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ALMT instala Câmara Setorial para debater docência na educação infantil

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A Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), na manhã desta sexta-feira (13), instalou a Câmara Setorial Temática (CST) “Cuidar e Educar: Docência na Educação Infantil”. A iniciativa é do deputado Max Russi (Podemos) e tem como objetivo analisar a prática docente na Educação Infantil, considerando os desafios e as possibilidades presentes no cotidiano que envolvem o ato de cuidar, educar e ensinar.

Conforme o presidente da CST, Joelson Fernandes Amaral, o trabalho da Câmara Setorial será voltado para o apoio aos profissionais da educação infantil que atuam nas creches dos 142 municípios de Mato Grosso, com adequações de nomenclatura.

“No Brasil, existem mais de 150 denominações para esses profissionais, como auxiliar ou técnico, embora, em essência, sejam professores, sem o devido reconhecimento institucional. Neste momento, nossa iniciativa visa auxiliar esses profissionais. A Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social trabalhará com os municípios para alcançar esse objetivo”, disse ele.

“Inicialmente, buscaremos informações com os profissionais interessados, a fim de compreender a realidade de suas legislações e as necessidades de mudança de técnico de desenvolvimento infantil para professor de educação infantil. Realizaremos um levantamento abrangente das leis pertinentes e, posteriormente, iniciaremos um diálogo com prefeitos e vereadores, demonstrando que esta ação representa um investimento na educação infantil, e não um custo adicional. Além disso, visa garantir um direito assegurado por lei federal a esses profissionais”, explicou.

Para o presidente da CST, a mudança de nomenclatura é crucial porque as creches, antes vinculadas à Assistência Social, passaram a integrar a área da Educação com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN), de 1996.

“A educação infantil, que abrange crianças de 0 a 3 anos e 11 meses, é a primeira etapa de formação. Contudo, a alteração não foi acompanhada pela adequação da nomenclatura dos profissionais. Atualmente, professores lecionam nas creches, mas nem sempre são reconhecidos como tal”, explicou.

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Durante a instalação da CST, Joelson Amaral, esclareceu que, o professor tem direitos específicos, como aposentadoria especial e o direito à atividade extraclasse, dedicando um quarto de sua carga horária à preparação de aulas.

“Além disso, é essencial garantir a dignidade de serem reconhecidos como professores, pois todos possuem formação adequada e, em muitos casos, não desfrutam desse reconhecimento.

Alteração na Lei – A relatora da CST e presidente do Sindicato de Técnicas de Desenvolvimento Infantil (Sindti), Rosileni Soares, destacou que o processo da recente transição para a categoria de professores, com a consequente alteração na nomenclatura do sindicato, ocorreu no final de 2025, em Cuiabá, marcando uma mudança significativa.

“A alteração foi impulsionada pela Lei Federal 15.326, sancionada em 7 de janeiro, que reconhece profissionais que atuam no desenvolvimento infantil, independentemente da designação anterior. Para nós, foi de suma importância essa alteração, pois melhorou bastante nosso trabalho”, disse.

Segundo ela, em Cuiabá foram realizadas 3.200 transições de Técnicos de Desenvolvimento Infantil para Professores de Educação Infantil (PEI). Ela também enalteceu a criação da CST “Cuidar e Educar: Docência na Educação Infantil”.

“Diante da resistência em alguns municípios, a criação de uma Câmara Temática surge como um importante instrumento para fornecer argumentos, ferramentas e jurisprudência, auxiliando na adequação dos municípios a essa legislação. A Assembleia Legislativa tem demonstrado apoio à implementação da legislação federal, um ato considerado de grande importância”, argumentou a presidente do sindicato.

Durante a reunião foi feita a leitura do termo de instalação e apresentação dos membros que vão compor a CST, bem como a finalidade dos trabalhos. O presidente da CST afirmou que os trabalhos vão focar em cinco aspectos primordiais: indissociabilidade, papel do professor, Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e Base Legal, formação de vínculos e integração com a família.

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A técnica de desenvolvimento infantil do município de Peixoto de Azevedo, Francilda de Souza, compartilhou suas preocupações sobre os impactos da nomenclatura TDI na valorização profissional. Ela ressalta que, embora desempenhe funções semelhantes às de um professor, atuando na educação infantil, esse profissional não usufrui dos mesmos benefícios.

“Os principais prejuízos incluem a ausência de valorização profissional, a falta de aposentadoria especial, a não aplicação do direito de hora atividade e a ausência de texto de férias”, destaca a técnica.

Francilda observa que, embora trabalhe em colaboração com o professor regente em sala de aula, e que ela e muitos colegas possuam formação superior, incluindo graduação, pós-graduação e até mesmo mestrado, a falta de reconhecimento persiste. Em sua avaliação, a legislação vigente representa uma oportunidade de reconhecer e valorizar esses profissionais.

“A mudança de nomenclatura, proposta pela CST, é vista como um passo importante para fortalecer o reconhecimento perante a sociedade. Muitos pais desconhecem a função do TDI, associando-a, equivocadamente, apenas a atividades de cuidado, como higiene. A percepção comum é que o TDI se limita a auxiliar nas necessidades básicas das crianças. A educação infantil engloba uma ampla responsabilidade de atividades pedagógicas, desde a troca de fraldas e os momentos de higiene, até as brincadeiras direcionadas e a alimentação”, complementa ela.

