MATO GROSSO

Parceria entre Governo do Estado e Prefeitura viabiliza inauguração da nova sede da Delegacia de Polícia Civil em Campo Verde

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O Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura de Campo Verde inaugurou, nesta terça-feira (16.12), a nova sede da Delegacia de Polícia Civil, localizada no bairro Jardim Campo Verde, no Município.

A unidade possui mais de 800 m² de área construída e foi projetada visando proporcionar melhores condições de trabalho aos servidores, bem como melhor acolhimento às vítimas e demais públicos.


Para o responsável pela Diretoria de Interior, Walfrido do Nascimento, a nova estrutura predial vai proporcionar maior dignidade aos servidores e a todo cidadão que necessitar do atendimento policial. “Essa estrutura tem uma grande importância para o nosso trabalho. Nesse espaço vamos garantir melhor qualidade na prestação do nosso serviço ao cidadão, ao policial militar, ao advogado. Enfim, a todos que precisam e que solicitam o nosso serviço”, disse o Walfrido.

A nova sede possui identidade visual institucional atual, com um layout moderno e amplo espaço, com ambientes climatizados, recepção com atendimento direcionado, além de sala exclusiva para registro de boletins de ocorrências, proporcionando privacidade ao público no decorrer dos atendimentos.

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O trabalho de condução e acolhimento de pessoas privadas de liberdade também foi aprimorado, com a construção de celas adequadas aos parâmetros normativos vigentes, dotadas de corredor isolado e protegido por grades.


Além disso, o local também possui amplo estacionamento para viaturas, portão eletrônico e pátio para apreensão de veículos.

“Essa nova sede é a concretização de um sonho dos nossos policiais. Nós estamos muito felizes com essa entrega, que teremos uma estrutura, tanto para ter um trabalho digno para prestar à sociedade, como a sociedade vai também encontrar nessa nova unidade todo e acolhimento para que seja praticada a justiça, para que sejam elucidados os crimes, para que a população tenha seus direitos e garantias assegurados”, agradeceu a delegada Regional Ana Maria Machado da Costa.

Para a delegada-geral da Polícia Civil, Daniela Maidel, a entrega representa um avanço na instituição. “Hoje é um dia importantíssimo na história da Polícia Civil, em que conseguimos receber essa delegacia que foi muito desejada. Agradecemos ao Governo do Estado, em parceria com a Prefeitura, por todos os recursos para construção e entrega dessa importante unidade policial”, agradeceu Maidel.

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Ato solene

A solenidade de entrega ocorreu na tarde desta terça-feira (16) e foi marcada pelo descerramento da placa inaugural.

O ato contou com a presença do governador do Estado, Mauro Mendes, e do prefeito de Campo Verde, Alexandre Lopes de Oliveira.

O evento reuniu ainda autoridades das esferas federal, estadual e municipal, além de representantes do setor empresarial e da sociedade civil organizada.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena padrasto por tentar matar enteado de 10 anos

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O Tribunal do Júri da Comarca de Tapurah (390 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (21), D.P.N. a 27 anos, 2 meses e 20 dias de reclusão, em regime inicial fechado, pela tentativa de homicídio triplamente qualificado contra o filho de sua então companheira, uma criança de 10 anos de idade. A condenação foi decidida pelo Conselho de Sentença, que reconheceu a materialidade e a autoria do crime. O crime ocorreu em dezembro de 2024, no município de Itanhangá. Conforme apurado durante a instrução processual, o acusado atacou a vítima com um canivete ao final de um dia marcado por episódios de agressividade contra familiares. A criança sobreviveu porque a ação foi interrompida por pessoas que estavam no local e intervieram para conter o agressor.Os jurados reconheceram as qualificadoras de motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e o fato de o crime ter sido praticado contra menor de 14 anos. Também foi aplicada a causa de aumento de pena prevista para crimes cometidos contra descendente, ascendente, irmão, cônjuge, companheiro ou pessoa com quem o autor mantenha vínculo familiar, em razão da relação de padrasto e enteado entre o réu e a vítima.Na sentença, a presidente do Tribunal do Júri, juíza Patrícia Bedin, destacou a elevada reprovabilidade da conduta e as graves consequências sofridas pela criança. Segundo a decisão, a vítima sofreu um corte profundo de aproximadamente 15 centímetros na região do tórax e da axila, lesão que exigiu atendimento hospitalar de urgência e deixou sequelas físicas visíveis, além de impactos emocionais permanentes.Ao fixar a pena, a magistrada também considerou desfavoráveis circunstâncias como os antecedentes criminais do réu e sua personalidade voltada à prática de violência doméstica. A sentença registra que testemunhas relataram histórico de comportamentos agressivos em relacionamentos anteriores, inclusive contra ex-companheiras e filhos delas. A decisão ressalta ainda que a execução do crime esteve próxima da consumação. Conforme consta na sentença, o acusado desferiu um golpe de canivete direcionado ao pescoço da criança, que tentou se defender e acabou atingida no tórax direito. O ataque somente não resultou em morte devido à intervenção imediata de familiares e ao rápido socorro médico prestado à vítima. Violência vicária – o caso também evidenciou uma modalidade de violência doméstica conhecida como violência vicária, caracterizada pela utilização dos filhos como instrumento para atingir emocionalmente a mãe. Durante o processo, ficou demonstrado que o ataque à criança tinha como motivação central causar sofrimento à genitora da vítima, circunstância que fundamentou o reconhecimento do motivo torpe pelo Conselho de Sentença.Para o promotor de Justiça Marlon Pereira Rodrigues, a condenação representa uma resposta firme do sistema de Justiça diante de casos de violência praticados contra mulheres, crianças e adolescentes.“O Ministério Público de Mato Grosso reafirma seu compromisso permanente no combate à violência doméstica e familiar contra a mulher e contra a criança e o adolescente, atuando de forma articulada com as forças de segurança, o Poder Judiciário e a rede de proteção para garantir resposta rápida, apuração rigorosa e responsabilização de agressores nesses casos”, afirmou.O réu permanecia preso preventivamente durante a tramitação da ação penal e teve a custódia mantida após a condenação.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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