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Atuação rápida da Polícia Militar salva vidas de bebês engasgados em Mato Grosso

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O Natal da família do pequeno Henrique de Almeida tem um novo significado. No último dia 17 de dezembro, o bebê, de apenas 15 dias de vida, foi salvo, após se engasgar com leite materno, em Cuiabá, devida à rápida atuação de policiais militares do 3º Batalhão, que realizaram os primeiros socorros ainda na unidade policial.

Desesperada ao perceber que o filho havia perdido a respiração, a mãe, Mariana Regina Prates de Almeida, correu até a base da PM, localizada a poucos metros de sua residência, onde os militares iniciaram imediatamente os procedimentos de desengasgo com a manobra de Heimlich. Após a estabilização inicial, o bebê foi encaminhado em uma viatura até a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Jardim Leblon, onde recebeu atendimento médico.

A mãe do recém-nascido relembrou o momento de tensão e destacou o acolhimento e agilidade dos policiais. “Com todo o desespero, fomos até o Batalhão, que inclusive é perto da minha casa. Chegando lá, fui atendida da forma mais rápida possível. Prestaram todo o cuidado com meu bebê. Me senti aliviada ao chegar lá e ver que eles fizeram o possível pelo meu filho. Tenho somente a agradecer”.

Ela ainda ressaltou o sentimento de alívio e gratidão ao saber que a família poderá celebrar as festas de fim de ano unida. “Foi um significado de recomeço, um alívio em saber que não passou de um susto, mas claro que temos que tomar todo cuidado do mundo. Estou feliz em saber que vamos passar o Natal, o Ano Novo e o resto da vida juntos. Quero agradecer ao Batalhão por me ajudar nesse momento que foi assustador pra mim”.

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O avô do bebê, Magno Braga, também destacou a eficiência do atendimento prestado pelos militares, desde o primeiro contato até o encaminhamento à unidade de saúde. “Foi tudo muito rápido. Chegando lá, os policiais já começaram a fazer a massagem e, no mesmo momento, colocaram na viatura e levaram para a UPA”.

Segundo ele, a rapidez foi determinante para salvar a vida do neto. “O atendimento foi muito eficiente. O primeiro socorro foi feito ali na base do Moinho e depois na UPA. Quero agradecer de coração à Polícia Militar do Estado de Mato Grosso, ao comandante da base e a todos os policiais que fizeram esse primeiro atendimento”.

O comandante do 3º Batalhão da Polícia Militar, tenente-coronel Adonival Coelho de Souza, destacou que o preparo técnico e o controle emocional dos policiais são fundamentais em ocorrências dessa natureza.

“A Polícia Militar possui preparo e controle emocional para atuar em qualquer tipo de ocorrência. Nossos policiais passam por constantes capacitações, justamente para agir com rapidez e segurança em situações de emergência, onde cada segundo pode ser decisivo para salvar uma vida”, disse.

O caso do pequeno Isaac se soma a uma série de salvamentos realizados pela Polícia Militar neste ano, demonstrando o preparo técnico das equipes para atuar em situações de emergência. Em Rondonópolis, policiais da Força Tática salvaram um bebê de um ano de idade que se engasgou, realizando a manobra de desobstrução das vias aéreas e garantindo o encaminhamento seguro à unidade de saúde.

Em Cuiabá, militares do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam), atenderam diferentes ocorrências envolvendo crianças e recém-nascidos. Em uma delas, uma recém-nascida de apenas sete dias foi levada desacordada até a sede da unidade, onde policiais realizaram os primeiros socorros e salvaram a vida da bebê. Em outra ocasião, uma criança engasgada foi socorrida por militares do batalhão, após familiares buscarem ajuda na unidade.

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Ainda na Capital, policiais militares salvaram outro bebê de 15 dias, que havia se engasgado com leite materno, sendo prontamente atendido e encaminhado para avaliação médica. Já em outra ocorrência registrada em Alto Taquari, quando uma bebê também se engasgou durante a amamentação e foi salva por policiais do 15º Batalhão de Alto Araguaia.

