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SES destaca investimentos em audiência na Assembleia Legislativa

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A Secretaria de Estado de Saúde (SES-MT) apresentou os balancetes financeiros e orçamentários do primeiro e do segundo quadrimestre de 2025 em audiência pública da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social, realizada nesta terça-feira (21.10) na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (AL-MT).

A assessora responsável pelo Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados (Nger) da SES, Claudete de Souza, apresentou as despesas próprias com saúde até o segundo quadrimestre, com dotação atualizada, despesas empenhadas, liquidadas e pagas, os dados de receitas adicionais para o financiamento da saúde provenientes da União e as transferências do Estado para os municípios.

A assessora citou diversas ações da Secretaria, como os atendimentos do Centro Estadual de Odontologia para Pacientes Especiais (Ceope), a entrega do novo prédio do Laboratório Central do Estado (Lacen-MT), a coleta de sangue no MT Hemocentro e a quantidade de cirurgias realizadas em hospitais do Estado.

Também foi destaque a evolução das obras do Hospital Central, dos quatro novos Hospitais Regionais, do Centro Logístico de Armazenamento e Distribuição (Celad) e dos demais investimentos feitos por meio da SES.

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Segundo a secretária adjunta de Orçamento e Finanças da SES, Ivone Rosset, a gestão tem feito grandes investimentos para melhorar a saúde em Mato Grosso.

“No nosso orçamento, está previsto mais de 14% de investimento. O Estado vem investindo muito na área da saúde, principalmente na reestruturação das unidades, na construção de novos hospitais, visando dar dignidade e eficiência no atendimento à população”, explicou.

Questionada pelo deputado Dr. João a respeito da captação de órgãos e da realização de transplantes no Estado, a secretária-adjunta do Complexo Regulador, Fabiana Bardi, destacou que a Secretaria conseguiu alcançar um feito inédito em setembro: atender todos os pacientes que aguardavam por transplante de córnea em Mato Grosso.

“Nós conseguimos zerar a nossa fila para transplante de córnea e isso é motivo de orgulho para nós, pois a córnea captada sempre fica no Estado. Rim é primeiramente ofertado para o Estado, não havendo nenhum paciente compatível e apto para realizar o transplante, aí sim ele é também ofertado para a Central Nacional. E todos os demais órgãos são ofertados para a Central Nacional”, disse Fabiana.

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Conforme Fabiana, o Hospital São Mateus, em Cuiabá, está habilitado para realizar o transplante renal no Estado e a Secretaria já iniciou o credenciamento da unidade para que também faça transplante hepático.

“Nós assinamos o contrato com o Hospital São Mateus em setembro de 2024 e os primeiros transplantes renais foram realizados em janeiro. Foram quatro transplantes realizados no mês de janeiro de 2025, todos de doadores vivos e agora nós temos a programação para, ainda em outubro, realizar mais quatro transplantes”, concluiu.

Fonte: Governo MT – MT

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Com apoio da Fapemat, pesquisadores desenvolvem fertilizante sustentável a partir de cinza vegetal em Rondonópolis

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Um resíduo que antes representava um desafio ambiental pode se tornar uma importante solução para a agricultura sustentável. Com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat), pesquisadores da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR) estão desenvolvendo fertilizantes organominerais produzidos a partir de cinzas de biomassa vegetal, material gerado principalmente pela queima de madeira em atividades agroindustriais.

A iniciativa busca dar uma nova destinação a um passivo ambiental abundante na região, transformando-o em um produto capaz de melhorar a fertilidade do solo, aumentar a eficiência da adubação e reduzir a dependência de fertilizantes minerais convencionais.

Os fertilizantes estão sendo desenvolvidos nas formas granulada e peletizada, formatos que facilitam o armazenamento, o transporte e a aplicação no campo. Além disso, os estudos apontam que os organominerais proporcionam liberação gradual dos nutrientes, favorecendo o aproveitamento pelas plantas e contribuindo para sistemas produtivos mais eficientes e sustentáveis.

A pesquisa é coordenada pela professora doutora Edna Maria Bonfim, da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), e integra os projetos “Construção e regulagem de um granulador de disco rotativo na produção de organomineral com cinza vegetal como matéria-prima” e “Tecnologia e processos de produção de fertilizantes organominerais utilizando cinza vegetal como matéria-prima”, ambos financiados pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Fapemat, e com parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

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Segundo a pesquisadora, o principal objetivo é unir inovação tecnológica, sustentabilidade e desenvolvimento regional.

“Estamos transformando um resíduo agroindustrial em um insumo agrícola de valor agregado. É uma proposta alinhada aos princípios da economia circular, que amplia o acesso a fertilizantes mais sustentáveis e pode beneficiar especialmente os agricultores familiares da região”, destaca Edna Bonfim.

Mais de uma década de pesquisas

A trajetória dessa linha de investigação começou em 2009, por meio do Grupo de Práticas em Água e Solo (GPAS), que desenvolve estudos voltados à recuperação de áreas degradadas e à melhoria da qualidade dos solos.

Ao longo dos anos, os pesquisadores identificaram que a cinza vegetal possui potencial para fornecer nutrientes essenciais às plantas, melhorar características químicas do solo e contribuir para o manejo de nematoides. Os resultados já demonstraram benefícios em diversas culturas agrícolas, incluindo feijão, milho, rúcula, melão e flores ornamentais.

Além dos ganhos agronômicos, os estudos apontam redução na necessidade de fertilizantes minerais tradicionais, diminuindo custos de produção e tornando os sistemas agrícolas mais resilientes.

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Benefícios ambientais e econômicos

O aproveitamento da cinza vegetal também representa uma alternativa ambientalmente responsável para um resíduo gerado em grande escala por atividades agroindustriais. Ao ser incorporado à produção de fertilizantes, esse material deixa de representar um potencial risco de contaminação e passa a integrar uma cadeia produtiva de valor.

A tecnologia desenvolvida pelos pesquisadores contribui para a redução do desperdício de recursos, fortalece a economia circular e cria oportunidades para o desenvolvimento de soluções adaptadas às condições produtivas de Mato Grosso.

Reconhecimento científico

De acordo com a coordenadora do projeto, “a relevância dos resultados alcançados já vem sendo reconhecida pela comunidade científica nacional e internacional. As pesquisas geraram publicações em periódicos de elevado impacto, ampliando a visibilidade dos estudos desenvolvidos em Mato Grosso e consolidando o estado como referência em inovação voltada ao reaproveitamento de resíduos e à produção de fertilizantes sustentáveis”.

Fonte: Governo MT – MT

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