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Sema reforça orientação sobre cuidados na observação de animais silvestres

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O encontro com animais silvestres em áreas urbanas desperta a curiosidade das pessoas. Muitas vezes, na busca por um bom ângulo para fotos e vídeos, elas acabam se expondo ao risco e colocando os animais em perigo ao não tomarem as precauções necessárias. A Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema) orienta para os cuidados na observação desses animais.

A médica veterinária e analista de meio ambiente da Coordenadoria de Fauna e Recursos Pesqueiros da Sema, Danny Moraes, alerta que a principal orientação é não tocar, pois a maioria está apenas de passagem pelo ambiente urbano. O correto é permitir que eles sigam seu caminho sem interferência.

Em casos de animais feridos, a recomendação é acionar o Batalhão Ambiental pelo número 190. É fundamental evitar tocar ou mexer nos animais nessas situações, já que o resgate deve ser realizado por profissionais treinados para garantir a segurança tanto do animal, quanto das pessoas envolvidas. A veterinária também recomenda que, no caso de filhotes de aves, a pessoa busque localizar o ninho para realocá-los, evitando a necessidade de resgates.

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A manipulação inadequada desses animais pode causar sérios acidentes, como mordidas, picadas, arranhaduras e até lesões mais graves. “Os animais podem se estressar e também se machucar, muitas vezes de forma irreversível, quando a manipulação é feita de forma inadequada. Também podem acontecer de nós passarmos doenças aos animais, bem como eles transmitirem a nós também”, alerta Moraes.

Além disso, é expressamente contra indicado oferecer alimentos aos animais. Não apenas pelo risco de transmitir doenças, mas também por interferir em sua dieta natural.

“A Sema recebe inúmeros animais que foram encontrados em ambientes urbanos e, após a devida assistência médico veterinária, procede a soltura dos mesmos em ambientes mais seguros para que eles retornem a sua vida”, conta Danny Moraes.

Ela também ressalta que a captura ou maltrato de animais silvestres é crime passível de multa (conforme a Lei nº 9.605/98), e que a Sema orienta a população a denunciar esses casos por meio da Ouvidoria, no número 0800 065 3838, ou em uma das unidades regionais.

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*Com supervisão de Clênia Goreth

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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