Tribunal de Justiça de MT

Com 154,85% de desempenho, TJMT é referência nacional em soluções consensuais

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) atingiu um marco histórico ao conquistar o 1º lugar nacional no cumprimento da Meta 3 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que estimula a conciliação e acordos. O TJMT atingiu 154,85% de desempenho, conforme dados do painel DataJud atualizados em 30 de setembro de 2025.

O Núcleo Permanente de Métodos Consensuais de Solução de Conflitos (Nupemec), órgão gestor da política autocompositiva do Poder Judiciário de mato Grosso, vem se destacando entre os tribunais do país por consolidar uma política pública sólida de autocomposição, por meio de mediações e conciliações que aproximam o cidadão das soluções judiciais de forma célere, simples e efetiva.

Um modelo de Justiça mais colaborativo

Para o desembargador e presidente do Nupemec, Mario Kono, o alcance é fruto de um esforço coletivo que une magistrados, servidores, conciliadores, mediadores judiciais e instituições do sistema de Justiça em prol de uma cultura de diálogo.

“É um resultado que mostra que todo o esforço feito com os juízes, desembargadores, promotores, advogados e defensores alcançou um nível extraordinário. Não há mais como pensar no sistema tradicional de Justiça como a única solução para os conflitos”, afirmou Kono.

Ele reforça que as conciliações podem ser descritas como soluções adequadas de conflitos por considerar a vontade de todas as partes. O desembargador ressaltou ainda que tanto em questões subjetivas, como as familiares, quanto em questões objetivas, a conciliação oferece um caminho mais rápido, eficaz e menos oneroso.

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“Você consegue ter uma resolutividade muito mais rápida, mais eficiente, menos custosa e com a participação direta das partes. É a própria sociedade ajudando a resolver seus conflitos dentro da Justiça”, completou.

A força da conciliação em Mato Grosso

Desde a criação, em 2011, o Nupemec tem sido um dos pilares da política autocompositiva de Mato Grosso, instituída pela Resolução Nº 125/2010 CNJ. Atualmente, o estado conta com 49 Centros Judiciários de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscs), que atendem as 79 comarcas e realizam autocompositivas em processos judiciais e nos casos em que ainda não existe processo em andamento.

Esses espaços representam, na prática, uma Justiça mais próxima da população, que resolve conflitos antes mesmo de se tornarem processos.

A juíza Cristiane Padim, coordenadora do Nupemec, destaca que o sucesso desse modelo está justamente na construção compartilhada de soluções.

“O sucesso dessas conversas prévias resulta em acordos com muito mais possibilidade de cumprimento, porque cada um vai dizer o que pode, conforme destaca o ministro Barroso”, explicou.

“Nesses casos, não há necessidade de entregar o poder de decisão a um juiz, evitando o ajuizamento de um processo judicial. O envolvido pode procurar o Judiciário presencialmente, pela internet ou telefone, e após uma audiência de conciliação, sair com um acordo para cumprimento posterior”, completou.

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Meta 3 do CNJ: diálogo que gera resultados

A Meta 3 é uma diretriz nacional do Conselho Nacional de Justiça que incentiva a conciliação e o aumento dos acordos homologados em processos judiciais e pré-processuais. De acordo com o Conselho, o objetivo é reduzir a litigiosidade e promover a pacificação social, fortalecendo a resolução colaborativa de conflitos.

Entre as principais estratégias estão:

Capacitação contínua de magistrados, conciliadores e servidores;

– Expansão dos Cejuscs em todo o estado;

– Parcerias interinstitucionais com Ministério Público, Defensoria e advocacia;

– Campanhas de conscientização sobre a importância da conciliação e mediação.

Semana Nacional da Conciliação: o próximo passo

Entre os dias 3 e 7 de novembro, o TJMT participará da XX Semana Nacional da Conciliação, promovida pelo CNJ, com o tema “Conciliar é Legal”.

Durante o período, cidadãos com processos em andamento poderão buscar acordos mediados nos Cejuscs.

A iniciativa reforça o compromisso do Tribunal em tornar o acesso à Justiça mais rápido, menos burocrático e mais humano.

Autor: Vitória Maria Sena

Fotografo:

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Tribunal de Justiça de MT

TJMT é finalista em prêmio do CNJ com ferramenta própria de inteligência artificial

