MATO GROSSO

Polícia Civil deflagra operação para investigar tentativa de homicídio em Alto Araguaia

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Nesta quinta-feira (13.3), a Polícia Civil de Alto Araguaia (MT) realizou a operação “Arapuca”, cumprindo três mandados de busca e apreensão em residências de suspeitos ligados a uma facção criminosa que atua na cidade e região. A ação teve como objetivo coletar provas sobre uma tentativa de homicídio ocorrida no início deste ano.

O crime aconteceu quando a vítima foi atraída para uma residência, por por meio de um perfil falso em uma rede social, por alguém que se passava por uma mulher. Ao chegar ao local, a vítima aguardava do lado de fora, quando dois indivíduos em uma motocicleta se aproximaram e efetuaram diversos disparos de arma de fogo. A vítima foi atingida, socorrida e encaminhada ao Hospital Regional de Rondonópolis, conseguindo sobreviver.

As investigações levaram à identificação de dois suspeitos, ambos conhecidos por integrarem uma facção criminosa. Um deles foi preso em flagrante no mesmo dia do crime, enquanto o outro fugiu, sendo capturado no último fim de semana, portando uma arma de fogo. Durante a apuração, foi constatado que o perfil falso estava ligado ao grupo criminoso.

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A operação realizada nesta quinta-feira teve mandados expedidos pela 2ª Vara Criminal de Alto Araguaia e resultou na apreensão de provas que contribuirão para a elucidação do caso e a responsabilização dos suspeitos, que seguem presos.

O delegado responsável pelo caso reforçou que operações semelhantes serão constantes na região, seguindo diretrizes da Direção Geral da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública do Estado de Mato Grosso, dentro do Programa Tolerância Zero, para combater a atuação de facções criminosas.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Réu é condenado a 40 anos de reclusão por feminicídio

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O Tribunal do Júri de Ribeirão Cascalheira (a 900 km de Cuiabá) condenou, na sexta-feira (2), A.A.F.G. a 40 anos e 10 meses de reclusão, em regime inicial fechado, pelo feminicídio de L.S.S. A acusação foi sustentada em plenário pelo promotor de Justiça Bruno Barros Pereira. O julgamento ocorreu com aplicação da Lei nº 14.994/2024, que elevou as penas para o crime de feminicídio.O Conselho de Sentença reconheceu a autoria e a materialidade do crime, bem como a qualificadora do recurso que dificultou a defesa da vítima. Também foram aplicadas as causas de aumento relacionadas ao emprego de arma de fogo de uso restrito e ao meio cruel utilizado na execução. Na sentença, o juízo negou ao réu o direito de recorrer em liberdade, manteve a prisão e determinou o início imediato do cumprimento da pena.Para o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, a condenação representa uma resposta firme do Sistema de Justiça a um crime marcado pela violência e pela discriminação de gênero. “Foi um caso emblemático para a região e uma resposta importante para a sociedade diante da gravidade dos fatos”, destacou.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), o feminicídio foi motivado pelo inconformismo do acusado com o fim do relacionamento extraconjugal mantido com a vítima. Durante o julgamento, o Ministério Público sustentou que o crime ocorreu em um contexto de menosprezo à condição de mulher, permeado por humilhação e sentimento de posse.As investigações apontaram que o réu decidiu matar a vítima horas antes do crime e se dirigiu armado até o local onde ela estava. Antes dos disparos, submeteu a mulher a uma situação degradante. Segundo a acusação, a vítima foi puxada pelos cabelos, obrigada a se ajoelhar e, em seguida, atingida por dois tiros no rosto.Bruno Barros Pereira ressaltou que as provas apresentadas em plenário demonstraram a violência extrema empregada na execução do crime e o desprezo do condenado pela condição feminina. “Os elementos levados ao julgamento evidenciaram a motivação de gênero e a crueldade da conduta, circunstâncias que foram reconhecidas pelos jurados e refletidas na pena aplicada”, afirmou.Processo 1000481-46.2025.8.11.0079.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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