Policiais militares do 6º Batalhão prenderam quatro homens, entre 19 e 42 anos, por tráfico ilícito de drogas e porte ilegal de arma de fogo, na noite desta sexta-feira (9.1), em Cáceres. Com os suspeitos, foram apreendidas uma espingarda e duas pistolas, 30 porções de pasta base de cocaína e 82 munições de diversos calibres.
Na primeira ação, durante desdobramento da Operação Resposta Imediata, a equipe policial recebeu denúncias de populares de que uma residência, no bairro Jardim Aeroporto, estava sendo utilizada para atividades criminosas.
De acordo com as informações, havia uma grande movimentação de pessoas na casa, incluindo um homem que estava armado.
Os policiais se deslocaram ao endereço com o apoio das equipes da Companhia de Rondas e Ações Intensivas Ostensivas (Raio), do Batalhão de Rondas Ostensivas Tático Móvel (Rotam) e Força Tática. Ao chegaram ao local, alguns suspeitos fugiram pulando muros de casas vizinhas.
Em buscas no interior da residência, um homem foi localizado e encontraram uma espingarda de calibre .12, identificada como produto de furto, além de duas munições calibre .38 e 20 munições calibre .12.
A equipe Raio localizou um segundo suspeito em uma residência vizinha e, com ele, foram encontradas uma pistola calibre 9.mm com dois carregadores com 48 munições do mesmo calibre.
Em seguida, os militares da Rotam localizaram um terceiro envolvido. Os suspeitos foram identificados como integrantes de uma facção criminosa e confessaram que estavam na cidade para cometer homicídios contra integrantes de uma facção rival. Os suspeitos foram detidos e encaminhados para a delegacia, junto com o material apreendido.
Em uma segunda ocorrência, no bairro Massa Magro, outra denúncia foi feita de que uma motocicleta utilizada para crimes na cidade estava em uma residência. Os militares se deslocaram até o endereço informado e flagraram um homem, que fugiu para o interior do imóvel, mas foi abordado.
Durante a abordagem, o suspeito relatou à PM que possuía uma arma de fogo e uma quantidade de drogas na casa. Em buscas pelo material, os policiais encontraram uma pistola calibre .9mm e um carregador contendo 12 munições do mesmo calibre.
Em sequência nas buscas, foram encontradas 30 porções de pasta base de cocaína. O suspeito confessou pertencer a uma facção criminosa na cidade.
Diante dos fatos, o criminoso foi encaminhado para a delegacia, com o material apreendido, para as providências que o caso requer.
Disque-denúncia
A sociedade pode contribuir com as ações da Polícia Militar de qualquer cidade do Estado, sem precisar se identificar, por meio do telefone 190 ou do número 0800 065 3939.
A Polícia Civil prendeu em flagrante, nesta terça-feira (09.10), em Várzea Grande, um jovem, de 19 anos, suspeito de vender os dados da própria conta bancária para o recebimento de dinheiro obtido em um golpe contra um idoso.
Segundo as investigações, a vítima, de 62 anos, foi induzida a fazer um PIX de R$ 50 mil para fechar a compra de um veículo anunciado em uma rede social. O anúncio era falso, e o valor foi transferido para a conta do suspeito.
Após diligências contínuas, as equipes localizaram o suspeito e efetuaram a prisão. Em depoimento, ele confessou que cedeu a conta por R$ 700 a um homem que anunciava, em um perfil no Facebook, a compra de contas bancárias de terceiros.
A conduta se enquadra no artigo 171, § 2º-A, inciso VII do Código Penal, incluído pela Lei nº 15.397/2026, que pune quem cede, de forma gratuita ou onerosa, conta bancária para a circulação de recursos que financiem atividade criminosa ou que tenham origem nela.
Embora não tenha antecedentes criminais, o suspeito não teve fiança arbitrada e aguarda audiência de custódia.
Para o delegado Ruy Peral, responsável pela investigação do caso, a prisão mostra que quem empresta ou vende a conta também responde pelo golpe.
“Ceder ou vender conta bancária a terceiros não é um favor nem um negócio inofensivo. É crime. O titular entrega o instrumento que permite ao golpista receber o dinheiro da vítima e pode responder pela fraude, mesmo sem ter aplicado o golpe nem conhecer quem foi lesado. Quem vende a conta se torna parte do esquema”, alertou.
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