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Transparência – TRE-MT avança na gestão de valores judiciais auditados pelo CNJ

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Um panorama da auditoria coordenada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) referente à gestão e destinação de valores e bens oriundos de prestações pecuniárias, pena de multa, perda de bens e valores foi apresentado pela Coordenadoria de Auditoria Interna do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). A reunião foi realizada na manhã desta sexta-feira (25.07), na sede do Tribunal.  

 

Como encaminhamento da reunião, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, ressaltou a importância de regulamentar a gestão e destinação de valores e bens oriundos de pena de multa, perda de bens e valores e prestações pecuniárias decorrentes de condenações criminais. Em resposta, o coordenador da Corregedoria Regional Eleitoral, Breno Antonio Sirugi Gasparoto, sugeriu a elaboração de uma minuta de resolução, a ser compartilhada com a Presidência e demais setores envolvidos.  

 

Segundo a presidente do Tribunal, o trabalho conjunto é o caminho adequado para a concretização da iniciativa. “Todos e todas são importantes para a construção de uma proposta que seja boa para o TRE-MT, de forma impessoal, não é algo da gestão “Serly”, mas algo do Tribunal. Temos que facilitar o controle da auditoria e a vida das pessoas. Esta é uma gestão aberta, tranquila e democrática. As pessoas são as mais importantes na minha gestão, não são projetos nem sistemas, mas, juntos, esses elementos formam o conjunto necessário para construirmos o melhor para o Tribunal”. 

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Na ocasião, a chefe da Seção de Auditoria Técnica, Marley Oliveira Santos, explicou sobre uma planilha contendo 57 perguntas e respostas a respeito do assunto, que foi aplicada, no intuito de levantar as informações da auditoria. Durante a reunião, uma amostragem da pesquisa foi apresentada pela servidora, com divisão por eixos, e explicações detalhadas.  

 

Nessa amostragem, ficou demonstrado, por exemplo, que, no 2º grau de jurisdição, não houve processos que resultaram em pagamentos de valores oriundos das penas de prestação pecuniárias no período auditado. Já no 1º grau, foram examinados 66 processos (total de processos informados por 55 Zonas Eleitorais). Deste total, 44 processos fizeram parte da amostra, nos quais houve determinação, no período de 06/05/2024 a 30/04/2025, para pagamentos relacionados à temática auditada. 

 

Após ciência da Presidência, o envio das informações deve ser feito para o CNJ até 30 de julho deste ano. “A auditoria interna apoia a Governança do Tribunal, com o objetivo de avaliar os processos de trabalho na busca de melhoria contínua dos serviços prestados à sociedade”, frisou o coordenador de Auditoria Interna do TRE-MT, Daniel Taurines. 

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Jornalista: Nara Assis 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra uma reunião realizada na sede do TRE-MT. Sete pessoas estão sentadas ao redor de uma mesa em ambiente formal, com computadores, papéis e copos de água. Ao fundo, é possível ver as bandeiras do Brasil, de Mato Grosso e do TRE-MT, além do logotipo institucional na parede. A cena sugere um encontro de trabalho voltado à discussão de temas administrativos ou técnicos. 

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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