Policiais militares do 3º Batalhão prenderam dois homens, de 20 e 31 anos, por receptação e adulteração de veículo, na noite de quinta-feira (15.1), em Cuiabá. Na ação, foram recuperados um veículo Honda HRV e um estojo de semijoias. Os militares apreenderam também cartuchos com munições de calibre .12.
A equipe policial realizou a abordagem a um veículo Honda HRV para a fiscalização de trânsito, em um bloqueio no bairro Morada do Ouro. Na verificação, foi identificado uma queixa de furto do veículo, registrada horas antes. Os policiais também constataram que as placas estavam adulteradas e localizaram uma porção de maconha com o suspeito.
Questionado, o homem informou que recebeu o veículo de um segundo suspeito, que faria outras modificações no carro, e ressaltou que as placas originais estavam em sua residência, no mesmo bairro.
Os policiais se deslocaram ao endereço indicado e encontraram as placas originais, um estojo com diversas peças de semijoias e três cartuchos com munições de calibres .12. Em relato à PM, o suspeito afirmou que os acessórios seriam de sua esposa, que faz a revenda, e indicou o endereço do segundo suspeito.
Os militares foram até a casa do comparsa que não estava no local, sendo encontrado em um restaurante. O segundo suspeito confirmou aos policiais que apenas era o responsável por guardar o veículo em sua residência.
A equipe entrou em contato com a proprietária do veículo, que reconheceu o carro e as semijoias furtados. A mulher ainda relatou que estava em viagem quando a casa foi invadida, sendo informada por vizinhos sobre o crime.
Diante dos fatos, os suspeitos foram encaminhados para a delegacia, junto com o material apreendido, para as providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do 190 ou 0800.065.3939.
A Promotoria de Justiça de Colniza (a 1.065 km de Cuiabá) ajuizou, nesta quarta-feira (12), uma medida de proteção em favor de uma criança residente no município que vem sendo exposta indevidamente nas redes sociais por meio da divulgação de vídeos contendo seu relato sobre supostos abusos sofridos. A atuação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso (MPMT) foi motivada pela ampla circulação de gravações nas quais a vítima aparece narrando fatos que já são objeto de investigação criminal e de ação penal em tramitação no Poder Judiciário.Diante da repercussão do caso e da exposição da criança, o MPMT adotou providências para garantir a preservação de seus direitos fundamentais, especialmente a dignidade, a integridade psicológica, a privacidade e a proteção da imagem.Na ação, o Ministério Público requereu a adoção de medidas urgentes voltadas à proteção integral da vítima, entre elas a proibição de novas divulgações de fotos, vídeos ou relatos que possam possibilitar sua identificação, bem como a remoção imediata dos conteúdos já publicados em redes sociais e plataformas digitais. Também foi solicitado que o Conselho Tutelar realize diligências para avaliar as condições de proteção e cuidado oferecidas à criança no ambiente familiar.Além disso, o MPMT pediu o acompanhamento psicológico e assistencial da criança e de seus familiares, a realização de estudo psicossocial por equipe técnica do Poder Judiciário e, de forma excepcional, a possibilidade de acolhimento institucional caso seja constatada situação de risco grave ou insuficiência da rede familiar de proteção. As medidas têm como finalidade resguardar a integridade física, emocional e psicológica da vítima e evitar sua revitimização.De acordo com o promotor de Justiça Bruno Barros Pereira, é importante esclarecer que os fatos divulgados não se referem a uma denúncia recente. O caso teve início em 2023, quando a criança foi ouvida por meio do procedimento de escuta especializada. Em 2025, foi instaurado inquérito policial para apuração dos fatos, posteriormente concluído e encaminhado ao Ministério Público. Após a conclusão da investigação policial, em março de 2026, o MPMT ofereceu denúncia criminal, que foi recebida pela Justiça e segue em regular tramitação.“O Ministério Público entende que a divulgação pública de vídeos e relatos envolvendo crianças e adolescentes vítimas de violência pode causar revitimização e graves prejuízos emocionais, sobretudo quando expõe sua identidade e detalhes de situações traumáticas”, ressaltou o promotor de Justiça.
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