Ministério Público MT

Réus são condenados por homicídio, porte de arma e crime organizado

Publicado em

O Tribunal do Júri da comarca de Sorriso (420 km de Cuiabá) condenou, nesta quinta-feira (27), Maicon Leopoldo Dias da Silva e Joerik Fuzaro Gomes pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, porte ilegal de arma de fogo de uso restrito e integrar organização criminosa armada. As penas foram fixadas pelo juiz presidente do Júri, Rafael Deprá Panichella, a 41 anos de reclusão para Maicon e 40 anos para Joerik, ambos em regime inicial fechado. Os réus não poderão recorrer em liberdade. A acusação foi conduzida pelo promotor de Justiça Luiz Fernando Rossi Pipino.Conforme a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso, o crime ocorreu em fevereiro de 2023. Integrantes da facção Comando Vermelho, Maicon e Joerik planejaram a execução e atraíram João Pedro Bressan da Rocha até um bar sob o pretexto de entregar uma porção de droga.Com a armadilha preparada, os acusados surpreenderam a vítima dentro do bar, efetuando disparos de arma de fogo. João Pedro tentou fugir, mas foi perseguido pelos réus pela via pública, sendo atingido por diversos outros disparos até morrer na Rua Amazonas, no bairro Jardim Aurora. A motivação do crime, segundo as investigações, foi o fato de os réus descobrirem que a vítima estava comprando drogas de uma facção rival.O Conselho de Sentença reconheceu as qualificadoras de motivo torpe (retaliação decorrente de disputa entre facções), meio dissimulado (atração da vítima mediante engodo), e o emprego de arma de fogo de uso restrito, circunstâncias que acentuaram a gravidade da conduta.

Leia Também:  Justiça anula show sertanejo e empresa deve devolver R$ 300 mil

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Advertisement

Ministério Público MT

Luta Antimanicomial é tema de webinar promovido pelo MPMT

Published

on

O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) realiza no próximo dia 19 de maio, das 9h às 11h, o webinar alusivo ao Dia Internacional da Luta Antimanicomial. A iniciativa é promovida por meio da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, do Consumidor, dos Direitos Humanos, das Minorias, da Segurança Alimentar e do Estado Laico, em parceria com o Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional (Ceaf), Escola Institucional do MPMT, e integra as ações voltadas à reflexão crítica e à promoção dos direitos humanos no campo da saúde mental.Voltado a membros, servidores, estagiários, residentes e colaboradores do Ministério Público, bem como ao público externo, o evento busca ampliar o debate sobre os desafios contemporâneos relacionados ao cuidado em saúde mental. A proposta dialoga com os princípios da luta antimanicomial, que defende práticas de atenção psicossocial baseadas na dignidade, na liberdade e na inclusão social das pessoas em sofrimento psíquico.O webinar contará com a palestra “O que os psiquiatras não te contam”, ministrada pela médica psiquiatra e psicoterapeuta Juliana Belo Diniz. A palestrante é pós-doutora em Psiquiatria pela Universidade de São Paulo e possui sólida formação acadêmica e clínica na área de saúde mental, com atuação voltada à reflexão crítica sobre os modelos de cuidado e a medicalização do sofrimento psíquico.Participará como debatedor o procurador de Justiça Alexandre de Matos Guedes, do MPMT, que contribuirá com reflexões a partir da perspectiva jurídica e institucional sobre o tema. Ele é especialista em Direito Sanitário pela Universidade de Brasília e autor de artigos jurídicos na área da cidadania, com ênfase em saúde coletiva e proteção dos direitos de pessoas idosas e pessoas com deficiência, tendo atuado por anos na 7ª Promotoria de Justiça Cível da Capital, com atuação na tutela coletiva da saúde.Para o procurador de Justiça José Antônio Borges Pereira, titular da Procuradoria de Justiça Especializada na Defesa da Cidadania, do Consumidor, dos Direitos Humanos, das Minorias, da Segurança Alimentar e do Estado Laico, o debate é essencial. “A lógica manicomial não se resume aos muros de antigas instituições, manifestando-se sempre que o sofrimento psíquico é tratado com silenciamento, exclusão ou violência simbólica, o que torna a luta antimanicomial atual e necessária”.A atividade ocorrerá de forma virtual, por meio da plataforma Microsoft Teams, com transmissão ao vivo pelo canal do MPMT no YouTube.O que os psiquiatras não te contam – No livro ‘O que os psiquiatras não te contam’, a psiquiatra, psicoterapeuta e neurocientista Juliana Belo Diniz questiona a ideia de que sofrimentos como depressão e ansiedade sejam apenas doenças do cérebro a serem tratadas exclusivamente com medicamentos.Ao analisar o aumento dos transtornos mentais no pós-pandemia e a popularização de diagnósticos nas redes sociais, a autora propõe uma abordagem mais ampla e humanizada da psiquiatria, que considera o contexto social, cultural e emocional das pessoas.Mesclando história da psiquiatria e experiências clínicas, o livro percorre desde as origens dos tratamentos psiquiátricos até os debates atuais sobre medicalização e ultraprodutividade.

Leia Também:  Promotores de Justiça incentivam destinação do IR para projetos de Juara

Fonte: Ministério Público MT – MT

COMENTE ABAIXO:
Continuar lendo

CUIABÁ

MATO GROSSO

POLÍCIA

FAMOSOS

ESPORTES

MAIS LIDAS DA SEMANA