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TRE-MT realiza mutirão para população de Brianorte, zona rural de Nova Maringá

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O Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), por meio da 29ª Zona Eleitoral, promoverá um mutirão de atendimento no distrito de Brianorte, zona rural do município de Nova Maringá, a fim de oferecer aos eleitores e eleitoras os serviços essenciais da Justiça Eleitoral. A ação ocorrerá entre os dias 29 de setembro e 03 de outubro, das 7h30 às 11h e das 13h às 17h30, sendo que no dia 29, exclusivamente, os atendimentos começarão às 13h. O local será o Núcleo de Atendimento ao Cidadão, anexo aos Correios. 

 

Estarão disponíveis os serviços de alistamento eleitoral (confecção do primeiro título), revisão, transferência, segunda via, emissão de certidões, emissão de guias para pagamento de multas eleitorais e, principalmente, o cadastramento biométrico. 

 

A iniciativa é uma parceria entre a 29ª Zona Eleitoral e a Prefeitura Municipal de Nova Maringá. Também faz parte da campanha Biometria 100%, em que o TRE-MT visa o cadastramento biométrico de, pelo menos, 98% do eleitorado estadual. No distrito, o cartório realizou um agendamento prévio com cerca de 130 eleitores e eleitoras para a coleta da biometria. 

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“As atividades serão voltadas aos eleitores que têm dificuldades de locomoção, como trabalhadores de fazendas mais distantes ou que, devido ao período de plantio e colheita, não dispõem de tempo para regularizar os cadastros eleitorais”, declarou o chefe de Cartório da 29ª Zona Eleitoral, Erisvaldo Pereira Novais. 

 

O distrito de Brianorte conta com 617 pessoas aptas a votar. Destas, 537 (87,03%) já realizaram o cadastramento biométrico, enquanto 80 pessoas (12,97%) não fizeram ainda o cadastro. 

 

A biometria garante eleições mais seguras, impedindo que uma pessoa vote mais de uma vez e que alguém se passe por outra durante a votação. Além da coleta das impressões digitais, são atualizados os dados pessoais e a foto do eleitor ou eleitora. 

 

Documentos 

 

Para realizar a maioria dos serviços, basta apresentar o documento oficial com foto. Em caso de revisão e transferência, o eleitor também deve ter em mãos um comprovante de endereço atualizado. Homens maiores de 18 anos devem apresentar o comprovante de quitação militar para tirar o primeiro título. 

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Estagiária: Laís Guilherme (sob supervisão de Nara Assis) 

 

#PraTodosVerem: A imagem mostra a coleta da biometria. Uma servidora realiza o cadastramento das impressões digitais de um eleitor. O fundo desfocado mostra outros dois computadores e servidores.

Fonte: TRE – MT

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TRE-MT promove curso sobre eleições sob a perspectiva dos direitos humanos, da equidade e da inclusão

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Direitos humanos, equidade racial, inclusão e representatividade são temas que ganharam espaço central no debate democrático contemporâneo. Com esse foco, teve início nesta segunda-feira (08.06), no Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Direitos Humanos, Gênero, Raça e Etnia em Processo Eleitoral”. A capacitação segue até quinta-feira (11.06) e reúne magistrados(as), promotores(as) e servidores(as) da Justiça Eleitoral.

A formação aborda temas centrais do processo eleitoral a partir de uma perspectiva voltada aos direitos humanos e à promoção da equidade. O conteúdo programático está dividido em quatro módulos: Propaganda Eleitoral com enfoque em direitos humanos, gênero, raça e etnia; Registro de Candidatura com enfoque interseccional; Prestação de Contas e financiamento com foco em equidade; e Abuso de Poder (econômico, político, comunicacional e religioso) e práticas discriminatórias.

Ao dar as boas-vindas aos participantes, a presidente do TRE-MT, desembargadora Serly Marcondes Alves, destacou que a inclusão, o diálogo e o acolhimento são fundamentais para o fortalecimento da democracia e para a aproximação da Justiça Eleitoral com a sociedade.

