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Catorze mandados de prisão são cumpridos em Cuiabá e Feliz Natal

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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), força-tarefa permanente composta pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso, Polícia Militar, Polícia Judiciária Civil, Polícia Penal e Sistema Socioeducativo, cumpriu, nesta quarta-feira (25), 14 mandados de prisão preventiva e diversos mandados de busca e apreensão durante a Operação “Natal Antecipado”, deflagrada nos municípios de Cuiabá e Feliz Natal. A operação tem como foco o desmantelamento de uma facção criminosa com atuação na cidade do interior. “As investigações tiveram início no ano passado, quando a equipe do Gaeco de Sinop identificou a atuação estruturada de uma organização criminosa no município de Feliz Natal. As informações revelaram que os traficantes operavam de forma organizada, com divisão clara de funções entre os membros. Foi possível constatar a presença de um gerente, um responsável pela disciplina, um contador e também lojistas, que realizavam a venda direta de entorpecentes aos usuários”, explicou a promotora de Justiça Roberta Cheregati Sanches. De acordo com a promotora de Justiça, além dos pedidos de prisão preventiva e de busca e apreensão, também foram deferidos e cumpridos o bloqueio de contas bancárias utilizadas para lavagem de dinheiro, bem como o sequestro de veículos pertencentes a um dos alvos da operação. Um dos investigados, segundo apurado, utilizava uma pessoa jurídica como fachada, movimentando altos valores oriundos do tráfico de drogas por meio da conta bancária da empresa.“Durante as buscas, foram localizadas drogas, apetrechos comumente utilizados na traficância, quantias em dinheiro, um simulacro de arma de fogo e uma grande quantidade de cestas básicas. Essas cestas seriam distribuídas à população de Feliz Natal como estratégia da facção para conquistar a confiança e a simpatia dos moradores”, relatou Roberta Cheregati Sanches.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Ministério Público MT

Executor de advogado é condenado 33 anos de reclusão em Cuiabá

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Alex Roberto de Queiroz Silva foi condenado, na quarta-feira (15), a 33 anos e 10 meses de reclusão, além de oito meses de detenção, em regime inicial fechado, pelo homicídio triplamente qualificado do advogado Renato Nery, ocorrido em Cuiabá, bem como pelos crimes de fraude processual qualificada e integração de organização criminosa. Durante o julgamento pelo Tribunal do Júri, o réu confessou a autoria do homicídio, mas negou ter integrado organização criminosa.O Conselho de Sentença acolheu a tese sustentada pelo promotor de Justiça Rodrigo Ribeiro Domingues e reconheceu que o homicídio foi praticado mediante promessa de recompensa, com emprego de meio que resultou perigo comum e mediante recurso que dificultou a defesa da vítima.Alex Roberto de Queiroz Silva foi o primeiro dos seis denunciados a ser submetido a julgamento pela morte do advogado, ocorrida em julho de 2024. Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), ele atuou como executor do homicídio, efetuando os disparos contra Renato Nery em frente ao escritório da vítima, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. O crime teria sido cometido sob a coordenação do policial militar Heron Teixeira Pena Vieira, também denunciado pelo Ministério Público.As investigações conduzidas pelo Núcleo de Defesa da Vida apontaram que o assassinato foi precedido pelo monitoramento da rotina da vítima e por um planejamento prévio. Segundo o MPMT, a execução ocorreu em razão de uma disputa judicial em que Renato Nery havia obtido decisão favorável no litígio, circunstância apontada como motivação para o crime.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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