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Polícia Civil prende ex-padrasto e mais um envolvido em sequestro e abuso de adolescente após saída de escola em Cuiabá

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Um caso de grande repercussão do suposto sequestro de uma adolescente de 13 anos na saída de uma escola da Capital foi esclarecido pela Polícia Civil, na segunda-feira (21.1), com a identificação e prisão dos envolvidos no crime, em investigações realizadas pela Delegacia Especializada de Defesa dos Direitos e Deveres da Criança e do Adolescente (Deddica).

Entre os presos está o ex-padrasto da vítima, de 60 anos, que teria contratado o segundo envolvido, de 33 anos, para auxiliá-lo no sequestro da vítima. Os dois suspeitos tiveram mandados de prisão preventiva decretados pela Justiça com base nas investigações da Deddica e poderão responder pelos crimes de sequestro, cárcere privado e estupro de vulnerável.

O ex-padrasto também responderá pelo crime de denunciação caluniosa uma vez que registrou boletim de ocorrência como se fosse vítima do crime.

As investigações iniciaram no dia 10 de novembro, quando o próprio suspeito procurou a Polícia para comunicar o falso sequestro. Na versão apresentada pelo ex-padrasto, ele teria ido buscar a enteada na escola, momento em que foi abordado por um homem encapuzado, que o obrigou a dirigir o veículo até um motel nas proximidades.

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No local, o padrasto teria sido obrigado a ficar no interior do veículo, enquanto outros criminosos venderam a menor, a levaram para o quarto e praticaram os abusos.

Com base nas informações passadas, a equipe de investigadores da Deddica iniciaram os trabalhos para apuração dos fatos, conseguindo levantar diversos elementos que comprovaram que o ex-padrasto havia planejado o crime e contratado um terceiro para ajudá-lo na empreitada criminosa.

Segundo as investigações, o suspeito conheceu o comparsa por meio de um site de relacionamentos e ofereceu R$ 1 mil para que ele atuasse na simulação do sequestro. Durante a apuração, os policiais também conseguiram identificar que no dia dos fatos, o suspeito comprou materiais como vendas, algema, balaclavas que foram utilizadas no sequestro.

Diante das evidências, foi representado pela prisão preventiva dos suspeitos, que foram deferidas pela Justiça e cumpridas pelos policiais da unidade, na tarde de terça-feira (20), sob a supervisão do delegado, César Ferreira.

Interrogado sobre os fatos, o ex-padrasto alegou que simulou o sequestro com a intenção de dar um susto na enteada, que “estava muito desobediente”. O segundo envolvido também apresentou a mesma versão, dizendo que a intenção inicial era dar um susto na menor, andar de carro pela cidade e depois liberá-la, porém acabaram indo para o motel, onde a adolescente foi vendada e posteriormente sofreu os abusos.

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“Importante destacar, que apesar de na primeira versão apresentada pelo padrasto, na falsa comunicação de crime por meio de registro de boletim de ocorrência, parecer que havia mais pessoas envolvidas no fato, as investigações deixaram claro, que somente os dois suspeitos participaram do crime, de forma combinada e articulada para o sequestro e cárcere da menor”, explicou o delegado.

As investigações seguem em andamento para esclarecimentos de todas as circunstâncias dos fatos, para conclusão do inquérito policial e devida responsabilização dos envolvidos cada um por suas condutas.

Fonte: Governo MT – MT

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Edital da Secel viabiliza inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande

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O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.

Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.

“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.

O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.

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Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.

Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.

“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.

(Com informações da Assessoria)

Fonte: Governo MT – MT

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