A próxima reunião está programada para o dia 30 deste mês e, segundo o presidente da CST, o prazo de 180 dias pode ser prorrogável dependendo da demanda dos trabalhos. Também foi definido que a equipe técnica da Câmara Setorial programou uma audiência pública para o município de Tangará da Serra, com data ainda a ser confirmada.

Fonte: ALMT – MT

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ALMT apresenta Troféu Parlamento a estudantes de Jornalismo e Publicidade

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A Secretaria de Comunicação da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (Secom/ALMT) visitou, na última quinta-feira (3), cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda de instituições de ensino superior de Cuiabá e Várzea Grande para apresentar a 2ª edição do Prêmio ALMT de Jornalismo – Troféu Parlamento. A iniciativa busca aproximar os universitários do Poder Legislativo estadual e estimular a produção de conteúdos sobre o impacto das leis e das políticas públicas na vida da população.

Com o tema “Onde a lei nasce, a cidadania cresce”, o prêmio conta novamente com uma categoria exclusiva para universitários. A proposta é reconhecer trabalhos que contribuam para ampliar a compreensão sobre o papel da Assembleia Legislativa e sua atuação em áreas que impactam diretamente o cotidiano dos mato-grossenses.

Para o secretário-adjunto de Comunicação da ALMT, José Marques, o diálogo com as universidades é uma forma de apresentar aos jovens o funcionamento do Legislativo. “Trazer isso para os universitários é uma ferramenta, uma ação muito importante para que nós possamos reforçar qual é o trabalho do legislativo e o que ele impacta na vida das pessoas”, afirmou. Ao lado do jornalista da Secom Márcio Moreira, ele apresentou aos estudantes detalhes do concurso.

Segundo Marques, a temática escolhida também busca aproximar a sociedade das atividades parlamentares e mostrar seus efeitos na vida da população. “A gente está mais uma vez colocando em pauta o papel da Assembleia e o resultado dessas políticas públicas na vida da população mato-grossense”, explicou.

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Foto: Helder Faria

A iniciativa despertou o interesse dos acadêmicos. Estudante do 5º semestre de Publicidade do Centro Universitário de Várzea Grande (Univag), Nathan Basualdo pretende participar do concurso. Para ele, a premiação representa uma oportunidade de colocar em prática os conhecimentos adquiridos na graduação e mostrar como a comunicação pode aproximar a população de temas relacionados à legislação.

“É uma oportunidade excelente tanto para mim como estudante quanto para o profissional. É a chance de mostrar o que eu sou capaz de criar e como a Assembleia Legislativa impacta diretamente na sociedade”, destacou.

Bruna Ribeiro de Amorim, estudante de Publicidade da Univag, considera que o concurso pode contribuir para sua formação e representar um diferencial profissional. “Poder falar que participei de uma premiação dessa já é algo forte. Demonstra o meu desempenho e o meu esforço para me tornar uma profissional relevante no mercado”, afirmou.

Na Universidade de Cuiabá (Unic), o acadêmico de Jornalismo Alison Pacheco também demonstrou interesse em participar do prêmio. “É uma maneira de reconhecer o nosso trabalho, nós que somos estudantes, e também uma maneira de mostrar para a sociedade os projetos de lei que a Assembleia Legislativa vem fazendo”, disse.

Para a coordenadora do curso de Publicidade da Univag, Caroline Araújo, a categoria universitária incentiva os futuros profissionais a conhecerem novas possibilidades de atuação. “Todo prêmio, quando coloca os universitários, os acadêmicos, ele é incentivador. Faltam mais premiações que busquem fazer esse incentivo para quem está na academia, para enxergar o mercado de outra maneira”, avaliou.

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Segundo a professora, a participação em concursos complementa a formação acadêmica ao aproximar teoria e prática. “O aluno não entra em uma faculdade e vai aprender tudo ali dentro. Ele vai aprender na simbiose que existe entre a sala, a prática e o externo”, explicou.

Professora dos cursos de Jornalismo e de Publicidade e Propaganda da Unic, Elizabeth Neves também destacou o potencial da iniciativa para ampliar o conhecimento sobre o legislativo entre os jovens. “Isso reverbera na família, no ambiente dos amigos, em quem os cerca. Eles vão estar atentos ao papel real da Assembleia Legislativa na sociedade”, afirmou.

Premiação — O Troféu Parlamento contempla cinco categorias: Telejornalismo, Texto, Radiojornalismo, Fotojornalismo e Universitário. Em todas elas, o primeiro colocado receberá R$ 30 mil e o Troféu Parlamento; o segundo, R$ 20 mil e uma Placa de Homenagem; e o terceiro, R$ 10 mil e uma Placa de Homenagem.

As inscrições seguem até 9 de novembro. Os participantes podem consultar os canais oficiais da ALMT em busca de pautas relacionadas a leis, direitos, políticas públicas, fiscalização, audiências, comissões e debates de interesse da sociedade.

Mais informações e o regulamento estão disponíveis no site trofeuparlamento.com.br.

Fonte: ALMT – MT

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