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Dia Internacional das Pessoas com Deficiência: Comparecimento cresce 220% em seis anos

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Em homenagem ao Dia Internacional das Pessoas com Deficiência, celebrado nesta terça-feira (03.12), o Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT) apresentou o resultado de algumas práticas adotadas para garantir a participação dessas pessoas no processo eleitoral. Em 2024, o número de eleitores aptos a votar com algum tipo de deficiência chegou a 19.547, um aumento de 196% quando comparado ao ano de 2018. 

“Embora eleitores PCD sejam uma minoria que, por muitos setores da vida, são negligenciados e esquecidos, a Justiça Eleitoral de Mato Grosso dá atenção a essa parcela importante da nossa sociedade. Aliás, não dá para falar de democracia quando se exclui alguma parcela de cidadão, seja ela pequena ou não. A democracia é para todos, independente das diferenças”, pontuou a presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargadora Maria Aparecida Ribeiro. 

A cada ano eleitoral houve um crescimento na participação das eleições nessa faixa eleitoral. De 2018 a 2020, o crescimento foi de 62%, já de 2020 para 2022 foi de 24%, enquanto que de 2022 a 2024, esse número voltou a crescer e alcançou 47%. O que, consequentemente, impactou no comparecimento às urnas. Em 2024, por exemplo, 67% do eleitorado apto exerceu o seu direito ao voto. O número é ainda mais impressionante quando se compara os anos de 2018 e 2024, em que mostra que houve um crescimento marcante de 220% na presença do pleito. Ou seja, essa é uma parcela que vem ganhando expressividade e mais força na hora de escolher seus representantes.

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“Esse é um resultado esperado, já que há um trabalho que é pensado e desenvolvido especificamente para alcançar essa parcela de eleitores. Assim como há uma comunicação estratégica, há também ações de acessibilidade e inclusão para os eleitores PCD do estado. A estratégia se dá tanto na comunicação, quanto nas ações do Tribunal”, explicou a vice presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves. 

Ampliação de  atendimento ao eleitorado com deficiência

Em 2024, uma série de ações foram desenvolvidas a fim de atender e promover maior inclusão dessa faixa eleitoral. Entre elas estão vistorias nos locais de votação para garantia da acessibilidade, capacitação de mesários e mesárias, mutirão de atendimento no Instituto do Cegos, bem como um campanha de comunicação em todo estado para que eleitores com deficiência solicitassem à Justiça Eleitoral a inclusão da sua condição.

Ao ter ciência das necessidades dos eleitores com deficiência, a Justiça Eleitoral de Mato Grosso atuou diretamente para mudar locais de votação inadequados, assim como criou uma equipe especializada para prestar assistência nas seções eleitorais. 

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Outra ação inovadora foi a parceria com a Central de Interpretação de Libras (CIL). O que possibilitou uma equipe de intérpretes de libras e servidores para auxiliar eleitores com deficiência auditiva na sede do Tribunal durante os dias de votação.  Vale relembrar, também, a disponibilização de transporte adaptado e gratuito em 90 municípios de Mato Grosso nas Eleições Municipais de 2024.

Porém, essas não foram as únicas ações realizadas, já em 2018 o TRE-MT ofertou capacitação em libras para seus servidores e servidoras, assim como em 2022 promoveu palestras instrutivas sobre as urnas para eleitores com deficiência visual. 

Essas práticas impactaram diretamente nas faixas de deficiências visual, auditiva e de locomoção, que foram as que mais cresceram desde 2018. Além de serem também as faixas que mais compareceram ao pleito. 

Texto por: Maryelle Campos (Supervisão Daniel Dino)

#DescriçãodaImagem: A imagem mostra uma pessoa cadeirante de costas e ao lado como texto principal “3 de dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência”. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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