final de tudo, o objetivo de estarmos aqui é para atender a ponta”, disse o diretor.

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Para a superintendente da Promoção e Articulação de Políticas Públicas para as Pessoas com Deficiência do Estado de Mato Grosso, Taís Augusta de Paula, esse momento de aprendizado é único.

Pessoa com Deficiência física após sequela de paralisia infantil (poliomielite), Taís destacou que o trabalho de profissionais, como os que participam da oficina, transformou a vida dela enquanto Pessoa com Deficiência.

“Quero dizer para vocês que eu tinha tudo para dar errado. Nasci numa família muito pobre. Tive poliomielite com dois anos e sou fruto dessa rede. Fiz fisioterapia por mais de 30 anos. Sou filha do Centro de Reabilitação Dom Aquino Corrêa desde a fundação. Hoje, enquanto superintendente, estou lá fiscalizando o trabalho do Centro de Reabilitação”, contou.

O palestrante Victor Fonseca, da Coordenação-geral de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, destacou que todos os serviços de saúde devem estar adaptados à realidade de Pessoas com Deficiência.

“Quando a gente pensa que a Pessoa com Deficiência tem que ser atendida em toda a rede de atenção à saúde, consequentemente, a gente tem que refletir que não é apenas o CER que tem que ter acessibilidade. A acessibilidade, seja ela arquitetônica, atitudinal ou comunicacional, deve estar então em todas as estruturas do nosso Sistema Único de Saúde”, destacou.

Ainda segundo Fonseca, é importante que quem se dispõe a cuidar de Pessoas com Deficiência saiba que, para além do diagnóstico, são pessoas que têm sonhos, famílias, potencialidade, desejos e ocupação.

“Se a pessoa tinha uma deficiência física, se focava apenas em cuidar do aspecto biológico daquela deficiência; ela precisa de uma cirurgia, ela precisa de sessão de fisioterapia. Mas, com o passar dos anos, se percebeu que esse conceito era muito reducionista. Reduzir as pessoas com deficiência unicamente ao seu aspecto biológico é, por si só, capacitismo”, concluiu.

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Durante o dia, foram debatidos os temas “O Protagonista do Cuidado: Quem é o Usuário do CER? Quem é a Pessoa com Deficiência?”, “Caminhos Integrados do Cuidado, Avaliação Multidisciplinar, Projeto Terapêutico Singular (PTS) e Intersetorialidade” e “O Valor do Cuidado: Financiamento, Gestão Compartilhada e Monitoramento da Produção Ambulatorial”.

No período da tarde, foram compartilhadas oito experiências exitosas dos Centros Especializados: do Cridac e dos municípios de Alta Floresta, Barra do Garças, Cáceres, Rondonópolis, Sinop, Sorriso e Várzea Grande.

Também participaram do dispositivo de abertura a consultora da Coordenação-geral de Saúde da Pessoa com Deficiência do Ministério da Saúde, Ana Cláudia Torres; o diretor financeiro do Cosems, Hudson Ramos; a coordenadora de Organização de Redes de Atenção à Saúde, Daniely Beatrice Lago; e a diretora do Cridac, Suely Souza.

Programação nesta sexta-feira (19)

A oficina ainda vai abordar, nesta sexta-feira (19), a temática “Novos Horizontes da Reabilitação, Recursos Humanos, Desafios e Telerreabilitação”. Os participantes vão elaborar uma cartografia da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência para mapear como está a distribuição dos serviços no Estado e fortalecer a atenção integral, uma atividade prática integrada entre os Centros Especializados para a superação dos desafios enfrentados pelos serviços.

A segunda atividade será a apresentação de propostas para o cenário apresentado e haverá a pactuação coletiva entre os participantes a fim de que todos os municípios fiquem integrados na definição do caminho do usuário dentro da rede de cuidado para que todos os pacientes sejam bem atendidos em Mato Grosso.

Fonte: Governo MT – MT

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“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe”, afirmou pescador em Rondonópolis

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A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).

O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.

“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.

A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.

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Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.

Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.

“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.

A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.

Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.


Foto: Layse Ávila | Setasc-MT

“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.

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Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.

“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.

O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.


Foto: Darlene Marques | Setasc-MT

Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.

Fonte: Governo MT – MT

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