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PM prende em Rosário Oeste quadrilha suspeita por roubo em residência de Nova Mutum

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Equipes do 7º Batalhão prenderam três homens e apreenderam dois adolescentes por roubo, na manhã desta terça-feira (19.11), em Rosário Oeste. Os suspeitos foram presos durante a fuga após cometerem o crime em Nova Mutum. Um veículo roubado foi apreendido e simulacros de arma de fogo apreendidos.

Por volta de 02h, a Polícia Militar em Nova Mutum foi acionada para atender uma ocorrência de roubo a uma residência. No local, os militares foram recebidos por quatro familiares que informaram terem sido rendidos por criminosos armados.

De acordo com os relatos das vítimas, a família estava dormindo quando a quadrilha invadiu a casa. As vítimas teriam sido trancadas dentro de um quarto e não viram a ação dos criminosos, que fugiram levando um veículo Corolla prata, celulares e correntes de ouro.

Os militares iniciaram rondas em busca dos criminosos e acionaram as equipes policiais de cidades vizinhas para darem apoio nas buscas. Neste momento, as equipes do 7º BPM obtiveram informações que o veículo estaria transitando pelas rodovias BR-163 e BR-364, entre Nobres e Rosário Oeste.

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Os policiais da unidade iniciaram diligências e abordaram o veículo, que estava ocupado pelos cinco suspeitos. Na revista aos criminosos, a PM encontrou dois simulacros de arma de fogo e porções de drogas.

Em verificação ao veículo, foi constatado ser o mesmo que havia sido roubado em Nova Mutum. Além disso, uma caixa de som e um patinete elétrico também foram recuperados.

Questionados sobre o crime, os suspeitos não se pronunciaram. Eles receberam voz de prisão e foram encaminhados para a delegacia da cidade para registro da ocorrência e entregues à Polícia Judiciária Civil.

Disque-denúncia

A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190, ou disque-denúncia 0800.065.3939.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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