A Secretária de Segurança Pública de Mato Grosso (Sesp) participará, neste sábado (21.2), do evento “Cultura Pela Paz – 6º Quero Mais Cultura”, no bairro Mapim, em Várzea Grande, às 16h.
Com apresentação da dupla Nico e Lau, o evento contará com 100 servidores da segurança pública empenhados na integração com a população, fortalecendo o vínculo da segurança com a sociedade.
A ação, idealizada pelo Instituto Leverger em parceria com a Federação dos Conselhos Comunitários de Segurança do Estado de Mato Grosso (Feconseg), tem o objetivo de promover cultura e lazer.
Com expectativa de público de cerca de 1000 pessoas, o evento será gratuito e será realizado das 16h às 21h30. A programação inclui exposições e atividades interativas promovidas por diversas unidades de segurança pública, como: Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope), Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), Polícia Comunitária, Polícia de Trânsito, Polícia Ambiental e Corpo de Bombeiros Militar.
Uma das principais atrações para a comunidade, é o pouso do helicóptero do Comando Integrado de Operações Aéreas da Polícia Militar de Mato Grosso (Ciopaer), além de contar com sorteio de brindes para o público e o plantio simbólico de 40 mudas de árvores na praça.
O coordenador da Polícia Comunitária, Major PM Kawahara, ressaltou a importância da iniciativa. “Esperamos toda a comunidade para este grande evento, para integrar a segurança e a população, em busca da paz, com muitas atividades, como pouso da aeronave, plantio de árvores, atividades no Game Bus da Polícia Civil para todas as crianças, além das apresentações musicais da Guarda Municipal de Várzea Grande e dos humoristas Nico e Lau”, afirmou.
Confira a programação completa:
16h00: Pouso da aeronave
17h00: Plantio de árvores
18h00: Teatro de Bonecos da Guarda Municipal
19h00: Abertura oficial
19h15: Pronunciamentos
19h30: Sorteio de brindes
19h40: Banda Municipal de Várzea Grande
20h10: Sorteio de brindes
20h15: Show Nico e Lau
21h30: Encerramento
O evento visa proporcionar momentos de lazer, aprendizado e interação, reforçando a importância da cultura e da segurança para o bem-estar da comunidade.
A rotina de quem vive da pesca começa cedo, exige paciência e, muitas vezes, enfrenta desafios que vão além das águas dos rios. Em Rondonópolis, pescadores profissionais artesanais que participaram do cadastramento presencial do Repesca compartilharam histórias de trabalho, dificuldades e esperança durante a ação promovida pelo Governo de Mato Grosso, por meio da Secretaria de Estado de Assistência Social e Cidadania (Setasc-MT).
O atendimento ocorreu nos dias 17 e 18 de junho, no Ganha Tempo de Rondonópolis, com o objetivo de auxiliar pescadores na realização de novos cadastros e na atualização de informações para acesso ao programa. A iniciativa já passou pelos municípios de Poconé e Santo Antônio de Leverger e seguirá para Cáceres nos dias 22 e 23 de junho.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Morador de Rondonópolis, Laércio Dias conhece de perto a realidade de quem depende da pesca para sobreviver. Acostumado a pescar nas águas do Rio Vermelho, ele conta que o atendimento presencial facilitou o processo de cadastramento.
“Ficou muito melhor fazer o cadastro aqui com a ajuda da equipe. Sozinho é difícil, porque a gente nem sempre tem conhecimento para fazer tudo pela internet. Esse auxílio vai ajudar muito. Nós sofremos bastante com as dificuldades da pesca e com as mudanças que aconteceram nos últimos anos. Qualquer ajuda faz diferença dentro de casa”, afirmou.
A pescadora Lucinete Ferreira Batista também carrega uma história construída às margens dos rios da região. Moradora da comunidade Vila Nova, próxima a Juscimeira, ela conta que cresceu convivendo com a pesca e transformou a atividade em complemento essencial para a renda familiar.
Durante muitos anos, Lucinete enfrentou longas jornadas de canoa pelos rios da região. Chegava a permanecer três ou quatro dias pescando para conseguir vender o pescado e garantir recursos para despesas básicas da casa.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
“Eu subia o rio de canoa e ficava dias pescando para conseguir um dinheirinho. Era assim que eu ajudava a comprar alimento, pagar energia e manter a casa. Minha renda era muito baixa e a pesca sempre ajudou a complementar”, relembrou.
Atualmente morando sozinha e vivendo com recursos limitados, ela acredita que o Repesca poderá trazer mais tranquilidade para o orçamento.
“Vai ajudar bastante. Hoje eu moro sozinha e tenho pouca renda. Tudo que vier para ajudar faz diferença. A pesca sempre foi minha vida e continua sendo minha forma de sobreviver”, disse.
A relação com os rios também faz parte da trajetória de Vanusa de Oliveira. Há mais de 15 anos na atividade, ela e o marido sustentaram a família por meio da pesca artesanal e criaram os filhos às margens dos rios da região.
Segundo Vanusa, a atividade se tornou mais difícil nos últimos anos, exigindo ainda mais esforço dos pescadores para garantir o sustento da família.
Foto: Layse Ávila | Setasc-MT
“No começo era mais fácil. A gente conseguia pescar mais e tirar o sustento da família. Hoje está mais difícil, mas continuamos lutando porque é da pesca que vivemos. Eu e meu marido dependemos disso para sobreviver”, relatou.
Mãe de cinco filhos, ela conta que toda a família foi criada com os recursos obtidos na atividade pesqueira. Atualmente, faz trabalhos temporários quando surgem oportunidades, mas ainda depende da pesca como principal fonte de renda.
“Minhas contas estão atrasadas e os bicos nem sempre aparecem. Muitas vezes passo o dia inteiro no rio para conseguir um peixe e garantir comida dentro de casa. Esse auxílio chega em uma hora importante e vai ajudar muito a nossa família”, afirmou.
O Repesca é destinado aos pescadores profissionais artesanais que exercem a atividade de forma autônoma, individualmente ou em regime de economia familiar, sem vínculo empregatício, e que tenham a pesca como principal meio de subsistência. A iniciativa do Governo de Mato Grosso busca garantir proteção social e apoio financeiro aos trabalhadores impactados pelas mudanças na atividade pesqueira.
Foto: Darlene Marques | Setasc-MT
Para os pescadores atendidos em Rondonópolis, o programa representa mais do que um auxílio financeiro. É o reconhecimento de uma atividade que há gerações garante o sustento de milhares de famílias mato-grossenses e mantém viva uma tradição construída às margens dos rios do Estado.
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