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Comunidade rural de Carlinda será atendida por mutirão eleitoral

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Eleitores e eleitoras da comunidade rural do município de Carlinda (758 km de Cuiabá) receberão mutirão de atendimento da Justiça Eleitoral, com a oportunidade de cadastrar a biometria. A ação ocorrerá nesta quinta-feira (23.10) e sexta-feira (24.10), das 8h às 17h, na Comunidade Padre Geraldo. A 24ª Zona Eleitoral já identificou 137 pessoas sem biometria na região. 

 

Além do cadastro biométrico, serão ofertados os serviços de alistamento eleitoral (confecção do primeiro título), revisão de dados cadastrais, transferência, emissão de segunda via, emissão de guias para pagamento de multas eleitorais e regularização do título. 

 

“É importante realizarmos mutirões nas comunidades rurais para proporcionar ao eleitor a possibilidade de regularizar sua situação no local onde mora. O acesso a essas comunidades geralmente é dificultoso, o que desmotiva a pessoa se deslocar até o cartório para acessar os serviços”, destacou o chefe de Cartório da 24ª Zona Eleitoral, Alexsander Abreu de Arruda. 

 

O objetivo da iniciativa é aproximar a população que não reside nos centros urbanos dos serviços essenciais da Justiça Eleitoral, promovendo mais praticidade e acessibilidade. Também integra a campanha Biometria 100%, que pretende alcançar a meta de, no mínimo, 98% do eleitorado estadual com biometria em 2025. 

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Atualmente, o município de Carlinda ocupa a 137ª posição (de 142 posições) no ranking de cobertura biométrica do estado e conta com 8.137 pessoas aptas a votar. Destas, 5.496 já cadastraram a biometria, correspondendo a 67,54% do eleitorado municipal. Em contrapartida, 2.641 eleitores(as) não prestaram o serviço, o que equivale a 32,46%. 

 

Para usufruir dos serviços, é necessário apresentar o documento oficial com foto, além de um comprovante de residência atualizado em casos de alistamento, transferência e regularização. Homens maiores de 18 anos que desejam tirar o primeiro título também devem levar o comprovante de quitação militar. 

 

Biometria 

 

A biometria é pessoal e intransferível e representa um avanço tecnológico recente no processo eleitoral. Além da coleta das impressões digitais, o cadastro da biometria inclui a captura de foto do(a) eleitor(a) e a revisão de outros dados pessoais. Assim, no momento da votação, ela garante mais segurança, acessibilidade e otimização do tempo, diminui a interferência humana, evita voto duplo e fraudes, além de aumentar a confiabilidade no resultado das eleições. 

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Estagiária: Laís Guilherme (supervisão de Nara Assis) 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra a fachada da Escola Municipal Padre Geraldo. As paredes das duas construções são brancas e verdes. Os telhados e o letreiro que indica o nome do local também estão em cor verde. Há duas entradas na construção principal da imagem. O gramado cerca as instalações.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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