MATO GROSSO

Parceria entre Bombeiros e Samu ampliou cobertura de atendimentos para mais 8 municípios no Estado

Publicado em

A parceria entre o Corpo de Bombeiros e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), firmada por meio da implantação do Sistema Estadual de Atendimento Pré-Hospitalar, em junho de 2025, ampliou a área de atendimentos pré-hospitalares regulados em Mato Grosso.

Antes, apenas 35 municípios do Estado contavam com atendimento de urgência regulado. Em menos de um ano após a cooperação, o serviço já foi expandido para mais oito municípios, chegando a 43 cidades. Os dados foram apresentados pelo secretário de Saúde do Estado (SES), Juliano Melo, na Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa nesta quarta-feira (22.4).

A regulação do serviço significa que o atendimento é organizado por centrais médicas, otimizando o envio de equipes, garantindo o encaminhamento adequado e reduzindo o tempo de espera pelo socorro.

Conforme o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Flávio Gledson Bezerra, a expansão possibilita o atendimento a mais de 3 milhões de pessoas em todo o Estado.

De acordo com a SES, a previsão é que, até 2027, a cobertura seja ampliada ainda mais e alcance 63 municípios.

Leia Também:  Governo de MT licita obras de revitalização no Parque da Quineira em Chapada dos Guimarães

Mais equipes nas ruas

Com a expansão da área de cobertura, a parceria entre Corpo de Bombeiros e Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também gerou maior capacidade operacional, ou seja, mais equipes nas ruas.

Levantamento da SES aponta que, em 2025, havia 64 equipes disponíveis para atendimento pré-hospitalar em todo Mato Grosso, entre bombeiros militares e profissionais contratados para atuar no Samu. Já em 2026 este número subiu para 89 equipes, um incremento de cerca de 40%.

Em um recorte para a região metropolitana de Cuiabá, onde Bombeiros e Samu atuam em parceria, o número de equipes de urgência cresceu 108%, indo de 12 equipes para 25.

“Os dados demonstram o fortalecimento da rede de urgência, sobretudo na região metropolitana, garantindo uma resposta mais rápida nas emergências e mais eficiência para a população”, ressalta o secretário de Saúde do Estado, Juliano Melo.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

MATO GROSSO

Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

Published

on

Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

Leia Também:  Sema apresenta projetos para execução de obras e recuperação de áreas no Morro de Santo Antônio

Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

Leia Também:  Mutirão da cidadania coordenado pela primeira-dama de MT atende mais de mil pessoas em Vila Bela

Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA