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Palestra sobre 30 anos de Juizados Especiais provoca reflexão de acadêmicos em Rondonópolis

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A palestra sobre os “30 Anos de Acesso à Justiça Cidadã: Passado, Presente e Futuro” provocou mais de 100 acadêmicos do curso de Direito da Faculdade Fasipe de Rondonópolis a refletirem sobre o propósito e importância dos Juizados Especiais no país. Ministrada pelo desembargador Sebastião de Arruda Almeida, presidente do Conselho de Supervisão dos Juizados Especiais (CSJE) do Poder Judiciário de Mato Grosso (PJMT), a palestra expandiu os conhecimentos sobre o tema, ao tratar sobre os objetivos e função dos Juizados Especiais, sua abrangência e o papel do advogado e do cidadão.

Os Juizados Especiais surgiram como resposta à morosidade da Justiça tradicional e à dificuldade de acesso do cidadão comum ao Poder Judiciário.

“Os Juizados Especiais vieram justamente para transformar a realidade de quem precisa de uma resposta rápida e eficaz do Judiciário, garantindo celeridade, simplicidade e proximidade com o cidadão. Eles não são apenas um apêndice do Código de Processo Civil, mas um instrumento de acesso à Justiça cidadã”, afirmou o desembargador.

Conforme o desembargador, os Juizados visam atender demandas de menor complexidade, envolvendo interesses de pessoas físicas, microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte, bem como delitos de menor potencial ofensivo na esfera criminal. Além disso, o sistema possibilita a resolução consensual, com ênfase na reparação de danos e na aplicação de penas não privativas de liberdade, quando possível.

“O objetivo principal dos Juizados não é punir, mas garantir a reparação dos danos, promover a conciliação e assegurar que o cidadão tenha um atendimento rápido, eficiente e próximo da sua realidade. É a Justiça cidadã em ação”, explicou.

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Dados

Em 2022, as demandas atendidas pelos Juizados Especiais refletiram em um volume de 188 mil casos. Em 2023, 218 mil, e em 2024, 211 mil processos, sendo mais de um terço de todas as ações distribuídas no Estado de Mato Grosso.

“Não se trata de ‘pequenas causas’ ou ‘brigas de vizinhos’. Estamos lidando com direitos da vida, da honra, da saúde e da integridade patrimonial das pessoas. A amplitude e relevância dos Juizados são enormes, abrangendo desde questões de consumo e trânsito até direito ambiental e da Fazenda Pública”, reforçou o desembargador.

Formação acadêmica

Durante sua apresentação, o desembargador aproveitou para falar sobre as oportunidades criadas aos estudantes a partir da assinatura do Termo de Cooperação Técnica, que formaliza a parceria entre o TJMT, a FASIPE e as Faculdades Integradas de Rondonópolis (FAIR) para implantação do Núcleo Avançado de Práticas Jurídicas (NAPJ) nos Juizados Especiais da comarca.

“A parceria com as universidades é essencial. Permite que os estudantes aprendam na prática como funcionam os Juizados Especiais, entendam o papel do advogado e adquiram experiência real no atendimento ao cidadão. Essa formação é indispensável para evitar erros graves, como a perda de prazos ou a condução inadequada de processos.”

A acadêmica Júlia Dias Aijado, do 4º período de Direito da FASIPE, comentou sobre a importância da palestra para a formação. “Achei a palestra excelente e muito enriquecedora. Nem todos sabem que existem núcleos e varas especializadas para causas de menor valor ou resolução mais rápida. O conteúdo trouxe conhecimento jurídico e ensinamentos de vida que podemos compartilhar com outras pessoas, ajudando-as a compreender caminhos mais céleres para resolver conflitos”, comentou.

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Funcionamento dos Juizados

O processo nos Juizados Especiais é simplificado: o pedido pode ser feito de forma oral ou escrita, é registrado pela secretaria e imediatamente encaminhado à audiência, onde o juiz colhe provas, ouve as partes e profere a sentença.

