Tribunal de Justiça de MT

“Desafio Judiciário Sustentável” reconhece boas práticas dentro do TJMT

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Servidores (as) e magistrados (as) celebraram a premiação do selo Desafio Judiciário Sustentável, um reconhecimento às práticas inovadoras e eficientes implementadas em todo o âmbito do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT). O evento foi realizado na quinta-feira (18 de setembro), no auditório Gervásio Leite, durante o 10º Encontro de Sustentabilidade e 2º Seminário de Mudanças Climáticas.

Foram distribuídos 48 selos, divididos em três categorias: gabinetes de desembargadores, áreas administrativas do TJMT e Comarcas. Cada categoria abrange os níveis Excelência, Diamante, Ouro, Prata e Bronze. Os reconhecimentos foram entregues pelos coordenador e pela diretora do Núcleo de Sustentabilidade, desembargador Rodrigo Roberto Curvo e Jaqueline Schoffer, respectivamente.

Durante a cerimônia, o desembargador Rodrigo Curvo destacou que o selo é fruto do engajamento coletivo de todo o Judiciário mato-grossense. “Mais do que um reconhecimento, esse prêmio simboliza o esforço de cada servidor e magistrado que acredita que a sustentabilidade deve estar presente em nossas rotinas, na forma como utilizamos recursos, no cuidado com o meio ambiente e na responsabilidade que temos para com as futuras gerações”, afirmou.

Curvo também ressaltou que a pauta ambiental no Judiciário não se limita a um tema acadêmico, mas a uma necessidade concreta e urgente de todos. “As palestras e painéis que vivenciamos nesses dois dias de encontro nos mostraram que o direito ambiental e a noção de sustentabilidade não são meras disciplinas de estudo, mas assuntos que atravessam nossas decisões judiciais e a forma como gerimos nossos recursos. Temos a urgência de inovar na administração pública, de reduzir desperdícios, de promover a descarbonização e de fortalecer o compromisso ético com aqueles que virão depois de nós”, falou.

A gestora do Núcleo de Sustentabilidade, Jaqueline Schoffen, resgatou o histórico de iniciativas que vêm sendo implementadas desde 2013 e os grandes avanços que o TJMT vem conquistando ao longo destes anos.

“Ano após ano, superamos novos desafios e consolidamos práticas que hoje fazem parte da rotina do Tribunal. O Desafio Judiciário Sustentável, nesta edição de 2025, envolveu 80 comarcas, 30 gabinetes de desembargadores e 27 unidades administrativas. Esse esforço coletivo comprova que sustentabilidade é uma construção contínua, que exige planejamento, monitoramento e engajamento de todos”, apontou.

Critérios de avaliação – Os indicadores avaliados para o Desafio Judiciário Sustentável foram definidos a partir do Plano de Logística Sustentável (PLS) e do Balanço de Sustentabilidade do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Entre eles, estão o consumo de energia, água, papel, telefonia, transporte, copos descartáveis, impressões e destinação de resíduos, sempre em relação ao número de servidores ou área de jurisdição, de forma proporcional.

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Também foram considerados a destinação de materiais para reciclagem, a redução de equipamentos de impressão e o incentivo à participação das comarcas na gestão de resíduos. O período de avaliação vai de agosto de 2024 a julho de 2025. De forma inovadora, a Presidência, Vice-Presidência e Corregedoria-Geral da Justiça também participaram, reforçando o compromisso da alta administração com a pauta ambiental.

“Esses critérios permitem mensurar, de forma objetiva, o desempenho das unidades administrativas, gabinetes e comarcas do TJMT, estimulando práticas cada vez mais sustentáveis e alinhadas às metas nacionais do Judiciário”, completou Jaqueline.

O 10º Encontro de Sustentabilidade e o 2º Seminário de Mudanças Climáticas foram organizados pelo Núcleo de Sustentabilidade do TJMT em parceria com a Escola Superior da Magistratura (Esmagis-MT), por meio do Eixo Temático de Meio Ambiente.

Alinhado ao compromisso de promover ações em prol do meio ambiente, esta edição foi carbono neutro, com compensação das emissões de gases de efeito estufa, em conformidade com a Resolução CNJ n. 594/2024, que determina que todos os órgãos do Judiciário implementem planos de neutralização até 2030.

O evento foi encerrado em clima de celebração, com a apresentação da violinista Fernanda Pavan, que emocionou o público ao interpretar clássicos cuiabanos no violino, reforçando a conexão entre cultura, identidade regional e sustentabilidade.

Lista de premiados

Categoria Áreas Administrativas

– Diamante: Núcleo de Previdência (98,57%).

– Ouro: Coordenadoria Judiciária (98,15%); Coordenadoria Financeira (98,01%).

– Prata: Coordenadoria de Comunicação Social (97,00%); Coordenadoria de Planejamento (96,92%); Coordenadoria de Tecnologia da Informação (96,46%).

– Bronze: Coordenadoria da Corregedoria-Geral da Justiça (96,27%); Coordenadoria de Gestão de Pessoas (95,80%); Coordenadoria Administrativa (95,65%); Coordenadoria Militar (95,60%); Ouvidoria do Poder Judiciário (95,29%).

Categoria Comarcas

– Diamante: Rondonópolis (86,71%).

– Ouro: Várzea Grande (84,46%); Cáceres (83,96%); Tangará da Serra (83,84%); Chapada dos Guimarães (83,81%); Barra do Garças (83,77%); Sinop (83,71%).

– Prata: Diamantino (83,59%); Complexo dos Juizados Especiais (83,36%); Cuiabá (83,29%); Alto Araguaia (82,92%); Nova Mutum (82,91%); Alta Floresta (82,52%); Paranatinga (82,43%); Primavera do Leste (82,32%); Jaciara (81,95%).

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– Bronze: Poxoréu (81,92%); Poconé (81,86%); Campo Verde (81,74%); Nortelândia (81,63%); Campo Novo do Parecis (81,18%); Pedra Preta (81,16%); São José do Rio Claro (81,15%); Porto Alegre do Norte (81,13%); Rio Branco (80,98%); Araputanga (80,91%).

Categoria Gabinetes de Desembargadores

– Diamante: Gab. Desa. Vandymara Galvão Ramos Paiva Zanolo (98,38%).

– Ouro: Gab. Desa. Helena Maria Bezerra Ramos (95,19%); Gab. Des. Rodrigo Roberto Curvo (95,14%).

– Prata: Gab. Des. Juvenal Pereira da Silva (94,92%); Gab. Des. Gilberto Giraldelli (94,84%); Gab. Desa. Clarice Claudino da Silva (94,74%).

– Bronze: Gab. Des. Lidio Modesto da Silva Filho (94,44%); Gab. Des. Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro (94,38%); Gab. Des. Sebastião Barbosa Farias (94,23%); Gab. Desa. Anglizey Solivan de Oliveira (94,08%); Gab. Des. Paulo Sérgio Carreira de Souza (93,94%).

Acesse as fotos no Flickr do TJMT

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Feira sustentável e distribuição de mudas disponíveis no 10° Encontro de Sustentabilidade do TJMT

Autor: Ana Assumpção

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Encontro de almas: diligência abriu as portas da paternidade para agente da Infância e Juventude

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Foto horizontal dos anos 1990 que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete abraçado com a filha Érica, que tinha cerca de 10 anos na foto. Ela era uma menina de pele clara com longos cabelos loiros e cacheados.

Das histórias de tantas crianças e adolescentes que ajudou a reescrever, enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete da Silva, atualmente lotado na Comarca de Várzea Grande, encontrou em uma de suas diligências, em 1990, a primeira página de sua própria jornada enquanto pai.

Uma bebê foi abandonada pela mãe na casa da parteira, uma senhora muito pobre e sem condições de cuidar da criança, em Barra do Bugres. Nomeado guardião legal da criança, Aparecido levou a bebê com apenas quatro dias de nascida para casa. Ele e a então esposa cuidaram da recém-nascida até que ela restabelecesse a saúde, ao longo de três meses. O cuidado foi tamanho que o servidor, que também trabalhava como professor no período noturno, deixou este emprego para se dedicar ao cuidado com a menina.

Aparecido revela que não tinha interesse em adotar, mas, após três meses de acolhimento daquela bebezinha, decidiu que queria ficar com ela para sempre e pediu para entrar na fila da adoção. O processo levou tempo, pois investigações foram feitas e a mãe biológica foi identificada. Ela teve que registrar a criança, mas acabou perdendo o pátrio poder e, então a menina pôde participar do processo de adoção. “Ela veio como um presente de Deus”, afirma Aparecido.

Já estava escrito

“Eu acho que tudo já estava escrito pra ser dessa forma. Ele já era meu pai, só foi me buscar”, afirma Érica Taiane Buzato da Silva, 36 anos, filha mais velha de Aparecido, que sente o mesmo. “Pra mim, já existia uma paternidade de verdade, o vínculo, o cuidado e o amor vieram antes da ‘chegada’. Quando ela diz isso, eu sinto que a nossa história confirmou o que a gente viveu todos os dias”, diz o servidor.

Érica conta que seus “pais do coração” sempre foram transparentes em relação à sua origem e que, mesmo passando anos questionando o porquê do abandono, o amor que recebeu da família a levou a superar todas as dores.

“Eu sempre soube que eu era adotada. Fui a primeira filha deles. Depois, eu tive mais dois irmãos e a gente cresceu muito feliz. O meu pai é uma pessoa maravilhosa na minha vida! Não sei nem como agradecer porque, se não fosse ele, eu não sei o que poderia ter acontecido comigo. Sou muito grata ao meu pai e à minha mãe porque cuidaram de mim com todo amor, sem nenhuma diferença de mim e os meus irmãos”, diz.

A gratidão relatada por Érica é sentida também por parte do pai dela. “Me sinto profundamente grato e em paz. Olhando pra trás, vejo que o acolhimento que demos à Érica foi mais do que cuidados: foi amor que sustentou a ela e a mim”, afirma. Em relação à paternidade, que começou com a chegada de Érica em sua vida, Aparecido conta que sempre viu como algo muito simples a educação dada a ela e aos demais filhos, Evili e Lucas. “Nunca vi a Érica diferente, mas sim como filha, igual aos outros”, conta.

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Foto vertical antiga que mostra o agente da Infância e Juventude, Aparecido Donizete, com a ex-mulher, duas filhas e o filho ainda crianças, em uma festa. Eles posam sorrindo para a foto.Legado construído com exemplo

Aparecido destaca que sempre priorizou transmitir aos filhos valores como honestidade, caráter e determinação para batalhar pelos objetivos. “Eu sempre busquei passar esses valores no comportamento e nas escolhas do dia a dia, sendo honesto, firme e batalhador, para que eles aprendessem com a nossa convivência, não só com palavras”, pontua.

Para Érica, ficaram desses ensinamentos a admiração e o desejo de seguir os mesmos passos do pai. “Meu pai é uma pessoa de muito caráter, muito esforçado, inteligente, batalhador. Eu sei que a vida dele também foi muito difícil. Eu não sou igual a ele, mas tento ser e me espelho nele porque é uma pessoa maravilhosa. Ele me ensinou a ser uma pessoa honesta e a lutar pelos meus objetivos, pela minha felicidade. Eu conto tudo pra ele, então, a gente tem realmente uma ligação muito forte”, afirma Érica.

Ela destaca que se considera parecida até fisicamente com Aparecido. “É estranho, mas eu acho que a convivência faz a gente ficar parecido. Dizem que pai é quem cria, mas, pra mim, é mais do que isso: meu pai é meu porto seguro, minha referência”.

