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Encontro Estadual discute justiça, inovação e proteção às vítimas

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O XXVI Encontro Estadual do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, que marca o encerramento das atividades anuais, será realizado de 9 a 11 de dezembro, no Malai Manso Resort. O objetivo é fortalecer a atuação do MPMT, estimulando a integração institucional, a atualização técnico-jurídica e o compartilhamento de boas práticas, além de promover o intercâmbio de conhecimentos e experiências entre os participantes.A abertura oficial está prevista para 189h do dia 9 de dezembro (terça-feira), com a presença do procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa, do governador Mauro Mendes, do corregedor-geral do MPMT, João Augusto Veras Gadelha, do coordenador do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf) – Escola Institucional do MPMT, Antonio Sergio Cordeiro Piedade, do presidente da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP), Mauro Benedito Pouso Curvo, e do diretor da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT), Marcelo Caetano Vacchiano.Às 18h30, haverá exibição de um vídeo institucional e apresentação cultural da Orquestra Sesi-MT. Em seguida, ocorre o painel de abertura com o tema “O Sistema de Justiça e a Interlocução com a Sociedade Civil Organizada”, que terá como palestrantes o procurador-geral adjunto de Justiça Jurídico do Ministério Público de Mato Grosso do Sul (MPMS) e conselheiro nomeado do CNMP, Alexandre Magno Benites de Lacerda, e o promotor de Justiça do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) e conselheiro Nacional do Ministério Público Fernando da Silva Comin. Serão debatedores os desembargadores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) Deosdete Cruz Junior e Marcos Regenold Fernandes, sob a presidência do procurador-geral de Justiça Rodrigo Fonseca Costa. Às 19h30, haverá uma homenagem aos 25 integrantes da instituição que concluíram o Programa de Mestrado Interinstitucional (Minter), fruto da parceria entre a Escola Institucional do MPMT e a Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG). A noite será encerrada às 20h com o lançamento de cinco livros: “Compêndios – Diálogos Possíveis”, “Processo e Consensualidade: Uma investigação do acordo de não persecução civil”, “Papel do Ministério Público no Processo Penal Democrático diante do Sistema Acusatório”, “Entre a Omissão e a Proteção: O dever estatal de prevenir, investigar e sancionar a violência” e “A Mediação Restaurativa e a Violência Doméstica – Desafios para a efetiva proteção da vítima”.No dia 10 de dezembro (quarta-feira), a programação será retomada às 9h com a apresentação das cinco boas práticas do MPMT premiadas em 2025: “TAC – Atendimento a Crianças e Adolescentes com TEA”, “Terapia que Encanta e Transforma”, “Ressarcimento ao erário por doações irregulares de lotes urbanos”, “Projeto Trânsito Legal” e “Caminhos da Sustentabilidade – MT Sem Lixão”. Às 10h30, será ministrada a palestra “Inteligência Artificial e o Sistema de Justiça” pelo desembargador do TJMT Luiz Octávio Oliveira Saboia Ribeiro, com debates dos promotores de Justiça Leoni Carvalho Neto, Fabricio Miranda Mereb e Daniel Carvalho Mariano, sob presidência da promotora de Justiça Gileade Pereira Souza Maia. No período da tarde, às 14h, o tema será “Autocomposição e Justiça Multiportas”, com o procurador de Justiça do Ministério Público de São Paulo (MPSP) Valter Foletto Santin e o procurador de Justiça do MPMS e conselheiro Nacional do Ministério Público Paulo Cezar dos Passos. Os debates ficarão a cargo dos desembargadores Wesley Sanchez Lacerda e Marcos Henrique Machado, sob presidência da procuradora Rosana Marra.Por fim, no dia 11 de dezembro (quinta-feira), às 9h30, será realizada a palestra “Proteção Integral das Vítimas – à luz das decisões da Corte Interamericana de Direitos Humanos”, ministrada pelos promotores de Justiça Marcelle Rodrigues da Costa e Faria e Kledson Dionysio de Oliveira, com presidência da promotora de Justiça Ana Flavia de Assis Ribeiro.O XXVI Encontro Estadual é uma realização do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da Escola Institucional, com apoio da Associação Mato-grossense do Ministério Público (AMMP) e da Fundação Escola Superior do Ministério Público de Mato Grosso (FESMP-MT).

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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Leis de Sinop e Alta Floresta são consideradas inconstitucionais

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O Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) declarou a inconstitucionalidade de normas editadas pelos municípios de Sinop e Alta Floresta, em ações diretas de inconstitucionalidade que contaram com a atuação do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT). As decisões reforçam a necessidade de observância dos princípios constitucionais que regem a Administração Pública e o processo legislativo.Um dos casos que o TJMT julgou procedente envolve o município de Alta Floresta, em ação proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso contra a Lei Municipal nº 2.938/2024, que disciplinava a regularização de loteamentos rurais destinados a atividades como agricultura familiar, lazer e turismo.Na análise do processo legislativo que resultou na norma, o Tribunal identificou vício formal decorrente da ausência de participação popular. A legislação urbanística exige a realização de audiências públicas e mecanismos efetivos de consulta à sociedade, especialmente quando há alterações no uso e na ocupação do solo. A inexistência dessas etapas compromete a legitimidade democrática da norma.Também foi reconhecida a ocorrência de invasão de competência legislativa da União, uma vez que o município estabeleceu regras para o parcelamento do solo rural sem observar exigências previstas em legislação federal, como a necessidade de prévia audiência do Incra.No campo material, a lei foi considerada incompatível com a ordem constitucional por dispensar a realização de estudo prévio de impacto ambiental para a regularização dos loteamentos. O Tribunal destacou que esse tipo de empreendimento gera impactos significativos e exige avaliação técnica prévia, sob pena de risco ao meio ambiente e à qualidade de vida da população.Já em ação envolvendo a Lei nº 3.644/2026, do município de Sinop, o Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou pela procedência do pedido, apontando a existência de vícios tanto de natureza formal quanto material na norma questionada.Na manifestação encaminhada ao TJMT e acolhida no julgamento, o MPMT sustentou que a lei, de iniciativa da Câmara Municipal, interferiu indevidamente em matéria cuja iniciativa legislativa é privativa do chefe do Poder Executivo. Segundo o parecer, a Constituição Estadual estabelece que compete exclusivamente ao prefeito propor leis que tratem do regime jurídico dos servidores públicos, incluindo aspectos relacionados ao provimento de cargos e à organização administrativa.Diante do conjunto de irregularidades, o Tribunal de Justiça declarou a inconstitucionalidade integral das leis.

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Fonte: Ministério Público MT – MT

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