O DJ Alok, reconhecido internacionalmente por arrastar multidões nos maiores festivais de música eletrônica do mundo, afirmou que o show realizado no Parque Novo Mato Grosso no último sábado (20.12) entrou para a lista dos melhores espetáculos realizados por ele neste ano.
“Estamos chegando no final do ano, a régua está muito alta, mas esse foi um dos melhores shows do ano pra mim! Você tem os artistas, a mega estrutura maravilhosa, o show de laser, mas a grande atração da noite foi o público. Sem dúvida, a energia do público em Cuiabá foi muito singular”, avaliou o DJ.
O show do DJ fez parte das comemorações de inauguração do Hospital Central do Estado e da Arena Show do Parque Novo Mato Grosso, que também recebeu Gusttavo Lima na noite de sexta-feira (19). Mais de 80 mil pessoas assistiram aos shows, em cada dia de evento.
Para Cuiabá, Alok optou por um setlist mais acessível, diferente do que costuma apresentar em festivais exclusivamente de música eletrônica, e garantiu que a receita deu certo: a resposta do público foi intensa, do início ao fim do show, que durou mais de três horas. “A galera entregou muito. Fiquei muito feliz de estar aqui de volta e espero que não demore muito pra eu voltar”, disse.
O DJ ainda elogiou o espaço do Parque Novo Mato Grosso, destacando o caráter multieventos do local, que é o maior parque da América Latina.
“É um parque com uma estrutura muito grande. Eu andava de skate quando era mais novo e, quando estava vindo para o show, vi que aqui está o maior complexo de skate da América Latina e está até rolando campeonato. É muito legal essa questão de ser multieventos”, comentou.
O Rodrigo Barboza, estudante que veio de Campo Grande (MS) para o show do Alok, também se surpreendeu com o que viu no Parque Novo Mato Grosso. “Achei tudo aqui muito bonito, a estrutura, o espaço. Quando cheguei, vi de longe a área do show e acho que a estrutura faz jus a esse grande show do Alok”, afirmou.
O servidor público Ailton Machado, que conheceu o Parque Novo Mato Grosso durante as provas da Stock Car, realizadas em novembro, aproveitou as duas noites de show e avaliou que o local vai impulsionar o cenário de eventos no Estado.
“É um espaço maravilhoso, surreal. No show do Gusttavo Lima a gente pode ver a magnitude que é isso aqui, com espaço também para a família, e por isso voltamos para ver o Alok. Acho que esse é um parque que vem para mudar realmente a parte de entretenimento e colocar Mato Grosso como centro dos eventos nacionais”, observou.
Arena Show
O espaço de shows no Parque Novo Mato Grosso foi projetado para receber shows nacionais e internacionais, com capacidade para 100 mil pessoas e uma área total de 45 mil m². O local conta com quatro banheiros, com capacidade para atender até 60 pessoas cada, dois bares, área de backstage, bilheteria, espaço de alimentação e um palco de 602,4 m².
A segurança dos eventos contou com mais de 700 profissionais da segurança pública por dia, além da unidade móvel do Centro Integrado de Operações de Segurança Pública (Ciosp), que faz o monitoramento do espaço com câmeras de reconhecimento facial do programa Vigia Mais MT.
Nesta segunda-feira (24), o Tribunal do Júri de Várzea Grande julgou um homicídio ocorrido em 9 de maio de 2007. Quase duas décadas depois, Antônio Wilson Ribeiro foi condenado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver, à pena de 13 anos de reclusão. O caso teve origem em um episódio anterior. Anos antes, uma clínica odontológica havia sido alvo de um crime, ocasião em que uma funcionária chegou a ser feita refém. Tempos depois, William Batista Luz, paciente do estabelecimento, foi confundido com o autor daquela ocorrência. Em 9 de maio de 2007, William retornou à clínica para dar continuidade ao tratamento odontológico. A suspeita de que ele seria o antigo criminoso desencadeou uma sequência de acontecimentos que terminou em sua morte. Segundo a denúncia do Ministério Público, William foi algemado e retirado da clínica por um grupo de homens. A partir daquele momento, nunca mais foi visto. Seu corpo jamais foi localizado. A investigação, contudo, reuniu uma cadeia de evidências sobre a dinâmica dos fatos e a participação do acusado. Foram apresentados ao Conselho de Sentença depoimentos de testemunhas presenciais, elementos sobre os vínculos entre os envolvidos, dados relativos à presença do réu no contexto do crime e informações relacionadas ao veículo utilizado na retirada da vítima. A inexistência do cadáver não impediu o reconhecimento da materialidade. O desaparecimento definitivo, as circunstâncias em que William foi visto pela última vez e o conjunto probatório permitiram a reconstrução do homicídio. A morte da vítima também foi reconhecida judicialmente como presumida, com a correspondente emissão de certidão de óbito. Ao final do julgamento, os jurados acolheram a tese do Ministério Público e reconheceram a responsabilidade de Antônio Wilson Ribeiro pelo homicídio qualificado e pela ocultação do cadáver. O caso também evidencia um ponto essencial: justiçamento não é Justiça. Ninguém pode investigar, julgar, condenar e executar uma pessoa por conta própria. O monopólio legítimo da aplicação da lei pertence ao Estado, justamente para impedir que a vingança privada substitua o devido processo legal. Dezenove anos depois, mesmo sem a localização do corpo de William, o Tribunal do Júri apresentou sua resposta. É possível esconder um cadáver. A verdade dos fatos e a resposta da Justiça, não.
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