A Polícia Civil do Estado de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta terça-feira (15.4), a “Operação Discordância”, com o cumprimento de mandado de busca e apreensão na residência de um adolescente de 16 anos, em Rondonópolis (distante cerca de 218 km da capital). O menor é suspeito de promover a prática de automutilação entre outros adolescentes, em uma plataforma digital.
A investigação foi realizada pela Delegacia Especializada de Repressão a Crimes Informáticos (DRCI), a partir de informações compartilhadas pelo Laboratório de Operações Cibernéticas da Diretoria de Operações Integradas e de Inteligência do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que atua no monitoramento constante de ambientes virtuais com potencial risco à integridade de crianças e adolescentes.
O mandado foi expedido pela Vara Especializada da Infância e da Juventude de Rondonópolis, diante de elementos que indicam o uso reiterado de canais de comunicação online para disseminar conteúdos sensíveis e de risco, fomentando práticas autodestrutivas entre menores de idade.
Conduzida pelo delegado adjunto da DRCI, Gustavo Godoy, a investigação identificou que o adolescente, alvo da ação, já havia sido investigado anteriormente no âmbito da “Operação Mão de Ferro”, deflagrada pela mesma unidade especializada, em 1º de agosto de 2024. Na ocasião, foi cumprido mandado de busca e apreensão pela prática de cyberbullying, induzimento à automutilação e apologia ao nazismo em redes sociais e comunidades virtuais.
Durante a ação desta terça-feira, o telefone celular utilizado pelo adolescente foi apreendido e será submetido à perícia técnica para aprofundamento da investigação, com foco na identificação de demais envolvidos e na preservação de potenciais vítimas. Além disso, todos os perfis em redes sociais do menor foram excluídos por determinação judicial.
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta sexta-feira (24.4), a Operação Cromia Inversa, com o objetivo de cumprir três mandados de busca e apreensão em endereços residenciais, comerciais e rurais em Rondonópolis possivelmente vinculados a uma rede criminosa voltada ao desmonte, ocultação e adulteração de veículos, cavalos tratores e semirreboques.
A investigação teve início a partir de denúncias que apontavam a existência de locais utilizados para o armazenamento de veículos de carga pesada com sinais de irregularidades.
A partir de apurações em campo e levantamentos de inteligência, as equipes da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Rondonópolis reuniram elementos que indicam a prática dos crimes de receptação e adulteração de sinal identificador de veículo automotor.
Com base nos indícios colhidos, a autoridade policial representou pelas medidas cautelares cabíveis, sendo os mandados expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias.
As ordens judiciais estão sendo cumpridas simultaneamente em três pontos do município de Rondonópolis: um estabelecimento comercial do tipo lava-jato, localizado no bairro Vila Rica, uma propriedade rural às margens da BR-364, e uma residência no bairro João Moraes.
No contexto investigativo, a denominação “Cromia Inversa” faz referência a uma técnica identificada durante as apurações, caracterizada pela alteração proposital de cores, pinturas e padrões visuais dos veículos, com o intuito de dificultar a identificação e dissimular a procedência ilícita dos bens e aindae viabilizar a reinserção irregular dos veículos no mercado.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, foi constatado que alguns veículos apresentam indícios de possíveis adulterações, motivo pelo qual foi requisitada perícia técnica especializada, destinada à análise detalhada dos elementos identificadores e à comprovação material das irregularidades.
Segundo o delegado responsável pela investigação, Fabrício Garcia Henriques, a atuação técnica e integrada das equipes visa não apenas confirmar as adulterações, mas também identificar a origem dos veículos e possíveis conexões com outros envolvidos, fortalecendo a responsabilização criminal dos investigados.
“As investigações prosseguem de forma contínua, assim como o compromisso da Polícia Civil com o enfrentamento qualificado aos crimes patrimoniais. Ressalto também a importância da participação da população por meio de denúncias, que têm sido fundamentais para o avanço das apurações”, disse o delegado Fabrício Garcia Henriques.
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