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Mutirões visam aumentar cadastro biométrico em Novo Mundo, que está em 48%

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Uma série de mutirões será realizada nas zonas urbana e rural de Novo Mundo, município localizado a 741 km de Cuiabá, com o objetivo de ampliar o cadastramento biométrico de eleitores e eleitoras. A ação intensiva se faz necessária, pois, atualmente, o índice de cobertura da biometria na cidade está em 48,09%, o segundo mais baixo do estado de Mato Grosso.  

  

Os atendimentos começam na próxima segunda-feira (18.08) e seguem até o mês de setembro, divididos em etapas. Cada etapa contará com a atuação de quatro servidores(as) da Justiça Eleitoral e quatro kits biométricos. Entre os dias 18 e 22 de agosto, o mutirão ocorre na Câmara de Vereadores de Novo Mundo, na Av. Airton Senna, n° 78, no Centro, das 8h às 16h.  

  

Já de 25 a 27 de agosto, o mutirão será na Agrovila Cristalino do Norte, também conhecida como Comunidade Rural Cinco Mil, na Escola Municipal São João. A localidade fica a 50 km de Novo Mundo, com acesso por estrada de terra.  

  

Em seguida, nos dias 28 e 29 de agosto, os serviços serão oferecidos aos moradores e moradoras da comunidade rural Rochedo, na Escola Municipal Dante Martins de Oliveira, das 8h às 16h. O local fica a 80 km de Novo Mundo, com acesso por estrada de terra. 

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Depois, o mutirão volta a atender na zona urbana, sendo entre 1º e 05 de setembro e entre 08 e 12 de setembro. Em ambos os períodos, os atendimentos ocorrerão das 8h às 16h, na Câmara Municipal.  

  

Do total de 5.678 pessoas aptas ao voto, 2.731 já cadastraram a biometria junto à Justiça Eleitoral, enquanto 2.947 ainda não fizeram. Os mutirões são uma oportunidade para a população regularizar a situação, além de usufruir de outros serviços eleitorais, como alistamento (confecção do 1º título), transferência de domicílio eleitoral, revisão, emissão de guias para pagamento de multas, entre outros. 

 

O chefe de cartório da 44ª Zona Eleitoral, Rodrigo Rodrigues Del Papa, ressalta que toda a equipe está empenhada na realização dos mutirões. “Estamos fazendo as divulgações direcionadas para cada público que será atendido, entregando panfletos nas escolas e frisando a importância de cadastrarem a biometria”. 

 

As atividades em Novo Mundo são coordenadas pela 44ª Zona Eleitoral, com sede em Guarantã do Norte, em parceria com a Prefeitura e a Câmara Municipal, e acompanhadas de perto pelo vice-presidente e corregedor do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), desembargador Marcos Machado. As ações fazem parte da campanha Biometria 100%, cuja meta estipulada pela Corregedoria Regional Eleitoral é alcançar, no mínimo, 98% do eleitorado ainda em 2025. 

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Mais segurança 

 

A biometria é um processo de identificação por meio das impressões digitais, coletadas e armazenadas pela Justiça Eleitoral. É pessoal e intransferível, garantindo que cada pessoa vote apenas uma vez e evitando que alguém se passe por outra no momento da votação. No dia da eleição, o eleitor coloca o dedo no leitor biométrico para confirmar sua identidade e, em seguida, é liberado para votar na urna eletrônica. 

Além das digitais, no cadastro biométrico também são atualizados outros dados pessoais e a foto do eleitor, aumentando a segurança e reduzindo fraudes como o voto múltiplo ou o uso de títulos de terceiros. 

 

O que é preciso 

 

Para fazer a biometria, basta apresentar um documento oficial com foto. Já para transferir domicílio eleitoral, é preciso, além do documento pessoal, apresentar comprovante de residência atualizado. Homens maiores de 18 anos que forem tirar o primeiro título também devem levar o comprovante de quitação militar.    

 

Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra o processo de coleta biométrica, em que uma pessoa posiciona o dedo em um leitor digital manuseado por outra, ambas com unhas pintadas de vermelho. Sobre a mesa há um computador, documentos e equipamentos usados para registro e identificação. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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