O comandante-geral da Polícia Militar de Mato Grosso, coronel PM Claudio Fernando Carneiro Tinoco, ressaltou que a atuação da corporação vai além do policiamento ostensivo.

“Essas ocorrências mostram que a Polícia Militar está presente para proteger a vida em todos os momentos. Nossos policiais estão preparados para agir não apenas no enfrentamento à criminalidade, mas também em situações de emergência, prestando socorro imediato à população quando mais precisa”.

De acordo com o coronel Fernando, as ocorrências reforçam o papel essencial da Polícia Militar na preservação da vida e evidenciam que, em muitos casos, o primeiro atendimento prestado pelos militares são decisivos e garantem segurança a todos da sociedade.

“Nossos policiais militares são verdadeiros heróis de farda que, com bravura e agilidade, salvaram vidas de bebês em situações críticas de engasgo neste ano. Esses policiais converteram o desespero de famílias em alento. Essa proatividade reflete o compromisso inabalável da PMMT com a sociedade mato-grossense. Dessa forma, nossos militares reafirmam diariamente o nosso juramento de servir e proteger”.

Fonte: PM MT – MT

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Polícia Civil leva debate sobre bullying, ciberbullying e radicalização misógina às escolas de Cuiabá

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A violência contra a mulher não começa com um feminicídio. Ela nasce silenciosa, muitas vezes nos corredores das escolas, nas salas de bate-papo de jogos online, nos comentários anônimos das redes sociais e nos discursos de ódio que se infiltram como verdadeiros “coaches” da masculinidade tóxica.

Para enfrentar essa realidade, a Polícia Judiciária Civil, por meio da Coordenadoria de Polícia Comunitária e dos projetos sociais intensificou palestras nas unidades de ensino, lança um olhar atento e preventivo sobre o fenômeno da intimidação sistemática (bullying), do ciberbullying e da radicalização online em perfis da manosfera e machosfera.

A ação, que integra a campanha de prevenção à violência virtual nas escolas da capital, leva às salas de aula um diálogo franco e desarmado com alunos do ensino fundamental e médio. O objetivo não é apenas punir, mas impedir a formação de novos agressores, desconstruindo a ideia de que “brincadeira de mau gosto” é algo natural ou inofensivo.

“Não é brincadeira”: Investigador alerta para os crimes por trás da tela

Palestrante frequente nas ações da Polícia Civil em Cuiabá, o investigador Ademar Torres de Almeida, tem se dedicado a levar às escolas uma mensagem clara: o bullying e o ciberbullying são violações graves, com consequências jurídicas e emocionais reais. Em suas apresentações, ele utiliza recursos audiovisuais e exposição dialogada para mostrar como apelidos, xingamentos repetitivos, exclusão social e humilhações digitais não se trata de “mera diversão”.

“Precisamos desmontar essa ideia de que colocar apelido ofensivo, isolar o colega ou espalhar um boato é brincadeira. Isso é violência. E quando essa violência ganha as redes ou os chats dos jogos online, ela se multiplica. A Lei nº 14.811/2024 tipificou o cyberbullying como ‘intimidação sistemática virtual’, e os adolescentes precisam saber que responderão por atos infracionais por essas condutas”, alerta o investigador.

Segundo Ademar Torres, um dos pontos mais críticos observados nos diálogos com os jovens é a adesão velada a discursos de ódio contra meninas e mulheres, propagados em comunidades como a manosfera – um ecossistema digital misógino – e seu núcleo mais radical, a machosfera. Termos como Incel, Redpill, Blackpill e MGTOW (Homens Seguindo seu Próprio Caminho) têm sido identificados por pesquisas como mecanismos de radicalização que transformam frustrações em rancor e, em casos extremos, em violência.