“A Justiça Eleitoral precisa conversar com todas as pessoas, acolher diferentes perspectivas e promover a participação de todos no debate público. O conhecimento e o acolhimento são fundamentais para construirmos uma democracia cada vez mais humana e inclusiva”, afirmou a presidente.

A desembargadora ressaltou ainda que a participação no processo eleitoral, seja como eleitora, candidata, servidora, advogada, promotora, juíza ou mesária, representa um importante exercício de cidadania e fortalecimento democrático. Para ela, iniciativas como o curso ampliam o conhecimento, qualificam o debate público e contribuem para uma atuação institucional cada vez mais inclusiva.

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A juíza auxiliar da Presidência do TRE-MT, Edna Ederli Coutinho, destacou a importância da temática para o fortalecimento da democracia e para a atuação institucional da Justiça Eleitoral.

Segundo ela, o debate sobre inclusão e representatividade deixou de ocupar um espaço periférico e passou a integrar o centro das discussões sobre aperfeiçoamento democrático. “A ampliação da participação de mulheres, pessoas negras, indígenas e outros grupos historicamente minorizados não é apenas uma pauta social, mas uma exigência constitucional e um compromisso institucional. Mais do que uma oportunidade de atualização técnica, este curso nos convida a refletir sobre o papel da Justiça Eleitoral na construção de uma democracia efetivamente inclusiva, plural e representativa”, afirmou.

O diretor da Escola Judiciária Eleitoral de Mato Grosso (EJE-MT), juiz-membro substituto Welder Queiroz dos Santos, ressaltou que a promoção da inclusão e da diversidade está alinhada às diretrizes nacionais da Justiça Eleitoral.

“A primeira grande bandeira institucional do Tribunal Superior Eleitoral foi justamente a inclusão de mulheres, pessoas negras e indígenas na participação política. Trata-se de um tema fundamental para o fortalecimento do ambiente democrático e para a construção de uma sociedade mais representativa”, destacou.

Ao dar início às atividades, o palestrante Elder Maia Goltzman explicou que a proposta do curso é promover um diálogo entre o Direito Eleitoral e os Direitos Humanos, permitindo uma nova leitura dos principais institutos eleitorais.

“A ideia é analisar temas como propaganda eleitoral, abuso de poder, prestação de contas e registro de candidatura sob a perspectiva dos direitos humanos. Muitas das questões enfrentadas pela Justiça Eleitoral envolvem dilemas relacionados à inclusão, igualdade e proteção de direitos fundamentais. Por isso, queremos construir um espaço de diálogo, reflexão e troca de experiências”, afirmou.

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Especialistas de referência nacional

O curso é ministrado por dois especialistas com ampla atuação acadêmica e profissional na área.

Elder Maia Goltzman é analista judiciário do TRE-SP, mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), doutorando em Direito Político e Econômico pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e especialista em Direito Administrativo. Atua em pesquisas relacionadas à liberdade de expressão, direitos humanos, população LGBTQIAPN+, desinformação e direito digital, além de ser professor em cursos de pós-graduação e autor de obras na área eleitoral.

A programação também contará com a participação de Sabrina de Paula Braga, responsável por ministrar módulos do curso ao longo da semana. Analista judiciária do TRE-MG, é mestra e doutoranda em Direito Político pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), coordenadora do eixo “Participação de Grupos Minorizados” da Capacitação Nacional das Escolas Judiciárias Eleitorais e integrante da Comissão de Promoção da Igualdade Racial da Justiça Eleitoral.

Jornalista: Andréa Martins Oliveira

#PratodosVerem – Participante acompanha, por meio de um notebook, o curso telepresencial “Eleições em Perspectiva: Gênero, Raça e Etnia no Processo Eleitoral”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT). Na tela, aparecem autoridades e participantes da capacitação em videoconferência, enquanto o palestrante apresenta conteúdo relacionado aos direitos humanos e ao processo eleitoral.

Fonte: TRE – MT

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