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Segunda fase da Operação Raio Limpo apreende 71 celulares na PCE

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A segunda fase da Operação Raio Limpo, deflagrada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) nesta segunda-feira (14.10), na Penitenciária Central do Estado, em Cuiabá, resultou na apreensão de 71 aparelhos celulares, 130 chips e porções de drogas.

Três dos celulares foram encontrados escondidos na cadeira de rodas de um preso condenado por roubo, tráfico de droga e outros crimes. Os aparelhos estavam entre a cobertura do couro sintético e a espuma dos suportes de proteção de pernas da cadeira de rodas.

Essa é a segunda intervenção de busca por materiais ilícitos nas instalações da unidade. Cerca de 120 agentes das forças seguranças do Estado atuaram na operação, sendo 60 policiais penais, 21 agentes da Polícia Judiciária Civil, 25 policiais militares e 11 peritos da Politec.

“Nosso objetivo com essas operações é reprimir o crime organizando e melhorar a segurança da população mato-grossense. Não estamos fazendo operações que visam somente a retirada de ilícitos de dentro da penitenciária. Vamos apurar irregularidades na entrada, periciar os produtos apreendidos, investigar a origem e possíveis ligações de criminosos com atividades fora das unidades prisionais”, assinala o secretário de Segurança Pública do Estado, coronel César Roveri.

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De acordo com o secretário, todos os flagrantes estão sendo informados ao Poder Judiciário para responsabilização dos envolvidos, e os celulares vão passar por perícia na Politec, que irá apontar as medidas legais a serem adotadas.

Operação Raio Limpo

Na primeira fase da operação Raio Limpo, realizada no dia 09 de outubro, foram apreendidos 47 celulares e porções de drogas. Além das apreensões, três presos foram autuados em flagrante por tráfico de drogas.

Fonte: Governo MT – MT

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Ministério Público MT

Após 19 anos, júri condena réu que matou trabalhador por engano

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Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão.
O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência.
Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte.
Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto.
Seu corpo jamais foi localizado.
A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima.
A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito.
Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver.
O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal.
Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta.
É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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