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Arte gráfica com fundo branco. Em letras grandes, garrafais azuis escuras está escrito: LeXIAA ferramenta de inteligência artificial LexIA, desenvolvida integralmente pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), está entre as iniciativas finalistas do 3º Prêmio de Inovação do Poder Judiciário, promovido pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ). O reconhecimento nacional reforça a posição do TJMT como um dos protagonistas na transformação digital do Judiciário brasileiro e evidencia a maturidade da política de inovação adotada pela instituição.
As iniciativas finalistas foram selecionadas pelo Comitê do Prêmio após avaliação dos critérios previstos no regulamento. A classificação final será anunciada no dia 20 de agosto, durante a cerimônia de premiação do 6º Festival de Laboratórios de Inovação do Poder Judiciário (FestLabs Nacional), que será realizado em Cuiabá.
Para o presidente do Comitê de Governança e Gestão de Inteligência Artificial (CGEIA) do TJMT, desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, a seleção da LexIA confirma que o Tribunal está alinhado às práticas mais avançadas de inovação do Poder Judiciário brasileiro.
Desembargador Luiz Octávio Saboia Ribeiro em um terno escuro e gravata listrada, está em pé e fala em um microfone, com uma projeção ao fundo.“Ser finalista do 3º Prêmio de Inovação do Poder Judiciário é uma confirmação de que o caminho que o TJMT vem trilhando em inteligência artificial está alinhado com o que há de mais avançado no Judiciário brasileiro. A LexIA nasceu de uma necessidade concreta do Tribunal consistente em dar mais agilidade, eficiência e qualidade à prestação jurisdicional, e hoje ela é reconhecida pelo CNJ ao lado de iniciativas de todo o país. Isso reforça que inovação não é um discurso isolado aqui em Mato Grosso, é uma política institucional, com governança estruturada, construída de forma consistente ao longo dos últimos anos, com apoio de todas as administrações”, afirmou.
Inovação com governança e supervisão humana
Mais do que incorporar tecnologia, a LexIA foi concebida com base em princípios de uso responsável da inteligência artificial. Integrada ao Processo Judicial Eletrônico (PJe), a plataforma auxilia magistrados e servidores na análise, triagem e estruturação de informações processuais, automatizando atividades repetitivas sem substituir a atuação humana.
Segundo o desembargador Saboia, esse modelo de governança foi determinante para o reconhecimento da ferramenta. “Desde o início, a premissa da LexIA foi clara: a inteligência artificial auxilia, mas não substitui o julgamento humano. Essa é a essência do que chamamos de ‘reserva de humanidade’. A decisão final é sempre do magistrado”, ressaltou
Ele explica ainda que, para garantir segurança e confiabilidade no uso da tecnologia, o Tribunal estruturou o Comitê de Governança e Gestão de Inteligência Artificial (CGEIA), responsável por estabelecer regras de utilização, monitorar riscos, como vieses e falhas, e avaliar técnica e eticamente cada solução antes de sua disponibilização.
Essa estrutura conta ainda com o Centro Técnico Operacional de Inteligência Artificial (CTOIA) e o Núcleo de Inteligência Artificial (NIA), responsáveis pelo desenvolvimento das soluções tecnológicas adotadas pelo Tribunal.
Tecnologia desenvolvida em Mato Grosso ganha projeção nacional
O interesse demonstrado pelo CNJ em nacionalizar ferramentas desenvolvidas pelo TJMT, entre elas a LexIA, representa mais um reconhecimento da qualidade técnica da solução. Para Saboia, o fato de uma tecnologia criada integralmente em Mato Grosso despertar interesse nacional demonstra que inovação depende de estratégia, investimento em pessoas e capacidade institucional de desenvolver soluções próprias.
“É motivo de muito orgulho ver que uma solução desenvolvida inteiramente aqui, por equipe própria do TJMT, desperte o interesse do CNJ para se tornar referência para outros tribunais do país. Isso mostra que inovação de ponta não depende de estar nos grandes centros, depende de visão estratégica, de investimento em pessoas e de coragem institucional para experimentar.”
Atualmente, a LexIA está disponível para magistrados e servidores do Primeiro e do Segundo Graus de jurisdição. A ferramenta reúne aproximadamente 1.500 usuários habilitados, distribuídos em 129 unidades judiciárias, e registra cerca de seis mil requisições diárias.
A nova versão da plataforma incorporou melhorias como histórico de conversas na página inicial, busca inteligente por agentes utilizando texto livre e integração com modelos avançados de inteligência artificial, ampliando a eficiência na organização das informações e na elaboração de análises e minutas.
Na avaliação do presidente do CGEIA, os impactos já são percebidos tanto internamente, quanto pela população. “Na prática, isso significa magistrados e servidores com mais tempo para se dedicar ao que exige análise humana mais aprofundada, porque tarefas repetitivas de pesquisa, organização e apoio à minuta ganham velocidade. E o efeito cascata disso chega ao cidadão: processos analisados com mais agilidade, decisões mais consistentes e uma Justiça que consegue responder num tempo mais compatível com a expectativa de quem está esperando uma solução para sua vida”, pontuou Saboia.
O desembargador acrescenta que os indicadores processuais do Primeiro e do Segundo Graus demonstram ganhos efetivos de eficiência e celeridade após a implementação da ferramenta.
Banner roxo de evento com o título Próximos passos
Com a cerimônia do prêmio acontecendo em Cuiabá, durante o FestLabs Nacional, o TJMT também se prepara para apresentar ao Judiciário brasileiro o avanço de suas soluções em inteligência artificial.
A expectativa é ampliar os módulos especializados da LexIA, fortalecer ainda mais os mecanismos de segurança e transparência e aprofundar o diálogo com o CNJ sobre a nacionalização da ferramenta.
“A meta é que o TJMT continue na linha de frente da inovação responsável, sempre com a premissa de que a tecnologia serve à Justiça e nunca o contrário”, concluiu o desembargador Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro.
A sexta edição do Festival de Laboratórios de Inovação do Poder Judiciário (FestLabs Nacional) será realizada nos dias 20 e 21 de agosto de 2026, em Cuiabá, com o tema “Justiça Híbrida: Humanos, Dados e Inteligência Artificial”.

Autor: Ana Assumpção

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Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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