Por sua vez, Aparecido diz ser muito gratificante e emocionante ver os frutos do seu amor de pai. “Saber que a minha presença ajudou a formar o caráter dela e que hoje existe essa conexão me dá orgulho, e também me faz querer continuar fazendo o certo todos os dias”.

Apoio incondicional

Encontrar nos pais um porto seguro fez com que Érica tivesse coragem para encarar de frente seu passado e, depois de adulta, buscar suas origens. “Eu não perguntava por que achava que era algo que machucava eles, de certa forma. Mas, quando eu perguntei, ele foi atrás, conseguiu o contato de outro pai que também tinha adotado a minha outra irmã. Meu pai me ajudou e eu conheci ela e outro irmão, filho dessa minha mãe biológica. E foi muito legal conhecê-los porque faz parte da minha história, de certa forma, porque têm o meu sangue”, relata Érica. Ao reencontrar os irmãos biológicos, sua genitora havia falecido um ano antes.

Da parte de Aparecido, ele conta que ajudar Érica nesse processo de resgatar o contato com a família biológica foi um misto de carinho e responsabilidade. “Eu entendia o desejo dela de conhecer as origens e apoiei esse caminho. Ao mesmo tempo, eu precisava respeitar o tempo dela e garantir que essa busca não virasse dor ou culpa. Ver que ela conseguiu se aproximar com segurança me deixa muito satisfeito”, avalia.

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Imagem quadrada gerada com auxílio de inteligência artificial que mostra o agente da Infância e Juventude Aparecido Donizete e sua filha Érica abraçados, com um fundo verde de um parque. Ele é um homem pardo de cabelo grisalho e ela uma jovem branca e loira.

Há oito anos morando na Europa, Érica afirma ser difícil estar longe da família, especialmente em datas comemorativas, como o Dia dos Pais, mas que a única palavra que vem à sua mente nessas horas é gratidão. “Quero que ele saiba que é o melhor pai do mundo, que eu sou muito grata a ele por cada gesto, por cada abraço. Minha maior certeza na vida é que eu amo muito ele. Mesmo distantes fisicamente, graças a Deus somos muito próximos, pois, de certa forma ele me deu a vida”, assevera Érica.

Pai e apoiador, Aparecido confirma que a distância aperta o coração, mas que, ao mesmo tempo, sente orgulho ao ver que Érica está correndo atrás dos próprios objetivos com coragem. “A gente procura estar presente do jeito que dá, com diálogo, apoio e carinho. E isso ajuda a transformar a saudade em motivação”.

Adoção

Enquanto agente da Infância e Juventude, Aparecido ressalta que a Justiça tem um papel fundamental em garantir que toda criança tenha o direito de crescer em um ambiente seguro, com afeto, dignidade e oportunidades. “A adoção não é apenas um ato jurídico; é a construção de uma família baseada no amor e na responsabilidade”, avalia.

Ele lembra que, desde quando adotou Érica até os dias atuais, a legislação evoluiu muito. “Hoje, o processo de adoção é mais estruturado, transparente e voltado, acima de tudo, ao melhor interesse da criança e do adolescente. Há uma preparação maior das famílias, acompanhamento técnico e mecanismos que buscam reduzir o tempo de permanência de crianças em acolhimento institucional, sempre preservando seus direitos”, explica.

Aparecido aproveita este Dia dos Pais para deixar uma mensagem a todos os pais: “Aos pais biológicos, que valorizem o privilégio de acompanhar o crescimento dos seus filhos com amor, presença e responsabilidade. E aos pais de coração, que nunca duvidem da força do amor que escolheram oferecer. A verdadeira paternidade não é definida pelo sangue, mas pela presença, pelo cuidado, pelo exemplo e pelo compromisso de estar ao lado do filho em todos os momentos da vida. É esse amor que transforma histórias, fortalece famílias e constrói seres humanos melhores”, declara.

Érica, por sua vez, afirma: “Adoção não é sobre preencher um vazio, mas sobre transbordar o amor, porque é isso que eu sinto”.

Celly Silva

Coordenadoria de Comunicação do TJMT

[email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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