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SER Família Capacita oferta curso de Eletricista de Instalações Prediais para migrantes

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A Secretaria de Assistência Social e Cidadania (Setasc), por meio do Programa SER Família Capacita, está ofertando o Curso de Eletricista de Instalações Prediais em Cuiabá. A abertura da formação, que tem o apoio do Núcleo Estadual de Políticas para População Migrante, foi realizada nesta segunda-feira (19.5), às 18h30min, no salão de formação do Centro de Pastoral para Migrantes, localizado no bairro Carumbé.

A primeira-dama Virginia Mendes destacou a importância do curso para os migrantes.

“O Programa SER Família Capacita é uma demonstração do nosso compromisso em oferecer oportunidades para todos, especialmente para aqueles que mais precisam. Com esse curso, estamos oferecendo uma ferramenta fundamental para a inclusão social e profissional dos migrantes em Cuiabá, abrindo novas portas para o futuro deles e das suas famílias”, disse ela

Durante a abertura, o diretor do Centro Pastoral, Padre Mauro Verzeletti, salientou que a parceria com o Estado e com a Setasc é essencial para a inserção desse público no mercado de trabalho.

“Quero agradecer ao Governo de Mato Grosso pelo apoio constante. Nossa parceria começou há um ano e já estamos com novos projetos visando melhorar os processos de atenção humanitária. Atualmente, são quase 30 mil migrantes no Estado. Temos a necessidade de integrar essa população e garantir sua inserção no mercado de trabalho para que eles possam se desenvolver e criar raízes”, destaca.

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A gestora do Núcleo Estadual de Políticas Públicas para a População Migrante, Mariane Oliveira, explica que a realização do curso é um passo muito importante para os migrantes que chegam a Mato Grosso.

“Por meio da parceria do Governo do Estado com o Centro de Pastoral, fazemos o atendimento, o acolhimento e a regularização de documentos. E, através do Programa SER Família Capacita, idealizado pela primeira-dama, Virgínia Mendes, podemos levar aos migrantes essa oportunidade de desenvolvimento profissional”, informa.

De acordo com o instrutor do curso, Joilson Bispo, a capacitação oferece o conhecimento básico para que os alunos possam atuar no mercado de trabalho como eletricistas, realizando instalações prediais e residenciais. No total, 20 alunos estão inscritos no curso, que terá 160 horas. Participam da formação homens e mulheres migrantes, com mais de 18 anos.

Para o cubano Rolando Bossa, que chegou ao Brasil há aproximadamente um ano, fazer o curso de eletricista representa uma possibilidade de crescimento. “O conhecimento nos dá oportunidades de trabalho, o que nos permite contribuir com a sociedade que nos acolheu. O Brasil é um dos poucos países que verdadeiramente acolhe os migrantes”, avalia.

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Ramón Marques, que é da Venezuela, também considera que a capacitação é essencial. “O Governo do Estado nos brinda com um curso gratuito, que é fonte de emprego e desenvolvimento. É uma ajuda muito grande que estamos recebendo. Quero me especializar e, ao final do curso, trabalhar na área”, explica.

As aulas do Curso de Eletricista de Instalações Prediais do SER Família Capacita serão de segunda a sexta-feira, das 18h às 22h, no Centro Pastoral para Migrantes.

Ser Família Capacita

O Programa SER Família Capacita oferece a oportunidade de qualificação gratuita em Mato Grosso, priorizando pessoas em situação de vulnerabilidade social, como beneficiários do SER Família, mulheres, jovens, desempregados, empreendedores, pessoas com deficiência, comunidades tradicionais (indígenas, quilombolas e ribeirinhas), egressos do trabalho análogo ao escravo e do sistema prisional e população migrante.

Para mais informações sobre o Programa SER Família Capacita, acesse o site da Setasc.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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