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“Quando um aluno começa a reproduzir frases de ódio contra as colegas, a defender que ‘mulher merece sofrer’ ou a consumir conteúdos de influenciadores que pregam a dominação masculina, isso é um sinal de alerta. Estamos falando de um processo de radicalização que começa online e pode terminar em violência real. A escola é o lugar ideal para interromper esse ciclo”, explicou o investigador.

Psicóloga reforça: parceria com a Polícia Civil transforma a escola

A atuação da Polícia Civil nas escolas não acontece de forma isolada. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, em Cuiabá, a psicóloga Renata, da equipe psicossocial da unidade, tem acompanhado de perto os resultados das palestras e rodas de conversa promovidas pelos investigadores. Para ela, a presença da Polícia Civil no ambiente escolar é fundamental para desmistificar o tema e dar segurança jurídica e emocional a alunos e educadores.

“A expressão ‘bullying’ é usada para qualificar comportamentos agressivos no ambiente escolar, praticados de forma intencional e repetitiva, deixando a vítima impossibilitada de se defender. Mas, na prática, muitas crianças e adolescentes não sabem identificar quando estão sendo vítimas ou, pior, quando estão sendo agressores. O trabalho da Polícia Civil, com uma linguagem acessível e exemplos concretos, ajuda a desnaturalizar essa violência. Eles explicam desde o bullying físico até o cyberbullying, incluindo a falsificação de fotos, a disseminação de boatos e a violação de intimidade”, detalha a psicóloga.

Renata destaca que um dos maiores ganhos dessa parceria é a prevenção baseada no diálogo e no acolhimento, e não apenas na repressão. “Quando o investigador entra na sala e fala sobre como os jogos online podem se tornar espaços tóxicos, ou como um comentário misógino em uma rede social não é ‘só uma opinião’, os alunos se sentem provocados a refletir. A escola sozinha não dá conta desse fenômeno digital. Precisamos do Estado, da segurança pública, atuando de forma coordenada. A Polícia Civil tem sido essencial nesse sentido”, afirmou.

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O que diz a lei e o papel da escola

O coordenador da Polícia Comunitária, delegado Mario Dermeval, ressalta que as ações da Polícia Civil nas escolas de Cuiabá estão amparadas em um robusto arcabouço legal. A Lei Estadual nº 9.724/2012 determina a inclusão de medidas de conscientização e combate ao bullying nos projetos pedagógicos de Mato Grosso. Já a Lei Federal nº 13.185/2015 instituiu o Programa de Combate à Intimidação Sistemática, e a Lei nº 13.663/2018 alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) para obrigar as escolas a promoverem ações de prevenção à violência e cultura de paz.

De acordo com o material utilizado nas palestras, as formas mais comuns de bullying vão além do físico e incluem o bullying psicológico (amedrontar, perseguir), moral (difamar, caluniar), verbal (insultos, apelidos humilhantes), sexual (assediar), social (isolar, excluir), material (furtar ou destruir pertences) e o virtual ou cyberbullying (humilhações online, invasão de perfis, envio de mensagens ofensivas).

Prevenção como projeto de Estado

Segundo o gerente de Polícia Comunitária, investigador Nilton César Cardoso, as ações da Polícia Civil na capital têm por referência os projetos sociais de prevenção e o Programa Escola Segura que visa a prevenção eficaz aliada a educação transformadora, integrada no território escolar. Ao final das palestras, fica a mensagem central: os algoritmos das redes sociais e os chats dos jogos online não podem ditar o que é certo ou errado. A responsabilidade é coletiva. Como bem sintetizou o Investigador.

Serviço

Escolas públicas e privadas de Cuiabá que desejarem agendar palestras sobre bullying, ciberbullying, prevenção à violência virtual e enfrentamento à radicalização misógina podem entrar em contato com a Polícia Civil. As ações são gratuitas e voltadas a alunos do ensino fundamental e médio.

Fonte: Policia Civil MT – MT

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