Os recursos cabem ao próprio Juizado, com turmas recursais compostas por três ou quatro magistrados, o que garante a rapidez e eficácia.

O portal dos Juizados Especiais oferece ferramentas digitais para requisição de processos, preenchimento de formulários e marcação de audiências, o que facilita o acesso de cidadãos, acadêmicos e advogados.

“Aprender como funcionam os Juizados Especiais é básico e essencial. Um erro de procedimento pode gerar perda de prazos e comprometer direitos. Convido todos vocês, estudantes e futuros operadores do Direito, a se aprofundarem nesse tema, que é a base para uma atuação profissional responsável e cidadã”, concluiu o desembargador Sebastião de Arruda Almeida.

Autor: Priscilla Silva

Fotografo: Josi Dias

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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Consultoras do Prêmio Innovare plantam mudas e conhecem floresta urbana do Fórum de Várzea Grande

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Um plantio simbólico marcou a visita das consultoras do Instituto Innovare Rúbia Salah Ayoub e Amira Fádia Ayoub à área de compensação ambiental do projeto CompensaJUD – instituído com apoio do Programa Verde Novo – localizada nos fundos do Fórum de Várzea Grande, nesta quinta-feira (23). As duas mudas de aroeira plantadas durante a atividade receberam placas com os nomes das consultoras e a identificação da 23ª edição do Prêmio Innovare.

A ação foi promovida pelo Programa Verde Novo do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e contribui para a ampliação da floresta urbana em formação no local. O espaço reúne cerca de 1.500 mudas de espécies nativas e integra as ações do Judiciário voltadas à mitigação dos impactos das mudanças climáticas, à melhoria da qualidade do ar, redução da temperatura e promoção da educação ambiental.

O coordenador do pograma, Sérgio Savioli, explicou que o convite às consultoras surgiu durante a visita técnica realizada ao Verde Novo, quando elas demonstraram interesse em conhecer de perto as áreas recuperadas e participar de uma ação de plantio.

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A consultora Rúbia Salah Ayoub afirmou que a experiência permitiu conhecer uma iniciativa que alia sustentabilidade, inovação e impacto social. “Foi uma satisfação participar dessa atividade. Em um momento em que enfrentamos os efeitos do desmatamento e das queimadas, principalmente em Mato Grosso, ver uma iniciativa que cria pequenas florestas dentro do ambiente urbano é inspirador. O Instituto Innovare reconhece boas práticas que transformam o sistema de Justiça, e o Verde Novo demonstra que também é possível transformar a relação das pessoas com o meio ambiente.”

Já a consultora Amira Fádia Ayoub destacou que a ação revelou uma dimensão do Judiciário que vai além da prestação jurisdicional. “Estamos acostumados a enxergar o Judiciário na sua atuação tradicional. Aqui vimos uma instituição preocupada com o impacto que gera para a sociedade e para as futuras gerações. Esse plantio representa um legado que estamos construindo hoje para colher no futuro. É uma atuação que faz diferença para toda a comunidade.”

A assessora Administrativa do Núcleo de Sustentabilidade do TJMT, Elaine Almeida ressaltou que o projeto também tem caráter educativo e busca aproximar a população das ações de preservação ambiental. “Queremos que as pessoas conheçam a importância da arborização urbana. O CompensaJUD cumpre sua função de compensação ambiental, mas também promove educação ambiental, mostrando que cada cidadão pode contribuir para uma cidade mais verde e sustentável.”

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Criado em 2017, o Programa Verde Novo já utilizou mais de 269 mil mudas de espécies nativas e frutíferas do Cerrado em distribuições e plantios, tornando-se uma das principais iniciativas socioambientais do Poder Judiciário de Mato Grosso e é uma das práticas avaliadas na 23ª edição do Prêmio Innovare.


Leia também: Consultoras do Prêmio Innovare avaliamprojetos do TJMT selecionados para a premiação

Autor: Marcia Marafon

Fotografo: Rodrigo Moura

Departamento: Coordenadoria de Comunicação do TJMT

Email: [email protected]

Fonte: Tribunal de Justiça de MT – MT

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