A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, anunciou para esta sexta-feira (9.5) o pagamento extra de R$ 220 no cartão Ser Família em comemoração ao Dia das Mães.
A iniciativa, prevista na Lei nº 12.013/23, visa proporcionar um benefício extra às famílias mato-grossenses, em especial às mulheres que desempenham um papel fundamental na sociedade.
Somente nas cidades de Cuiabá, 5.746 famílias, e Várzea Grande, 3.802 famílias, serão beneficiadas com o pagamento desta sexta-feira do cartão Ser Família. Em todo o Estado, o programa beneficia um total de 43.781 famílias.
A primeira-dama Virginia Mendes reforçou a importância do pagamento do benefício extra para as famílias mato-grossenses.
“Sabemos da importância do papel da mulher na família e na sociedade, e o cartão Ser Família é uma ferramenta essencial para garantir a dignidade e o bem-estar das famílias”, afirmou.
Ela também destacou o empenho do Governo do Estado em fortalecer as ações sociais em todo o Estado.
“Temos que reconhecer o trabalho incansável do Governo para proporcionar ações que fortalecem as políticas sociais em Mato Grosso. Um apoio que realmente vale a pena lutar, pois demonstra nosso compromisso com as famílias em situação de vulnerabilidade social”, ressaltou.
O edital “Inventários de Patrimônio Imaterial de Mato Grosso – edição Política Nacional Aldir Blanc (Pnab”, promovido pela Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), está viabilizando a documentação dos saberes seculares das redeiras de Limpo Grande, em Várzea Grande.
Realizado pela Associação Tece Arte, o projeto vai, pela primeira vez, transformar o “saber-fazer” das artesãs locais em um acervo documental definitivo. O objetivo é transformar esse “segredo de família” em um guia de consulta digital para pesquisadores, estudantes e entusiastas da arte popular de todo o mundo.
“Não estamos registrando apenas um objeto de decoração, mas uma tecnologia ancestral de resistência feminina. Mais do que fios e nós, o que se produz em Limpo Grande é memória viva “, afirma a coordenadora do projeto, Ester Moreira Almeida.
O Inventário do Patrimônio Imaterial das Redeiras de Limpo Grande utiliza um registro minucioso de imagens e depoimentos para mapear todo o processo — desde a colheita e preparo da matéria-prima até o acabamento dos padrões que deram fama nacional às redes de Várzea Grande. Com lançamento previsto para junho deste ano, o projeto está na fase de entrevistas.
Por décadas, a técnica da tecelagem em Limpo Grande residiu apenas na tradição oral, passada de mãe para filha sob o som ritmado dos teares de madeira. O projeto, agora, mergulha nesse universo para registrar o que antes era invisível: os nomes dos pontos, a simbologia das cores e os relatos de resistência das mulheres que transformaram o artesanato em sustento e voz.
Para Ester, o inventário é um tributo à autonomia das mestras redeiras, preservando a tecelagem como símbolo de orgulho e desenvolvimento social.
“Ao sistematizar esse conhecimento, a Associação Tece Arte, com apoio da Secel, não apenas protege o passado, mas projeta o futuro. O projeto reafirma que, enquanto houver mãos tecendo em Limpo Grande, o patrimônio brasileiro continuará pulsando”, conclui.
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