MATO GROSSO

Projeto de escola estadual de Várzea Grande é destaque em evento de tecnologia em Brasília

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Um grupo de seis estudantes que formam a equipe de robótica Agrotech #9169, da Escola Estadual Professora Maria Leite Marcoski, em Várzea Grande, foi selecionado pelo Ministério da Educação (MEC) entre os 10 melhores do Brasil durante a 4ª Semana Nacional de Educação Profissional e Tecnologia, em Brasília. O evento se encerrou nesta quinta-feira (28.11).

Apoiada pela Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (Seduc-MT) e pelo Senai-MT, a Agrotech levou, para o evento, o robô Safra IV, que interagiu com o público enquanto representantes da equipe apresentavam detalhes sobre a sua construção.

As aulas de robótica são ofertadas para alunos da Rede Estadual em parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai).

O projeto ficou exposto no espaço “Vitrine Brasil”, onde foi apresentado, inclusive, ao ministro da Educação, Camilo Santana. O mesmo robô foi vencedor da Off-Season Brasil 2024, que ocorreu em agosto desse ano, em Cuiabá.

Um dos alunos da equipe Agrotech, Mayk Alves da Silva, de 17 anos, comentou o impacto do ensino de robótica na sua formação. “Aprendi a trabalhar em equipe, resolver problemas e isso tem feito uma diferença enorme na minha vida. Participar desse evento é algo que nem consigo descrever. Ver o nosso projeto entre os 10 melhores do Brasil, entre mais de 400 é empolgante”, disse.

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Com o tema “Inovação, Inclusão e Sustentabilidade”, o evento reúne mais de 400 projetos de 56 instituições educacionais do país, promovendo debates, palestras, oficinas, exposições tecnológicas e apresentações culturais.

“Voltar para casa com um dos projetos no Top 10 nos dá a certeza de que aulas de mecatrônica, em parceria com o Senai, estão curtindo efeito”, disse o coordenador de Ensino Médio da Seduc, André Riul.

Além da Agrotech, outras duas equipes, Agrobot e Canintech, com alunos da rede estadual e do Senai, também apresentaram projetos. Eles são das escolas estaduais Profª Amélia de Oliveira Silva e Ramiro Bernardo da Silva (Rondonópolis) e Profª. Edeli Mantovani e Escola Estadual Nilza de Oliveira Pipino (Sinop), respectivamente.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Júri condena filho de ex-deputado por feminicídio e homicídio

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O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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