O projeto “Barra em Cena – Incursão na cidade”, que terá espetáculo teatral e oficina de teatro gratuitos, inicia neste sábado (29.3) na cidade de Barra do Garças (511 Km de Cuiabá). A iniciativa é viabilizada com recursos da Lei Paulo Gustavo, por meio do edital Viver Cultura – Expressões artísticas da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT).
A ação busca aproximar o município da cena teatral contemporânea, promovendo o acesso a diferentes linguagens e estéticas das artes cênicas produzidas em Mato Grosso.
No sábado (29.3), ocorre a exibição do espetáculo Helena, de Juliane Coelho. Inspirado no conto “A Moça Tecelã”, de Marina Colasanti, a peça aborda o universo feminino e os ciclos de desconstrução e reconstrução vividos pelas mulheres ao longo da vida.
A apresentação será no Centro Cultural Valdon Varjão, a partir das 19h, e é destinada ao público jovem e adultos. Um tradutor-intérprete estará presente durante todo o espetáculo para garantir a acessibilidade para pessoas com deficiência auditiva.
O espetáculo Helena faz parte de uma série de produções performáticas protagonizadas por artistas reconhecidos em Mato Grosso.
Já a oficina “Teatro, Corpo e Cena” será realizada no domingo (30.3) e abordará diversos aspectos da presença e da performance do ator em cena. A atividade explorará temas como o corpo como ferramenta expressiva, a expressividade e a emoção, a criatividade e a improvisação, a relação entre corpo e voz no teatro e a interação cênica no espaço.
Com duração de oito horas, a oficina é destinada a jovens e adultos interessados em desenvolver a expressão corporal como meio de comunicação. As inscrições podem ser feitas aqui.
Confira a programação:
Espetáculo Helena Local: Centro Cultural Valdon Varjão- Localizado no Porto do Baé Dia: Sábado (29.3), às 19h Entrada gratuita
Oficina de Teatro Corpo e Cena Local: Centro Cultural Valdon Varjão- Localizado no Porto do Baé Dia: Domingo (30.3), às 8h
Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.
A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.
Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.
A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.
“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.
Mais de uma década de pesquisas
A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.
Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.
Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.
O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.
A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.
Reconhecimento científico
De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.
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