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Mutirão eleitoral indígena levará Xavantes da aldeia até a sede de Canarana

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Eleitores indígenas de 19 aldeias situadas em Canarana (a 651 km de Cuiabá) serão atendidos entre os dias 19 (terça-feira) e 21 (quinta-feira), das 8h às 17h, em um mutirão organizado pelo Cartório Eleitoral da 31ª Zona Eleitoral. A ação faz parte da campanha Biometria 100%, que busca ampliar o cadastramento biométrico de eleitores no Estado. Uma parceria com a Prefeitura Municipal permitirá o transporte dos indígenas de suas aldeias até a Escola Municipal “Norberto Schwantes”, localizada na Rua Palmeira das Missões, nº 543, Bairro Nova Canarana.

Segundo o chefe do Cartório Eleitoral da 31ª ZE, Fernando Rodrigues, as 19 aldeias reúnem cerca de 1.200 indígenas, grande parte da etnia Xavante. Na semana passada, uma comitiva formada pelo juiz eleitoral Carlos Eduardo de Moraes e Silva, pelo vereador Rosinelson Ribeiro Nascimento e pelo chefe do cartório realizou uma visita técnica à aldeia Belém, situada a 80 km da sede do município. A visita teve como objetivo levantar as demandas dos indígenas em relação à Justiça Eleitoral.

“Outro objetivo foi mapear a população indígena Xavante residente na comunidade e divulgar os serviços que serão oferecidos durante o mutirão, como alistamento eleitoral, transferência de domicílio, emissão de segunda via, regularização de título e cadastramento biométrico”, explicou Fernando Rodrigues. Na segunda-feira (19), um ônibus da Prefeitura Municipal buscará os indígenas às 6h na Aldeia Belém para atendimento às 8h. Cerca de 40 indígenas dessa aldeia serão atendidos pelo cartório eleitoral.

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“A logística planejada para o transporte dos indígenas, por meio dos ônibus disponibilizados pela Prefeitura Municipal de Canarana, é resultado de um Acordo de Cooperação Técnica, visando assegurar o apoio institucional à Justiça Eleitoral na execução de ações voltadas à ampliação do atendimento biométrico e à inclusão do eleitorado indígena”, completou o chefe do cartório.

Panorama Municipal

Dados da Justiça Eleitoral indicam que Canarana possui um eleitorado apto a votar de 16.688 pessoas, das quais 94,15% já realizaram o cadastramento biométrico. Os mutirões e demais ações do cartório eleitoral têm como foco os 5,85% que ainda não fizeram a biometria, o equivalente a 977 eleitores.

Panorama Estadual

Atualmente, em Mato Grosso, o índice de cobertura biométrica é de 88,96% (2.240.832 eleitores), de um total de 2.518.662 aptos a votar. Ainda faltam 278.042 pessoas, o equivalente a 11,06% do eleitorado. A meta da campanha Biometria 100% é alcançar, no mínimo, 98% do eleitorado até o final de 2025.

Biometria: avanço tecnológico

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada pessoa vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra no momento da votação. No dia da eleição, o eleitor coloca o dedo no leitor biométrico para confirmar sua identidade e, em seguida, é liberado para votar na urna eletrônica.

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Além das digitais, no cadastro biométrico também são atualizados outros dados pessoais e a foto do eleitor, aumentando a segurança e reduzindo fraudes, como o voto múltiplo ou o uso de títulos de terceiros.

Jornalista Anderson Pinho

#PraTodosVerem – Na imagem, cinco homens posam lado a lado em frente a um prédio de paredes brancas e janelas com vidro roxo. Dois deles vestem trajes casuais indígenas, enquanto os outros três usam roupas formais ou semiformais. O grupo está em uma área externa, sobre um gramado, próximo a uma calçada e à entrada do prédio.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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