A Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel) realiza, neste sábado (12.10), o Festival de Futebol das Crianças 2024, na Arena Pantanal, em Cuiabá.
Com 30 escolas e projetos de futebol inscritos, participam do torneio cerca de 500 crianças dos municípios de Cuiabá, Chapada dos Guimarães e Várzea Grande. O festival inicia a partir das 7h.
“Este evento oferece uma oportunidade única para que muitas crianças vivenciem a experiência de jogar na Arena Pantanal, um lugar que já recebeu grandes jogadores do futebol, e que muitas ainda não tiveram a chance de conhecer. Será uma manhã especial, de muita integração e de incentivo à prática esportiva”, destaca o secretário David Moura.
Os times são mistos, com meninos e meninas, divididos em duas categorias de faixa etária (7 e 8 anos, e de 9 e 10 anos). Cada jogo terá duração de 12 minutos sem intervalo. Os campeões e os vices serão premiados com medalhas e troféus.
Participam do Festival as equipes que tiveram a inscrição efetuada até o dia 29 de setembro. Os adversários de cada equipe, assim como outras orientações sobre o evento, foram divulgados no Congresso Técnico que ocorreu em formato online na quinta-feira (10.10).
A área externa da Arena Pantanal também é cenário da comemoração do Dia da Crianças, idealizada pela primeira-dama de Mato Grosso, Virgínia Mendes. Realizado pela Secel em parceria com a Secretaria de Estado de Assistência Social (Setasc), através do programa SER Família Criança, o projeto recebe crianças dos bairros e das escolas de Cuiabá e região, de sexta (11.10) até domingo (13.10).
A estrutura montada no setor Leste do estádio conta com cenários cenográficos, como o Jardim da Disney, uma Roda Gigante de 4 metros, a Casa do Mickey, a Confeitaria do Circo, um Carrossel, além de brinquedos como cama elástica, tobogã, touro mecânico e piscina de bolinhas.
O Conselho de Sentença do Tribunal do Júri de Cuiabá condenou, nesta sexta-feira (31), Carlos Alberto Gomes Bezerra a 36 anos de reclusão pelo feminicídio de Thays Machado e pelo homicídio de Willian César Moreno. O julgamento foi realizado no Fórum da Capital e presidido pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira. Pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), atuou no plenário o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Os crimes ocorreram em janeiro de 2023, no bairro Consil, em Cuiabá. Conforme sustentado pelo Ministério Público, o acusado agiu de forma premeditada e motivado pela inconformidade com o término do relacionamento com Thays Machado.O Conselho de Sentença acolheu integralmente o entendimento do Ministério Público e reconheceu todas as qualificadoras imputadas ao réu. No homicídio de Willian César Moreno, os jurados acolheram as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. Já em relação ao feminicídio de Thays Machado, foram reconhecidas as qualificadoras de motivo torpe, emprego de meio cruel, recurso que dificultou a defesa da vítima e feminicídio praticado em contexto de violência doméstica e de gênero.A acusação destacou que o réu monitorava a rotina da vítima, realizava vigilância constante de seus deslocamentos e conhecia detalhadamente seus hábitos, circunstâncias comprovadas por documentos, anotações e materiais apreendidos durante as investigações.Durante os debates, o promotor de Justiça Vinícius Gahyva sustentou que o conjunto probatório revelou um histórico de controle, perseguição e não aceitação do término do relacionamento por parte do acusado. Para o Ministério Público, o feminicídio ocorreu em contexto de violência doméstica e de gênero e foi precedido por uma crescente escalada de monitoramento da rotina da vítima.“Trata-se da personalidade de alguém possessivo, que possui ciúme exacerbado, que enxerga a mulher não como aquela pessoa com quem gostaria de constituir um casal, mas como um objeto. E, evidentemente, como ocorre com toda posse, quando ela é retirada de quem a considera sua propriedade, a reação é violenta, através da repreensão. Foi o que ele fez quando matou duas pessoas”, afirmou o promotor de Justiça Vinícius Gahyva.Conforme sustentado em plenário pelo promotor de Justiça, as investigações demonstraram que o acusado acompanhava a rotina da vítima, mantinha registros de seus deslocamentos e realizava vigilância constante de locais frequentados por ela, circunstâncias que reforçam as qualificadoras apontadas na denúncia.O promotor de Justiça também destacou que foram identificados 914 registros de chamadas entre o acusado e a vítima entre o fim de dezembro de 2022 e a data do crime, além de elementos que evidenciariam vigilância e controle sobre a vida de Thays Machado.Conforme apresentado pelo Ministério Público, todos os disparos que atingiram Thays ocorreram pelas costas, reforçando a tese de que as vítimas não tiveram qualquer possibilidade de defesa.Após a decisão do Conselho de Sentença, a juíza Mônica Catarina Perri Siqueira fixou a pena de 36 anos de reclusão para Carlos Alberto Gomes Bezerra. O réu permanecerá preso para cumprimento da condenação, nos termos definidos na sentença.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Utilizamos cookies essenciais e tecnologias semelhantes de acordo com a nossa Política de Privacidade e, ao continuar navegando, você concorda com estas condições.