Um homem, considerado foragido da Justiça por homicídio em Tapurah, teve o mandado de prisão cumprido, nesta quinta-feira (22.1), após ação conjunta das Polícias Civis de Mato Grosso e do Maranhão.
Após troca de informações entre as Polícias dos dois estados, o procurado, que estava foragido há mais de cinco anos, foi localizado na cidade de Caxias (MA). A prisão integra os trabalhos da segunda fase da Operação Blacklist, deflagrada pela Delegacia de Tapurah, com foco na prisão de foragidos da Justiça.
O crime ocorreu em novembro de 2020, quando a vítima Ermínio Soares Pereira Júnior, de 39 anos, discutiu com um grupo de pessoas por motivo fútil.
Um tempo depois, um dos investigados atraiu a vítima até outro local onde estavam os demais suspeitos, que atacaram com golpes de faca. Dois amigos da vítima tentaram ajudá-la, mas também foram feridos pelos investigados.
No curso das investigações, todos os suspeitos foram identificados sendo representado pelas ordens judiciais, que foram deferidas pela Justiça. O homem, preso nesta quinta-feira (22), era o único que ainda estava foragido.
Após ter a ordem judicial cumprida, ele foi conduzido à Delegacia de Caxias (MA), para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.
A Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) concluiu os levantamentos periciais e descartou a hipótese de incêndio criminoso no prédio da gerência de patrimônio e da Superintendência Operacional do Sistema Escolar da Prefeitura de Várzea Grande, ocorrido no dia 17/6.
Análises de vestígios coletados no local associada a evidências de registros de gravação de câmeras de segurança das redondezas e depoimento de testemunhas apontaram para causa acidental provocada por fenômeno termoelétrico na fiação localizada na parte superior da câmara fria de alimentos congelados pertencente ao anexo I da Secretaria Municipal de Educação de Várzea Grande, que seriam destinadas à alimentação dos alunos da rede municipal de educação. Os peritos realizaram vistoria externa e superior com a utilização de drones em todo o perímetro colapsado pelo incêndio.
No prédio, funcionava a parte logística da Secretaria onde eram armazenados de alimentos, materiais e equipamentos que seriam destinados às escolas do município.
Conforme o perito oficial criminal Augusto César de Figueiredo, os exames não permitiram identificar o que pode ter provocado o fenômeno termoelétrico, que segundo a literatura pericial pode estar relacionado à sobrecarga elétrica, curto-circuito, ou descarga elétrica contínua.
“Tudo iniciou-se com o fenômeno termoelétrico que ocorreu na parte superior da câmara fria de congelados, e se propagou para o prédio todo, para os dois sentidos do pavilhão. Na parte de trás da edificação, as chamas rapidamente tiveram contato com dois veículos, que estavam muito próximos a essa câmara, e que possuem uma carga térmica muito alta, causando facilmente a propagação para o fundo dessa estrutura metálica, e também por conta grande quantidade de material combustível que existia dentro prédio, o que ajudou a propagação e a grande monta dos danos e prejuízos causados pelo incêndio”, apontou o perito.
Mediante o término das análises no local do incêndio, o prédio foi liberado pela perícia para a Polícia Civil. O laudo pericial com o detalhamento das análises será concluído em até 30 dias.
No laudo, constará toda a descrição do local e dos vestígios coletados e analisados em laboratório, o relato de depoimentos de testemunhas, as imagens registradas pelo sistema de monitoramento de câmeras que ajudaram a delimitar a dinâmica do incêndio, que explica onde o fogo teve início e como ele se propagou, além dos danos que ocorreram em todos os ambientes.
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